Criado em 12 Maio 2014

Fadiga inexplicada, dores articulares e baixa resistência a infecções podem estar associadas ao problema

Há décadas, pouco se ouvia falar sobre a importância da vitamina D e muitos profissionais da saúde acreditavam que ela era importante apenas para a manutenção de dentes e ossos saudáveis.

Porém, os avanços da ciência nos últimos anos passaram a colocar essa vitamina no centro das atenções ao destacar suas importantes funções na prevenção e até no tratamento de algumas doenças.

André V. F. Franco, idealizador do Vitamina D – Brasil – um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de educar as pessoas sobre a importância da vitamina D e da exposição solar sensata –, destaca que, no ano de 2010, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, demonstrou a forma que a vitamina D interage com o DNA humano. “Eles realizaram um sequenciamento genético criando um mapa para os receptores da vitamina D no organismo, onde puderam constatar que cerca de 10% do genoma é influenciado por ela (a vitamina D age no corpo humano como um hormônio, ativando e desativando os genes). Eles também demonstraram que a vitamina D tem um efeito significativo sobre a atividade de 229 genes ligados com doenças”, explica.

Devido a estas constatações, milhares de estudos passaram a investigar o potencial papel da vitamina D na prevenção, e até mesmo no tratamento, de muitas doenças da atualidade.

Deficiência de vitamina D

Consequentemente, a deficiência de vitamina D passou a ser significativamente associada a diversos problemas, conforme destaca André Franco:

  • Doenças crônicas, como as condições autoimunes, como a esclerose múltipla, a artrite reumatoide e o diabetes do tipo 1;
  • Vários tipos de câncer;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes do tipo 2;
  • Doenças neurológicas e psiquiátricas;
  • Doenças infecciosas, tais como infecções respiratórias, pneumonia, otite média, infecções urinárias, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C, tuberculose;
  • Resultados adversos da gestação e do parto;
  • Mortalidade em geral.

“Paralelamente a isso, muitos estudos têm demonstrado que cerca de cinquenta por cento da população mundial, devido a hábitos de vida modernos, sofre com a sua deficiência. Com essas informações, dá pra ter uma ideia da importância que ela tem para a saúde de crianças e adultos, e das consequências que sua deficiência crônica pode levar”, acrescenta André Franco.

Sintomas da deficiência de vitamina D

André explica que, na maioria das pessoas, a deficiência de vitamina D é assintomática. Porém, alguns sintomas, como os citados abaixo por ele, podem estar relacionados a este problema:

  1. Fadiga sem explicação
  2. Dor musculoesquelética
  3. Fraqueza muscular
  4. Dores articulares
  5. Baixa resistência a infecções

Portanto, caso você esteja com algum desses sintomas, vale a pena se consultar com um médico e conversar com ele a respeito do assunto. A melhor maneira de descobrir a deficiência de vitamina D é fazer um teste de sangue que medirá o nível dessa vitamina.

Orientações importantes para aumentar os níveis de vitamina D

André Franco explica que a conversão pela incidência da luz ultravioleta B na pele é a grande fonte de vitamina D. “De fato o Sol é responsável por cerca de 90 por cento da vitamina D que necessitamos, o restante provém da dieta”, explica.

No que diz respeito à alimentação, André cita boas fontes da vitamina:

  • Peixes como o salmão, atum e sardinha;
  • Cogumelos;
  • Leite e seus derivados.

Mas, no diz respeito ao Sol, André Franco explica que, para garantir a produção de vitamina D, a exposição solar deve ocorrer em um horário de incidência de UVB, que equivale ao Sol mais forte do dia. “No entanto, essa exposição deve ser breve, variando entre 10 a 20 minutos, dependendo do tom da pele da pessoa. Isso deve ser feito ainda com o máximo de pele exposta possível – no mínimo braços e pernas –, e sem o uso do filtro solar”, destaca.

André ressalta ainda que pessoas idosas têm maior dificuldade para sintetizar a vitamina D a partir da luz solar. “Indivíduos obesos, com pele escura, fumantes ou pessoas que estejam privadas da exposição solar diária – por questões profissionais ou outras – estão em maior risco para deficiência de vitamina D. Para estes casos a suplementação também deve ser considerada”, finaliza.

Agora você já conhece a importância que a vitamina D exerce sobre nossa saúde. Vale a pena se atentar a alguns sinais que podem estar relacionados à deficiência dela e, caso seja necessário, conversar com um médico de sua confiança a respeito do assunto.

 
Criado em 06 Maio 2014

Essa bebida pode ajudar a prevenir algumas doenças, aumentar a capacidade de concentração, entre outros benefícios

5 boas razoes para voce tomar cafe 5 boas razões para você tomar café

Para algumas pessoas ele é praticamente sinônimo de “Bom dia”. Outras preferem consumi-lo à tarde e muitas, ainda, confessam que tomam várias xícaras ao longo do dia… O fato é que, independentemente das preferências, o café faz parte da vida da maioria da população.

Mas nem todas as pessoas se sentem seguras quanto a este hábito. Afinal, tomar café faz bem ou faz mal à saúde? Qual é o consumo diário recomendado? Todo mundo pode consumi-lo?

