Criado em 02 Junho 2014

Todo mundo já ouviu falar sobre a depressão, mas poucas pessoas sabem, de fato, diferenciá-la de um quadro de tristeza.

A depressão é uma doença que necessita ser tratada. A boa notícia, porém, é que existem hábitos e dicas simples que podem ajudar nesse tratamento.

Mas, para falar de maneiras de tratar este problema, é fundamental abordar primeiramente as diferenças essenciais entre tristeza e depressão. Abaixo você confere as informações do médico e especialista Marcelo Guerra.

Tristeza X luto X depressão

depressão é um distúrbio da mente que se caracteriza por tristeza e falta de vontade para realizar atividades, até mesmo aquelas que antes eram prazerosas.

Marcelo Guerra, médico, homeopata, acupunturista, terapeuta biográfico e especialista do Personare, explica que todos nós vivenciamos a tristeza um dia ou outro, geralmente como reação a algum fato desagradável, a alguma frustração, a algum conflito em relacionamentos, à pressão no trabalho etc. “Essa tristeza naturalmente cessa com a mudança das circunstâncias”, destaca.

Há ainda o luto, acrescenta o profissional, que é uma profunda tristeza causada por alguma perda, seja a morte de alguém querido, o fim de um relacionamento, a perda de um emprego, a vivência de um acidente, a notícia de uma doença grave etc. “O luto é uma reação natural e esperada, e se cura com o passar do tempo”, explica Guerra.

A depressão, não. “Nem o tempo, nem a mudança das circunstâncias é capaz de alterar o humor da pessoa deprimida. É uma doença e, como tal, necessita ser tratada. A depressão degrada o ‘eu’ da pessoa e vai opacificando sua capacidade de dar e receber afeição”, explica o médico.

Diagnóstico

Marcello Guerra destaca que é fundamental que o paciente seja diagnosticado por um médico, “para que possa fazer o diagnóstico diferencial com algumas doenças orgânicas que podem gerar depressão, como o hipotireoidismo, alguns tumores cerebrais, doença de Parkinson, entre outras”.

Tratamentos naturais para tratar a depressão

tratamentos naturais para a depressao 8 tratamentos naturais para a depressão

Foto: Thinkstock

Como já foi destacado, a depressão é uma doença que exige acompanhamento e tratamento médico, mas existem alguns hábitos saudáveis – relacionados à alimentação, por exemplo – e algumas dicas que podem ajudar no tratamento deste problema que acomete, infelizmente, grande parte da população. Abaixo você confere:

1. Homeopatia: de acordo com Marcelo Guerra, a homeopatia tem recursos para tratar a depressão sem necessitar recorrer aos medicamentos alopáticos. “Mesmo pacientes que já fazem tratamento alopático para depressão podem iniciar um tratamento homeopático, retirando progressivamente os remédios convencionais e mantendo-se bem”, destaca.

2. Fitoterapia: ainda de acordo com o médico, a terapia que usa plantas no tratamento também tem recursos para a depressão.

3. Acupuntura: a acupuntura é mais uma orientação do médico Marcelo Guerra para tratar a depressão.

4. Alimentos que estimulam a produção de serotonina: que é um neurotransmissor cuja deficiência está associada à depressão – podem auxiliar no tratamento. “O chocolate é o mais famoso deles, certamente por causa do seu sabor tão apreciado (se fosse o repolho seria tão famoso?!)”, diz Guerra, que acrescenta que a produção de serotonina é feita a partir do aminoácido triptofano e cita outras sugestões de alimentos que podem ajudar:

  • Aveia
  • Banana
  • Brócolis
  • Espinafre
  • Maracujá
  • Laranja

5. Apostar em determinados temperos: é um outro recurso relacionado à alimentação que pode ajudar, de acordo com Marcelo Guerra. São eles: cúrcuma, cominho e pimenta do reino.

6. Prezar por uma dieta saudável é fundamental: não basta apenas se alimentar das opções citadas acima, mas sim seguir uma alimentação equilibrada, de preferência, contando com o acompanhamento de um nutricionista.

7. Nunca pule refeições e/ou fique muito tempo sem comer: pois, mantendo o açúcar no sangue estável, reduz alterações de humor.