Abaixo você terá a oportunidade de esclarecer todas essas dúvidas sobre o consumo de café, mas, antes disso, confere uma lista com boas razões para consumir esta bebida saborosa e tão tradicional na mesa dos brasileiros:

Benefícios que o café pode oferecer

Se você já ama café, vai adorar esta lista. Mas, se você não gosta (ou simplesmente não tem o hábito de tomá-lo), vai conhecer bons motivos para consumir esta que é uma das bebidas mais consumidas do mundo.

1. O café pode prevenir doenças

Vânia Beletate, nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e Mestre em Medicina Baseada em Evidências pela Unifesp, explica que o café, se ingerido sem excessos, pode trazer benefícios à saúde. “Isto se dá porque alguns estudos apontam que o café pode prevenir algumas doenças como, por exemplo, diabetes tipo II, cirrose alcoólica e Doença de Parkinson”, destaca.

Ainda de acordo com a profissional, alguns estudos epidemiológicos apontam para um papel neuroprotetor do café em relação ao desenvolvimento de Alzheimer. “Além da cafeína, outros compostos antioxidantes presentes no café poderão ter um papel essencial na proteção contra esta doença”, acrescenta.

2. O café proporciona mais energia

O café, se consumido corretamente, pode, de fato, ser muito útil no dia a dia das pessoas.

Vânia Beletate explica que devido ao seu principal princípio psicoativo, a cafeína, o café “melhora o estado de alerta, proporciona mais energia e diminui a sonolência e a sensação de cansaço”. Sendo assim uma boa opção especialmente na vida das pessoas que têm uma rotina bastante agitada.

3. O café aumenta a capacidade de concentração

A nutricionista Vânia destaca que, ainda devido à presença da cafeína, o café, além de proporcionar maior energia, aumenta a capacidade de concentração. Dessa forma, atua deixando a pessoa mais “esperta” e preparada para as tarefas do seu dia a dia.

4. O café pode auxiliar nas dietas de emagrecimento

Vânia Beletate destaca que vários estudos em humanos sugerem que o consumo de café induz a perda de peso por aumento da termogênese. “Dentro desta ideia, estima-se que a ingestão média de 6 xícaras de café diárias causa um aumento no consumo diário de energia de aproximadamente 100 kcal”, explica.

Acredita-se ainda que o consumo adequado de café possa melhorar o desempenho da pessoa que pratica atividades físicas.

5. O momento de tomar café torna seu dia mais agradável

Quem toma diariamente aquele cafezinho vai se identificar e muito com este item. Isso porque, para muitas pessoas, os momentos reservados para tomar uma xícara de café significam muito mais do que o simples consumo da bebida.

Sair da cama e se lembrar que, antes de qualquer coisa, “uma xícara de café te espera”; saber que, no meio da tarde, você ganhará mais alguns minutos de descanso enquanto toma seu cafezinho; colocar o papo em dia com um amigo, familiar ou com alguém especial enquanto saboreiam um café… São detalhes que, mesmo sem muita explicação, realmente fazem a diferença no dia a dia das pessoas!

Consumo recomendado de café e contraindicações

5 boas razoes para voce tomar cafe 2 5 boas razões para você tomar café

Foto: Thinkstock

Vale destacar que, para oferecer qualquer um destes benefícios, o café deve ser consumido moderadamente. “Preconiza-se a ingestão de 3 a 5 xícaras de café por dia, mas há algumas exceções, onde o café não é indicado”, explica Vânia Beletate.

O consumo é contraindicado, por exemplo, para pessoas que sofrem de insônia, hipertensão arterial, gastrite, úlcera péptica. “A azia é uma das queixas mais frequentes após a ingestão de café. Tal efeito poderá ter como base uma irritação direta da mucosa esofágica”, explica a nutricionista Vânia.

“Vale ressaltar que é bom evitar café após as refeições, pois alguns estudos científicos mostram que a ingestão de uma xícara de café após uma refeição reduz em 40% a absorção de ferro não heme (feijão, por exemplo)”, destaca Vânia.

A nutricionista acrescenta que a forma como o café é preparado também faz diferença no que diz respeito à saúde. “Deve-se evitar café expresso e preferir o café coado em filtro de papel para que o cafestol e o kahweol presentes na bebida fiquem retidos no filtro impedido a elevação do colesterol ruim, LDL”, destaca.

O café também não deve ser consumido com excesso de açúcar. O ideal é tomá-lo puro, mas, como nem todas as pessoas estão acostumadas com o seu sabor forte, a dica é adoçá-lo com moderação, de preferência, seguindo as orientações de um(a) nutricionista, que indicará qual é o melhor produto para isso (adoçante, mel, açúcar mascavo etc.).

Agora você já tem bons motivos para incluir algumas xícaras de café no seu cardápio e dicas importantes para que o consumo dele seja realmente adequado!

 
Criado em 30 Abril 2014

Pernas e pés inchados ao fim do dia, com marcas das meias ou sapatos, são características de edema

Provavelmente você já ouviu falar sobre a retenção de líquido, bem como de alguns alimentos – especialmente aqueles preparados com muito sal – que não devem ser consumidos em excesso para evitar esse problema.