8. A prática de atividade física aeróbica: (caminhar, correr, andar de bicicleta, nadar), de acordo com Marcelo Guerra, aliada a uma alimentação saudável, ajuda muito a prevenir e a tratar a depressão.

Vale destacar que essas dicas são muito importantes e podem ajudar a prevenir e até a tratar a depressão, porém, não podem ser vistas como medidas únicas no tratamento do problema. É fundamental lembrar que a depressão é uma doença que deve ser acompanhada por um médico, por isso, não hesite em procurar um profissional!

 
Criado em 26 Maio 2014

Eles são capazes de prevenir doenças e o fotoenvelhecimento, além de auxiliar no emagrecimento

 

Você sabia que existem muitos alimentos que, além de saborosos, têm o poder de prevenir doenças e o fotoenvelhecimento, auxiliar no emagrecimento e garantir ainda mais beleza à mulher?

Parece bom de mais para ser verdade e você deve estar se perguntado se, de fato, tem acesso a todos esses alimentos! A lista, felizmente, é extensa, mas abaixo você confere alguns deles e, se ainda não tem o costume de consumi-los, poderá incluí-los a partir de hoje na sua dieta:

1. Canela: diminui a vontade de doces, sintoma da maioria das mulheres, especialmente na TPM (tensão pré-menstrual). “É ainda ótima aliada na redução da gordura corporal e da celulite, por ser anti-inflamatória”, destaca Jackeline Taglieta, nutricionista pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional.

2. Óleo de coco: “auxilia na diminuição da gordura visceral, é antifúngico (prevenindo candidíase) e tem bons benefícios na melhora do perfil de colesterol – cuidado importante especialmente namenopausa, fase em que a mulher fica mais suscetível às doenças cardiovasculares”, explica a nutricionista Jackeline.

3. Castanhas: oleaginosas, são ricas em magnésio e vitamina B6. “São ótimas para a melhora dos sintomas emocionais (depressivos e irritabilidade) comuns na fase pré-menstrual. E a castanha do pará, em especial, é grande fonte de selênio, mineral antioxidante, que ajuda a prevenir envelhecimento precoce da pele”, destaca a nutricionista.

4. Nozes: do grupo das oleaginosas, são ricas em magnésio e vitamina B6. Também são ótimas para a melhora dos sintomas emocionais comuns na fase pré-menstrual.

5. Amêndoas: do grupo das oleaginosas, são ricas em magnésio e vitamina B6 e possuem os mesmos benefícios citados acima.

6. Macadâmia: oleaginosa, rica em magnésio e vitamina B, possui os mesmos benefícios das nozes e amêndoas.

7. Cranberry: “frutinha vermelha muito antioxidante e que ajuda a prevenir infecções urinárias”, destaca a nutricionista Jackeline.

8. Aveia: “é fonte de silício, mineral que participa da formação do colágeno, melhorando o aspecto da celulite e mantendo a elasticidade da pele. E contém betaglucanas, fibras que beneficiam a saúde intestinal e controlam o colesterol”, explica a nutricionista.

9. Brócolis: é rico em ferro. “Vale destacar que as mulheres perdem muito ferro durante a menstruação. Possui ainda cálcio, que é importante para os ossos, unhas e contração muscular. Além disso, apresenta boa quantidade de fibras e de magnésio”, explica Jackeline Taglieta.

saladas verdes Os 21 alimentos mais saudáveis para as mulheres

Adicione saladas verdes para uma alimentação mais saudável. Foto: Thinkstock

10. Escarola: assim como brócolis, faz parte dos vegetais verde-escuros, é rica em ferro e cálcio e apresenta quantidade significativa de fibras e de magnésio.