Porém, vale destacar que uma má alimentação não é a única responsável por provocar a retenção de líquidos. É preciso entender que ela pode ocorrer por diversas causas. Abaixo você conhece as principais delas, além de todas as informações importantes sobre o assunto.

O que significa a retenção de líquido?

Retenção de líquido é o nome popular que descreve o inchaço no corpo ou em parte dele.

Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, explica que retenção de líquido significa que, por algum motivo, o nosso organismo não eliminou o total de líquidos que ingerimos. “Esses líquidos que não são eliminados podem se acumular nas extremidades (chamamos de edema) ou em vários órgãos”, diz.

O edema pode ser definido, então, como o resultado do extravasamento de um líquido que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo, conferindo um aspecto inchado da pele.

Como identificar a retenção de líquido?

Geralmente, as pessoas costumam perceber os sinais do edema em regiões mais suscetíveis ao acúmulo de líquidos, como, por exemplo, nas pernas.

“Uma maneira simples de perceber é apertar, de forma contínua, a região do tornozelo inferior, e observar se ocorre um ‘afundamento’ que demora a voltar ao normal (edema). Outra forma é observar um aumento de peso não associado a aumento da ingestão de alimentos ou redução da atividade física”, explica o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Principais causas que levam à retenção de líquido

É fundamental entender que pouco mais de dois terços do corpo humano é composto por água, mas existem mecanismos muito sofisticados para manter o equilíbrio dos líquidos nele.

Porém, desequilíbrios nesses mecanismos, como, por exemplo, variações de pressão sanguínea regional, quantidade de proteínas no sangue, quantidade de sais no corpo, sedentarismo, entre outros, podem favorecer o aparecimento do edema.

“Podemos citar como principais causas o hipotireoidismo (redução na produção de hormônios tireoidianos), insuficiência cardíaca (redução da força contrátil do coração), insuficiência renal e problemas circulatórios”, destaca o endocrinologista Rosenbaum.

Mas, sim, a retenção de líquidos pode estar associada à alimentação. “Alimentos com muito sal provocam essa retenção, pois o sódio ‘carrega’ a água e dificulta sua eliminação do organismo”, explica Paulo Rosenbaum.

Como evitar a retenção de líquidos?

O endocrinologista destaca que não ingerir alimentos com muito sal, dar preferência à água para se hidratar, praticar atividade física com frequência e fugir do sedentarismo são boas dicas para evitar este problema.

Vale destacar ainda que, em contrapartida aos alimentos que contêm muito sal, existem algumas opções que podem ajudar a aliviar este problema: cereais, chás, frutas – como melancia, abacaxi etc. – e verduras, tais como rúcula, pepino, alface, abobrinha, entre outras.

Quando procurar ajuda médica?

É importante marcar uma consulta com o médico caso você observe que: seus pés estão inchando muito, e com frequência, ao ponto dos seus sapatos e meias ficarem apertados ao fim do dia; você tem amanhecido com as pálpebras ou o rosto inchado; ou ainda, só uma de suas pernas ou só um dos braços, por exemplo, estão inchados.

“Situações como inchaços de extremidades importantes, sensação de falta de ar, aumento de peso inexplicável, cansaço e fadiga, sugerem algum problema que deverá ser investigado e tratado”, finaliza o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Agora você já sabe que a retenção de líquido pode estar sendo causada por algum problema importante, por isso, ao notar alguns desses sinais de inchaço, não hesite em procurar um médico. Ele, provavelmente, fará uma avaliação, pedirá alguns exames e, só assim, poderá indicar o tratamento adequado ao seu caso.

 

 
Criado em 25 Abril 2014

em nunca teve o sono interrompido pelo barulho de um ronco? Pode ser o seu ou de outra pessoa, esse som acaba com a noite de qualquer um. Porém, já se sabe que o problema pode estar ligado à má formação da arcada dentária e, procurando ajuda no momento certo, esse mal pode ter solução. 

O ronco nada mais é que um distúrbio respiratório. O ar emite um ruído por estar encontrando dificuldade para passar pelas vias naturais. Isso ocorre porque, por conta de deficiências de crescimento da arcada dentária, a língua é obrigada a chegar mais para trás e invade o espaço destinado a passagem do ar. 

 “Atendo centenas de casos em que a causa do ronco é uma arcada estreita, com falhas de crescimento do maxilar, e até mesmo dentes extraídos para tratamento corretivo”, explica o cirurgião-dentista Rogério Pavan. 

Hora certa
O especialista garante que há tratamento para o ronco, mas o ideal é que seja feito na fase infantil, pois o crescimento da arcada só pode ser incentivado durante o processo de crescimento do corpo. “A partir dos três anos uma criança pode fazer tratamento para estimular o crescimento da boquinha, redimensionando os espaços bucais para permitir uma correta acomodação do língua, de forma que a via respiratória fique livre para a passagem do ar”.

Por conta disso, o tratamento em adultos fica bastante limitado ou nem acaba sendo efetivo. Para esses casos Rogério indica um dispositivo anti-ronco e anti-apneia para uso noturno que serve para ampliar a capacidade respiratória do paciente. 

Consequências
É importante destacar que o ronco, ou a apneia – distúrbio em que a pessoa fica alguns segundos sem respirar –, quando não tratados, podem gerar uma série de problemas, a começar pela boca. “Em geral, os pacientes se queixam de irritação na garganta e boca seca, essa última aumenta a probabilidade de cáries e problemas gengivais”, explica o dentista. 

Já para o corpo os danos podem ir desde nariz entupido, dor de cabeça e sinusite, até problemas muitos mais graves como o aumento da pressão arterial, predisposição a infarto, a AVC, ao mal de Parkinson e mal de Alzheimer. Portanto, se você sofre com o ronco não deixe de estar em dia com seus exames para garantir a qualidade da sua saúde e do seu sono. 

 

 
Criado em 22 Abril 2014

O alimento pode oferecer diferentes benefícios à saúde, além de ajudar no processo de emagrecimento

Tudo o que você precisa saber sobre a biomassa de banana verde

Você já ouviu falar da biomassa de banana verde? Saiba que ela oferece diferentes benefícios à saúde e pode ser muito útil, inclusive, nas dietas de emagrecimento!

Vânia Beletate, nutricionista, especialista em Nutrição Clínica pela Universidade São Camilo e Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a biomassa de banana verde é um creme feito com a fruta. Ele pode ser encontrado pronto à venda em lojas de produtos naturais, ou ainda, ser preparado em casa.

Dessa forma, não há desculpas para não incluir a biomassa de banana verde na sua dieta, e nem faltam motivos para isso! Abaixo, tire todas as suas dúvidas sobre esse poderoso alimento e saiba como ele pode fazer parte do seu cardápio.

Benefícios da biomassa de banana verde

De acordo com a nutricionista Vânia, o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino. “Isto se deve ao alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta. O amido resistente não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino. Mantém também a integridade da mucosa do intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas”, diz.

Vânia Beletate explica a banana verde pode, também, ter uma importante função na prevenção de doenças cardiovasculares. “Isso porque, de acordo com alguns estudos científicos, o consumo de amido resistente atua na redução do colesterol, pela redução de sua produção pelo fígado, e pelo aumento da sua eliminação pelos ácidos biliares”, destaca.

Mas não para por aí! Outro benefício do conteúdo de fibras da banana verde é promover uma maior saciedade, auxiliando assim no controle da obesidade. “Além disso, a biomassa de banana verde ajuda a prevenir e controlar o diabetes, já que é considerada um alimento de baixo índice glicêmico. Ou seja, sua digestão e absorção são mais lentas, e assim a quantidade de glicose liberada no sangue ocorre gradativamente, mantendo os níveis de glicose no sangue controlados”, explica.

Como a biomassa de banana verde pode ser útil em uma dieta de emagrecimento?

Conforme já destacou a nutricionista, as fibras presentes na banana verde promovem maior saciedade – o que pode ser considerado muito importante em uma dieta de emagrecimento.

“A biomassa de banana verde é uma aliada no processo de emagrecimento pois, através da fibra que contém, promove saciedade, fazendo com que a pessoa consuma menos alimentos e também inibe a absorção de gordura e açúcar da alimentação”, reforça Vânia Beletate.

Quem pode consumir a biomassa de banana verde?

Vânia explica que não há restrições de consumo, desde que a biomassa seja usada em proporções corretas. “Ela é indicada até mesmo para quem tem certas restrições alimentares, como, por exemplo, intolerância ao glúten, à lactose e alergias alimentares”, diz.

Como consumir a biomassa de banana verde?

biomassa de banana verde 2 Tudo o que você precisa saber sobre a biomassa de banana verde

Foto: Thinkstock

De acordo com a nutricionista Vânia, para promoção de saciedade, uma dica é consumir a biomassa de banana verde em sucos entre as refeições, por exemplo. “A sugestão de consumo é em torno de duas colheres (sopa) da biomassa por dia”, diz.

A profissional acrescenta que a biomassa pode ser adicionada a qualquer preparação, pois não altera sabor, cor e odor, além de enriquecer o alimento preparado. “Ela pode substituir ingredientes como leite condensado, creme de leite e maionese, porque funciona como um espessante. Pode substituir também a batata em sopas, por exemplo”, diz.

Nas receitas sem glúten, destaca a nutricionista, a principal função da biomassa é deixar as preparações mais macias.

Onde encontrar a biomassa de banana verde?

A biomassa de banana verde pode ser encontrada pronta à venda em lojas de produtos naturais, ou ainda, ser preparada em casa. “As duas opções são boas, ficando a critério da pessoa”, destaca Vânia.

Para prepará-la em casa, a nutricionista dá a receita:

  1. Selecione 10 bananas nanicas bem verdes e corte-as pela ponta sem deixar aparecer a polpa. Lave-as com casca, com água e sabão e enxague bem.
  2. Em uma panela de pressão, ferva água suficiente para cobrir as bananas. Coloque as bananas com casca na água fervente (para criar choque térmico).
  3. Tampe a panela e, a partir do início da pressão, conte 8 minutos. Desligue e deixe as bananas cozinhando por até 20 minutos de cocção.
  4. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela.
  5. Aos poucos, vá tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no liquidificador.
  6. Para que não esfarinhe, a polpa deve estar bem quente.
  7. Vá adicionando água mineral suficiente para deixar virar um creme.
  8. Guarde a mistura em um recipiente de vidro dentro da geladeira por até uma semana.