11. Couve: faz parte dos vegetais verde-escuros e oferece todos os benefícios citados acima.

12. Couve-de-bruxelas: também faz parte dos vegetais verde-escuros e oferece todos os benefícios citados acima.

13. Rúcula: faz parte dos vegetais verde-escuros e oferece os mesmos benefícios dos brócolis, escarola, entre outros.

14. Espinafre: faz parte dos vegetais verde-escuros e oferece todos os benefícios citados acima.

15. Agrião: também faz parte dos vegetais verde-escuros e oferece todos os benefícios citados acima.

16. Ovo: “é um alimento rico em vitamina E, que previne o fotoenvelhecimento da pele, biotina e vitamina A, ambas consideradas vitaminas da beleza. É ainda fonte de proteína, fundamental para os músculos, imunidade e saúde de unhas e cabelos. Contém certa quantidade de colesterol, fundamental para síntese dos hormônios sexuais, e também ferro”, explica Jackeline Taglieta.

17. Sardinha: “é fonte de vitamina D e cálcio (importantíssimo para prevenção da osteoporose), coenzima Q10 (também previne envelhecimento precoce da pele) e em ômega 3 (reduz obesidade visceral e é cardioprotetor)”, destaca a nutricionista.

18. Gergelim: “semente, fonte de lignanas, fitoestrógenos que melhoram fogachos (ondas de calor) da menopausa e previnem alguns tipos de câncer de mama, útero e ovário”, explica Jackeline.

19. Linhaça: assim como o gergelim, é de lignanas, fitoestrógenos que melhoram fogachos da menopausa e previnem alguns tipos de câncer de mama, útero e ovário.

20. Chia: assim como gergelim e linhaça, é uma semente, fonte de lignanas, fitoestrógenos que melhoram fogachos (ondas de calor) da menopausa e previnem alguns tipos de câncer de mama, útero e ovário.

21. Água: não pode faltar na alimentação de nenhuma mulher, destaca a nutricionista Jackeline Taglieta. “É fundamental para manter a pele bem hidratada, para fazer a queima de gordura corporal ocorrer de maneira eficiente e para todo o processo de nutrição e de desintoxicação do organismo”, explica.

Agora que você já conhece todos os benefícios desses alimentos, tem ótimos motivos para incluí-los na sua dieta o mais rápido possível! E não se esqueça de que beber água também é fundamental para garantir mais beleza e saúde.

 
Criado em 15 Maio 2014

Fazendo boas escolhas, é possível adicionar à dieta alimentos que você adora mas evita comer por que são muito calóricos

Existe uma parte desanimadora de todas as dietas para emagrecer: há muitos alimentos deliciosos que são completamente banidos das refeições de quem deseja enxugar alguns quilinhos. Pois saiba que essa decisão não precisa ser tão radical. Isto porque, às vezes, eles não são tão prejudiciais à saúde quanto parecem e, se ingeridos com moderação, podem fazer parte da sua dieta sem culpa! A nutricionista Marina Donadi explica como é possível incluir alguns desses “vilões” no seu dia a dia sem mandar seus esforços por água abaixo. Confira!

1. Pizza

As pizzas quase sempre são banidas de dietas de emagrecimento. Mas, surpreendentemente, é possível ver pontos positivos neste alimento: o molho de tomate é rico em licopeno, que atua contra o câncer e o envelhecimento da pele; já o queijo é rico em proteínas, nutriente indispensável ao organismo. Para não estragar a dieta, o importante é fazer boas escolhas. Uma pizza de mussarela com bacon, por exemplo, pode chegar a mais de 400 calorias, enquanto a pizza de atum conta com cerca de 200 calorias.

Por isso, a nutricionista Marina Donadi sugere algumas dicas: opte por massas integrais em vez das tradicionais, já que são fonte de fibras; os queijos brancos são opções mais saudáveis, pois têm menos gordura saturada do que os amarelos; dê preferência às massas finas; por fim, recheios pesados, como bacon e calabresa, podem ser evitados. “Em vez disso, escolha pizzas com vegetais, que são menos calóricas e ricas em nutrientes, que devem garantir a saciedade com cerca de dois pedaços”, recomenda.

2. Pipoca

Pipoca no cinema? De dieta, nem pensar! E com razão: um pote grande de pipoca de cinema com manteiga pode chegar a quase mil calorias! Em geral, tem alto teor de gordura e é cheia de sódio. Mas, diferente do que pode parecer, o grande problema está no preparo, e não no alimento.