Vânia acrescenta que a biomassa pode ser colocada em forminhas de gelo e levada ao congelador. Desta forma, ela poderá ser conservada por até quatro meses.

Depoimento de quem já consumiu biomassa de banana verde

Shirley dos Santos, 40 anos, dona de casa, conta que sua nutricionista recomendou o consumo de biomassa de banana verde. “Eu comprei a biomassa pronta e colocava nos meus sucos – de maracujá, acerola, por exemplo. Percebi que meu intestino funcionava melhor e, também, emagreci neste período… Mas acredito que isso ocorreu porque associei a biomassa de banana verde a uma alimentação correta, claro, porque consumi-la sem ‘fechar a boca’ acho que não ajudaria muito”, diz.

Após ouvir falar sobre os benefícios da banana verde, Marianna Ferraz, 27 anos, professora, resolveu incluí-la na dieta. “Comecei a me sentir bem melhor. Meu intestino passou a funcionar melhor, me senti mais leve, no geral. Os resultados demoram um pouco para começarem a aparecer, entre 4 a 8 semanas no meu caso, mas vale a pena tentar”, diz.

Agora você já tem informações importantes sobre a biomassa de banana verde e pode incluí-la na sua dieta para usufruir de todos os seus benefícios. Escolha entre comprá-la pronta ou fazê-la em casa e use sua criatividade na hora de usá-la em suas receitas!

Lembre-se que, para alcançar bons resultados, o uso da biomassa de banana verde deve estar associado a uma alimentação equilibrada, de preferência, recomendada por um(a) nutricionista.

 
Criado em 16 Abril 2014

Pesquisa constatou que, quanto mais tempo meninos gastam diante do computador ou da TV, menor sua densidade mineral óssea, condição que fragiliza os ossos e favorece osteoporose no futuro

Quanto mais tempo meninos dedicam à TV ou ao computador no fim de semana, menor o seu desenvolvimento ósseo. Segundo um estudo apresentado na última sexta-feira no Congresso Mundial de Osteoporose, Osteoartrite e Doenças Musculoesqueléticas, que terminou na Espanha no último sábado, o período que os jovens passam em frente à tela pode estar ligado a altos índices de massa corpórea (IMC) e à diminuição da densidade mineral óssea (DMO), o que fragiliza os ossos e predispõe à osteoporose no futuro.

Cientistas da Universidade Ártica da Noruega recrutaram para a pesquisa 436 meninas e 484 meninos noruegueses com idades entre 15 e 18 anos, em 2010 e 2011. Eles mediram a DMO do quadril, do colo do fêmur e do resto do corpo dos voluntários por meio de uma técnica chamada absorciometria de dupla energia de raios-X, um exame que avalia a composição corporal.

Em questionários e entrevistas, avaliaram o estilo de vida dos participantes, como o tempo que passavam no fim de semana em frente à TV ou ao computador e a quantidade de atividade física que realizavam nesse período. Foi registrado também idade, maturação sexual, IMC e consumo de cigarro, álcool, óleo de fígado de bacalhau (rico em vitamina D, associada à saúde óssea) e bebidas gasosas. 

Os adolescentes foram separados em quatro categorias: os que passavam de zero a duas horas em frente à TV ou ao computador, de duas a quatro, de quatro a seis e mais que seis horas. Os pesquisadores constaram que os meninos passavam mais tempo diante das telas do que as meninas. E, quanto mais tempo eles dedicavam à TV e ao computador, menor o DMO e maior o IMC. "Vimos uma relação linear inversa entre as quatro categorias e a densidade mineral óssea dos meninos", diz a líder do estudo, Anne Winther, da Universidade Ártica da Noruega.

Já o resultado das garotas intrigou os pesquisadores. Aquelas que ficavam de quatro a seis horas por dia em frente ao computador nos fins de semana tinham maiores índices de DMO comparadas àquelas que ficavam menos de uma hora e meia. "Esse dado definitivamente merece uma maior exploração em futuros estudos", afirma Anne.

"A densidade mineral óssea é uma forte prerrogativa para o aumento do risco de futuras fraturas. Nossa descoberta com os meninos mostra que o sedentarismo pode ter um impacto sobre o DMO e comprometer a massa óssea. Isso pode predispor à osteoporose na velhice", diz Anne. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), aproximadamente um em cada cinco homens no mundo com mais de 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da doença.

 

 
Criado em 07 Abril 2014

O que é Alzheimer?

No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem do Mal de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Em todo o mundo, 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, doença incurável acompanhada de graves transtornos às vítimas. Nos Estados Unidos, é a quarta causa de morte de idosos entre 75 e 80 anos. Perde apenas para infarto, derrame e câncer.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Perguntas frequentes

1) Por que interditar a pessoa portadora da doença de Alzheimer?

Um dos grandes problemas causados pela doença de Alzheimer é a redução da capacidade de discernimento, isto é, o doente não consegue entender a consequência dos seus atos, não manifesta a sua vontade, não desenvolve raciocínio lógico por causa dos lapsos de memória e perde a capacidade de comunicação, impossibilitando que as pessoas o compreendam. Por isso, a lei o considera civilmente incapaz.