A pipoca pode, sim, ser saudável! Isto porque é fonte de carboidrato integral, portanto rica em fibras, e possui substâncias antioxidantes, que reduzem o risco de doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer. Mas, no cinema, são adicionadas grandes porções de gordura para ficar ainda mais apetitosa. Para comer uma pipoca “do bem”, prepare em casa e evite a manteiga, reduza (ou elimine) o óleo do preparo e adicione pouco sal.

3. Picolé

Neste calor, quem resiste a um picolé? Bem, “quem está de dieta” seria uma boa resposta. Faz sentido: um picolé coberto por chocolate contém quase 300 calorias, e é lotado de gordura saturada (que está relacionada a doenças cardiovasculares). Mas, felizmente, há opções muito mais saudáveis no mercado. Os picolés de fruta são menos calóricos e igualmente refrescantes! Um picolé de limão tem cerca de 50 calorias e é livre de gordura. É ou não é uma ótima opção?

4. Sanduíche

Deu aquela vontade de comer um lanche, mas você não quer enfiar o pé na jaca? Não se desespere! Os lanches costumam ser evitados na dieta, mas nem sempre são tão ruins quanto parecem. Basta evitar alguns ingredientes muito calóricos, como o bacon e a carne vermelha.

Para um sanduíche saudável, a nutricionista Marina Donadi dá algumas dicas: substitua o pão normal por integral, que é fonte de fibras; para o recheio, aposte no filé de frango ou, quem sabe, em um hambúrguer caseiro feito com carne moída magra (o patinho é uma boa opção); os queijos brancos também são melhores do que os amarelos, já que contêm menos gordura; para finalizar, acrescente a salada de sua preferência, como alface e tomate.

5. Bebida gelada de café

Você adora frappuccinos, mas tem certeza de que eles são capazes de arruinar sua dieta? Pois, para tudo, há uma solução! Um frappuccino grande com chantilly contém cerca de 480 calorias, e isto é mesmo um exagero. Mas, saiba: um copo pequeno e sem chantilly tem apenas 90 calorias. Que tal? Assim, você pode matar a vontade sem consumir muito mais calorias do que planejou.

Lembre-se: o sucesso da dieta está no equilíbrio. Faça boas escolhas e leve uma vida mais saudável!

 

 

 
Criado em 12 Maio 2014

Fadiga inexplicada, dores articulares e baixa resistência a infecções podem estar associadas ao problema

Há décadas, pouco se ouvia falar sobre a importância da vitamina D e muitos profissionais da saúde acreditavam que ela era importante apenas para a manutenção de dentes e ossos saudáveis.

Porém, os avanços da ciência nos últimos anos passaram a colocar essa vitamina no centro das atenções ao destacar suas importantes funções na prevenção e até no tratamento de algumas doenças.

André V. F. Franco, idealizador do Vitamina D – Brasil – um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de educar as pessoas sobre a importância da vitamina D e da exposição solar sensata –, destaca que, no ano de 2010, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, demonstrou a forma que a vitamina D interage com o DNA humano. “Eles realizaram um sequenciamento genético criando um mapa para os receptores da vitamina D no organismo, onde puderam constatar que cerca de 10% do genoma é influenciado por ela (a vitamina D age no corpo humano como um hormônio, ativando e desativando os genes). Eles também demonstraram que a vitamina D tem um efeito significativo sobre a atividade de 229 genes ligados com doenças”, explica.

Devido a estas constatações, milhares de estudos passaram a investigar o potencial papel da vitamina D na prevenção, e até mesmo no tratamento, de muitas doenças da atualidade.

Deficiência de vitamina D

Consequentemente, a deficiência de vitamina D passou a ser significativamente associada a diversos problemas, conforme destaca André Franco:

  • Doenças crônicas, como as condições autoimunes, como a esclerose múltipla, a artrite reumatoide e o diabetes do tipo 1;
  • Vários tipos de câncer;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes do tipo 2;
  • Doenças neurológicas e psiquiátricas;
  • Doenças infecciosas, tais como infecções respiratórias, pneumonia, otite média, infecções urinárias, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C, tuberculose;
  • Resultados adversos da gestação e do parto;
  • Mortalidade em geral.