A interdição serve como medida de proteção para preservar o paciente de Alzheimer de determinados riscos que envolvem a prática de certos atos como, por exemplo, evitar que pessoas "experientes" aproveitem-se da deficiência de discernimento do paciente para efetuar manobras desleais, causando diversos prejuízos, principalmente, de ordem patrimonial e moral.

Como exemplo, podemos citar a venda de um imóvel ou de um veículo, retirada de dinheiro do banco, emissão de cheques, entre outros.

A interdição declara a incapacidade do paciente de Alzheimer que não poderá, por si próprio, pratica ou exercer pessoalmente determinados atos da vida civil, necessitando, para tanto, ser representado por outra pessoa. Esse representante é o curador.

2) Como interditar o paciente de Alzheimer?

A interdição do paciente de Alzheimer é feita através de processo judicial, sendo necessário, para tanto, a atuação de um advogado. Entretanto, em alguns casos específicos, o Ministério Público poderá atuar, sendo, nesse caso, desnecessária a representação por advogado. No processo de interdição, o paciente será avaliado por perito médico que atestará a capacidade de discernimento da pessoa. O laudo emitido servirá de orientação para o juiz decidir pela intervenção, ou não. Além disso, o paciente deverá ser levado até a presença do juiz (se houver possibilidade) para que este possa conhecê-lo.

3) Quem é o curador?

Curador é o representante do interditado (no caso, o doente de Alzheimer) nomeado pelo juiz, que passará a exercer todos os atos da vida civil no lugar do paciente interditado. Irá administrar os bens, assinar documentos, enfim, cuidará da vida civil do paciente de Alzheimer.

Para facilitar a compreensão, é só imaginar a relação existente entre os pais e o filho menor de idade. A criança não pode assinar contratos, quem os assina em seu lugar são seus pais. A criança também não pode movimentar conta no banco, necessitando da representação dos seus pais para tanto. Com a interdição, podemos comparar o paciente interditado como sendo a criança, e os pais, o curador.

4) E a "procuração de plenos poderes", não possui a mesma finalidade da interdição?

Não, a interdição é mais ampla. Se o paciente de Alzheimer não for interditado, todos os atos praticados por ele serão válidos, a princípio. Ao passo que, se ele for interditado, seus atos serão NULOS. A procuração, por sua vez, não tem esse "poder", apenas confere ao representante o direito de atuar dentro dos limites a ele conferido na procuração, geralmente administrar patrimônio e assinar documentos - o paciente poderia praticar atos autônomos causando uma série de prejuízos. Atos, estes, que serão tidos como válidos, se praticados com boa-fé. Muitas vezes, a procuração se torna inviável porque o paciente não consegue assiná-la.

5) O que é o auxílio-cuidador pago pelo INSS?

É o acréscimo de 25% ao valor da aposentadoria quando o segurado, aposentado por invalidez, necessita de assistência permanente de outra pessoa. Muitas confusões são feitas em relação a este benefício.

Ele não é devido a quem necessita de um cuidador permanente, mas, sim, a quem se aposentou por invalidez devido a uma doença que precisa de cuidador em tempo integral.

6) O que é o benefício da prestação continuada paga pelo INSS?

É a garantia de um salário mínimo mensal, pago pelo INSS, à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família. Para ter direito a esse benefício, o idoso não precisa ter contribuído à Seguridade Social, mas precisa provar que sua família possui renda mensal per capta (por pessoa da família) inferior a 1/4 do salário mínimo. Exemplo: um idoso com mais de 65 anos que resida na casa de sua filha, com o genro e mais dois netos. No caso de somente o genro trabalhar e ganhar R$ 1.000,00 por mês. Dividiremos R$ 1.000,00 por cinco pessoas (casal, dois filhos e o idoso), obteremos R$ 200,00 por pessoa - valor menor que um salário mínimo. Assim, nesse exemplo, o idoso tem direito ao benefício.

Causas

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, embora se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução.

Sintomas de Alzheimer

Um aspecto fundamental do Alzheimer é a manutenção do chamado estado de alerta. A doença não reduz o estado de consciência. O paciente responde tanto aos estímulos internos quanto aos externos. Pode responder mal ou errado, mas está de "olho aberto", acompanhando as pessoas e tudo o que acontece em sua volta. Muitas vezes, os sintomas mais comuns, como a perda damemória e distúrbios de comportamento, são associados ao envelhecimento.

Mesmo com uma aparência saudável, os portadores do Mal de Alzheimer precisam de assistência ao longo das 24 horas do dia. O quadro da doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos. Os pacientes, em geral, morrem nessa fase.

Diagnóstico de Alzheimer

Diagnosticar alguém com o Mal de Alzheimer não é tarefa fácil. A família do idoso imagina que se trata apenas de um problema consequente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista. Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que ela não tenha um geriatra ou um neurologista. É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença. Não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

O acompanhamento médico é essencial para que se identifique corretamente a existência ou não do Alzheimer. Outras doenças, como a hipertensão - que dificulta a oxigenação do cérebro -, também podem originar falta de memória e sintomas de demências. Existem também demências que podem ser tratadas, como a provocada pelo hipotireoidismo.

Em 2002, o Ministério da Saúde publicou a portaria que instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer. Esse programa funciona por meio dos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são responsáveis pelo diagnóstico, tratamento, acompanhamento dos pacientes e orientação aos familiares e atendentes dos portadores de Alzheimer. No momento, há 26 Centros de Referência já cadastrados no Brasil.

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, vem investindo na capacitação de profissionais do SUS para atendimento aos idosos. O envelhecimento da nossa população é um fenômeno recente, pois, até os anos 50, a expectativa de vida da população era de aproximadamente 40 anos, observa. Atualmente a esperança de vida da população é de 71 anos de idade, lembra a coordenadora.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que 73% das pessoas com mais de 60 anos dependem exclusivamente do SUS. O atendimento aos pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer acontece não só nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, mas também nas unidades ambulatoriais de saúde.

Tratamento de Alzheimer

O SUS oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer. É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

1ª. Tratamento dos distúrbios de comportamento:

Para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação.

2ª. Tratamento específico:

Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico), que podem inviabilizar o seu uso. Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada do Alzheimer, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia a dia.

Convivendo/ Prognóstico

Quanto mais os efeitos do Mal de Alzheimer avançam em seu corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social. O ator norte-americano Charles Bronson foi uma das vítimas da doença. Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de Era uma Vez no Oeste praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood. O ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, morto em 2004, foi outra vítima famosa. O problema de saúde tirou o político das atividades públicas, em sua última década de vida.

A família e a sociedade podem dar um grande apoio aos pacientes do Alzheimer. A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é formada por familiares dos pacientes e conta com a ajuda de vários profissionais, como médicos e terapeutas. A associação promove encontros para que as famílias troquem experiências e aprendam a cuidar e a entender a doença e seus efeitos na vida dos idosos. Para a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Neidil Espínola, mesmo com o desgaste, as famílias podem entender que, se o paciente sofre de uma doença incurável, pelo menos ele pode ser cuidado e receber carinho.

Prevenção

Incurável, o Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção. Os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social permite, pelo menos, retardar a manifestação da doença. Entre as atividades recomendadas para estimular a memória, estão: leitura constante, exercícios de aritmética, jogos inteligentes e participação em atividades de grupo.

 
Criado em 31 Março 2014

O autismo resulta de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto, revelaram hoje (27) neurologistas americanos. A descoberta faz parte de estudo que mostra uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas. 

"Se for confirmada por outras investigações, poderemos deduzir que isso reflete um processo que se produz bem antes do nascimento", explicou Thomas Insel, diretor do Instituto Americano da Saúde Mental (Iasm), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine. "Esses resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo, que atinge uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos", acrescentou. 

O autismo é "geralmente considerado um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável", disse Insel. 

"O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex - ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurónios", precisou Eric Courchesne, diretor do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal coautor da pesquisa. "Nós descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas", acrescentou. 

Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral de 11 crianças autistas, com idade entre 2 e 15 anos, no momento da sua morte, e compararam com amostras de um grupo de 11 crianças não autistas. 

Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que esses marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra 9% no grupo de controle (crianças não autistas).

 

Agência Brasil

 
Criado em 28 Março 2014

Uma pesquisa revelou que o horário mais comum para sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) é 6h30 da manhã. Agora, de acordo com um novo estudo, estes eventos cardiovasculares são mais comuns neste horário porque é quando o nível da proteína responsável por retardar a degradação de coágulos de sangue, o ativador do plasminogênio inibidor-1 (PAI-1), chega ao pico. As informações são do Daily Mail. 

Para saber por que este é o horário em que mais acontecem ataques cardíacos e AVCs, os pesquisadores, do Brigham and Women's Hospital e da Oregon Health and Science University, estudaram os níveis da proteína no corpo de 12 adultos saudáveis por duas semanas. 

Os voluntários tiveram as rotinas diárias desincronizadas de seus relógios biológicos e foram avaliados nestas condições. O objetivo era estabelecer se o responsável pela oscilação do nível da proteína é o relógio biológico ou a rotina de cada pessoa. 

"Nossas descobertas sugerem que o relógio biológico contribui para o aumento do risco de eventos cardiovasculares durante a manhã", disse Frank Scheer, autor do estudo. "O que descobrimos indica que o sistema circadiano humano causa o pico da proteína pela manhã, independentemente do comportamento ou das influências ambientais", completou Steven Shea, que também participou do estudo.

Os pesquisadores ainda explicaram que este estudo estabeleceu o controle circadiano da PAI-1 em indivíduos saudáveis e que futuras pesquisas são necessárias para se aplicar a indivíduos vulneráveis, como portadores de obesidade, diabetes ou doenças cardiovasculares.

Terra

 
Criado em 25 Março 2014

O inchaço pode ser resultado de uma alimentação desequilibrada ou até de intolerância a certos alimentos

É fundamental nos sentirmos diariamente bem. É claro que um incômodo, como, por exemplo, uma dorzinha de cabeça ou no corpo, dia ou outro, pode ocorrer, por diversos motivos; mas todo sintoma que persistir por muito tempo, ou se repetir com frequência, deve ser investigado.