“Paralelamente a isso, muitos estudos têm demonstrado que cerca de cinquenta por cento da população mundial, devido a hábitos de vida modernos, sofre com a sua deficiência. Com essas informações, dá pra ter uma ideia da importância que ela tem para a saúde de crianças e adultos, e das consequências que sua deficiência crônica pode levar”, acrescenta André Franco.

Sintomas da deficiência de vitamina D

André explica que, na maioria das pessoas, a deficiência de vitamina D é assintomática. Porém, alguns sintomas, como os citados abaixo por ele, podem estar relacionados a este problema:

  1. Fadiga sem explicação
  2. Dor musculoesquelética
  3. Fraqueza muscular
  4. Dores articulares
  5. Baixa resistência a infecções

Portanto, caso você esteja com algum desses sintomas, vale a pena se consultar com um médico e conversar com ele a respeito do assunto. A melhor maneira de descobrir a deficiência de vitamina D é fazer um teste de sangue que medirá o nível dessa vitamina.

Orientações importantes para aumentar os níveis de vitamina D

André Franco explica que a conversão pela incidência da luz ultravioleta B na pele é a grande fonte de vitamina D. “De fato o Sol é responsável por cerca de 90 por cento da vitamina D que necessitamos, o restante provém da dieta”, explica.

No que diz respeito à alimentação, André cita boas fontes da vitamina:

  • Peixes como o salmão, atum e sardinha;
  • Cogumelos;
  • Leite e seus derivados.

Mas, no diz respeito ao Sol, André Franco explica que, para garantir a produção de vitamina D, a exposição solar deve ocorrer em um horário de incidência de UVB, que equivale ao Sol mais forte do dia. “No entanto, essa exposição deve ser breve, variando entre 10 a 20 minutos, dependendo do tom da pele da pessoa. Isso deve ser feito ainda com o máximo de pele exposta possível – no mínimo braços e pernas –, e sem o uso do filtro solar”, destaca.

André ressalta ainda que pessoas idosas têm maior dificuldade para sintetizar a vitamina D a partir da luz solar. “Indivíduos obesos, com pele escura, fumantes ou pessoas que estejam privadas da exposição solar diária – por questões profissionais ou outras – estão em maior risco para deficiência de vitamina D. Para estes casos a suplementação também deve ser considerada”, finaliza.

Agora você já conhece a importância que a vitamina D exerce sobre nossa saúde. Vale a pena se atentar a alguns sinais que podem estar relacionados à deficiência dela e, caso seja necessário, conversar com um médico de sua confiança a respeito do assunto.

 
Criado em 06 Maio 2014

Essa bebida pode ajudar a prevenir algumas doenças, aumentar a capacidade de concentração, entre outros benefícios

5 boas razoes para voce tomar cafe 5 boas razões para você tomar café

Para algumas pessoas ele é praticamente sinônimo de “Bom dia”. Outras preferem consumi-lo à tarde e muitas, ainda, confessam que tomam várias xícaras ao longo do dia… O fato é que, independentemente das preferências, o café faz parte da vida da maioria da população.

Mas nem todas as pessoas se sentem seguras quanto a este hábito. Afinal, tomar café faz bem ou faz mal à saúde? Qual é o consumo diário recomendado? Todo mundo pode consumi-lo?

Abaixo você terá a oportunidade de esclarecer todas essas dúvidas sobre o consumo de café, mas, antes disso, confere uma lista com boas razões para consumir esta bebida saborosa e tão tradicional na mesa dos brasileiros:

Benefícios que o café pode oferecer

Se você já ama café, vai adorar esta lista. Mas, se você não gosta (ou simplesmente não tem o hábito de tomá-lo), vai conhecer bons motivos para consumir esta que é uma das bebidas mais consumidas do mundo.

1. O café pode prevenir doenças

Vânia Beletate, nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e Mestre em Medicina Baseada em Evidências pela Unifesp, explica que o café, se ingerido sem excessos, pode trazer benefícios à saúde. “Isto se dá porque alguns estudos apontam que o café pode prevenir algumas doenças como, por exemplo, diabetes tipo II, cirrose alcoólica e Doença de Parkinson”, destaca.