O fato de observar que a barriga está inchada, por exemplo, também não deve ser ignorado, já que este pode ser um dos sintomas de alguma doença ou problema de saúde.

No caso das mulheres, muitas vezes, a barriga inchada é logo associada à menstruação. Isso porque, de acordo com Eduardo Grecco, gastroenterologista do Hospital Leforte, no período menstrual existe mesmo uma maior retenção de líquidos, levando a este sintoma.

Mas, como o inchaço tende a desaparecer naturalmente com o fim da menstruação, o sintoma não costuma preocupar. Porém, caso o desconforto seja grande nessas situações, uma dica é tomar um chá diurético, como, por exemplo, o chá verde.

Por outro lado, existem casos em que a barriga inchada é proveniente de uma má alimentação ou até de uma intolerância a certos tipos de alimento. Por isso, se você tem sofrido com este problema, vale a pena conhecer, abaixo, alguns fatores que podem estar originando este sintoma. Mas vale destacar que somente um médico poderá diagnosticar qual é o seu caso e indicar o melhor tipo de tratamento.

Gases intestinais

Muitas pessoas, assim que observam estar com a barriga um pouco (ou muito) inchada, associam o sintoma a gases intestinais. Isso porque este pode ser considerado um problema “comum”.

“Geralmente, eles estão associados a uma alimentação irregular e desequilibrada”, explica o gastroenterologista Eduardo Grecco.

Ainda de acordo com o médico, para que não ocorram os gases intestinais, certos alimentos devem ser evitados. São eles:

  • Leite e creme de leite. E a situação é ainda pior em intolerantes à lactose.
  • Alguns vegetais, como agrião, acelga, alho, cebola, brócolis, couve, couve-flor, repolho, batata doce, gengibre, milho verde, pepino, nabo, rabanete, pimentão e pimenta do reino.
  • Leguminosas, como ervilha, feijão, lentilha, grão de bico, soja.
  • Algumas frutas, como banana nanica, caju, caqui, abacate, goiaba, maça, jaca, jabuticaba, melão.
  • Queijos muito gordurosos.
  • Doces, como goiabada, marmelada, chocolates. “Açúcar é fermentativo e deixa resíduos”, destaca Eduardo Grecco.
  • Bebidas gasosas, café e bebidas muito doces.
  • Alguns carboidratos, como pães com miolo, Panetone, pão caseiro (onde há muito fermento), croissant, biscoitos recheados, polvilho.
  • Carnes gordas, como acém, carneiro, costela, músculo, porco e vitela.
  • Frios e embutidos.

O gastroenterologista Grecco acrescenta que, uma dieta que contenha muita gordura, além da maior formação de gases, pode acabar gerando um quadro de obesidade e os famosos “pneuzinhos” laterais.

Intolerância à lactose

Outro ponto a ser considerado é que os leites e derivados provocam, em algumas pessoas, processos inflamatórios no organismo, devido à lactose e às proteínas do leite (caseína e betalactoglobulina). Isso provoca inchaço, desconfortos gástricos e excesso de gases. Quando o leite é eliminado do cardápio, esses sintomas desaparecem.

Porém, o leite e seus derivados só devem ser eliminados do cardápio se essa for uma recomendação médica. E, no caso de pessoas que realmente são intolerantes à lactose, a dieta deverá ser elaborada por um profissional.

Intolerância a glúten

O glúten é uma proteína que pode provocar inflamações em algumas pessoas, o que resulta em dores articulares, problemas gastrointestinais, dores de cabeça, indisposição e inchaço. De forma geral, esses sintomas são sentidos por pessoas que possuem intolerância ao glúten ou pelos celíacos.

A retirada da substância do cardápio dessas pessoas elimina os sintomas, porém, como no caso da lactose, vale lembrar que a eliminação do glúten da dieta só deve acontecer com o auxílio de um nutricionista ou após recomendação médica.

Barriga inchada pode ser sinal de gravidez?

barriga inchada pode ser gravidez Barriga inchada: saiba quais são as possíveis causas do problema

Foto: Thinkstock

Se a barriga começar a ficar mais inchada do umbigo para baixo e a menstruação estiver atrasada há alguns dias, os dois fatores associados podem ser um sinal de gravidez. Dessa forma, a melhor maneira é fazer um teste e/ou consultar seu médico de confiança o mais rápido possível para receber todas as orientações necessárias.

Quando procurar ajuda médica?

Vale ressaltar que todos esses casos citados acima são apenas possibilidades, pois, levando em conta um único sintoma – no caso, a barriga inchada – é impossível diagnosticar um problema de saúde ou uma doença.

O gastroenterologista Grecco destaca que, em alguns casos, o inchaço na barriga pode até ser sinal de um problema mais grave de saúde. “Por isso, sempre que a pessoa sentir que algo está fora do normal, deve procurar assistência médica pra que se possa avaliar com maior critério”, finaliza.

Agora você já sabe que, por mais que o inchaço na barriga cause, aparentemente, apenas um pequeno desconforto, o caso deve ser avaliado, especialmente se outros sintomas estiverem associados a ele.

Caso você observe que frequentemente sua barriga está inchada, não hesite em procurar um gastroenterologista ou gastrocirurgião. Afinal, com saúde não se brinca!

 

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