Ainda de acordo com a profissional, alguns estudos epidemiológicos apontam para um papel neuroprotetor do café em relação ao desenvolvimento de Alzheimer. “Além da cafeína, outros compostos antioxidantes presentes no café poderão ter um papel essencial na proteção contra esta doença”, acrescenta.

2. O café proporciona mais energia

O café, se consumido corretamente, pode, de fato, ser muito útil no dia a dia das pessoas.

Vânia Beletate explica que devido ao seu principal princípio psicoativo, a cafeína, o café “melhora o estado de alerta, proporciona mais energia e diminui a sonolência e a sensação de cansaço”. Sendo assim uma boa opção especialmente na vida das pessoas que têm uma rotina bastante agitada.

3. O café aumenta a capacidade de concentração

A nutricionista Vânia destaca que, ainda devido à presença da cafeína, o café, além de proporcionar maior energia, aumenta a capacidade de concentração. Dessa forma, atua deixando a pessoa mais “esperta” e preparada para as tarefas do seu dia a dia.

4. O café pode auxiliar nas dietas de emagrecimento

Vânia Beletate destaca que vários estudos em humanos sugerem que o consumo de café induz a perda de peso por aumento da termogênese. “Dentro desta ideia, estima-se que a ingestão média de 6 xícaras de café diárias causa um aumento no consumo diário de energia de aproximadamente 100 kcal”, explica.

Acredita-se ainda que o consumo adequado de café possa melhorar o desempenho da pessoa que pratica atividades físicas.

5. O momento de tomar café torna seu dia mais agradável

Quem toma diariamente aquele cafezinho vai se identificar e muito com este item. Isso porque, para muitas pessoas, os momentos reservados para tomar uma xícara de café significam muito mais do que o simples consumo da bebida.

Sair da cama e se lembrar que, antes de qualquer coisa, “uma xícara de café te espera”; saber que, no meio da tarde, você ganhará mais alguns minutos de descanso enquanto toma seu cafezinho; colocar o papo em dia com um amigo, familiar ou com alguém especial enquanto saboreiam um café… São detalhes que, mesmo sem muita explicação, realmente fazem a diferença no dia a dia das pessoas!

Consumo recomendado de café e contraindicações

5 boas razoes para voce tomar cafe 2 5 boas razões para você tomar café

Foto: Thinkstock

Vale destacar que, para oferecer qualquer um destes benefícios, o café deve ser consumido moderadamente. “Preconiza-se a ingestão de 3 a 5 xícaras de café por dia, mas há algumas exceções, onde o café não é indicado”, explica Vânia Beletate.

O consumo é contraindicado, por exemplo, para pessoas que sofrem de insônia, hipertensão arterial, gastrite, úlcera péptica. “A azia é uma das queixas mais frequentes após a ingestão de café. Tal efeito poderá ter como base uma irritação direta da mucosa esofágica”, explica a nutricionista Vânia.

“Vale ressaltar que é bom evitar café após as refeições, pois alguns estudos científicos mostram que a ingestão de uma xícara de café após uma refeição reduz em 40% a absorção de ferro não heme (feijão, por exemplo)”, destaca Vânia.

A nutricionista acrescenta que a forma como o café é preparado também faz diferença no que diz respeito à saúde. “Deve-se evitar café expresso e preferir o café coado em filtro de papel para que o cafestol e o kahweol presentes na bebida fiquem retidos no filtro impedido a elevação do colesterol ruim, LDL”, destaca.

O café também não deve ser consumido com excesso de açúcar. O ideal é tomá-lo puro, mas, como nem todas as pessoas estão acostumadas com o seu sabor forte, a dica é adoçá-lo com moderação, de preferência, seguindo as orientações de um(a) nutricionista, que indicará qual é o melhor produto para isso (adoçante, mel, açúcar mascavo etc.).

Agora você já tem bons motivos para incluir algumas xícaras de café no seu cardápio e dicas importantes para que o consumo dele seja realmente adequado!

 
Criado em 30 Abril 2014

Pernas e pés inchados ao fim do dia, com marcas das meias ou sapatos, são características de edema

Provavelmente você já ouviu falar sobre a retenção de líquido, bem como de alguns alimentos – especialmente aqueles preparados com muito sal – que não devem ser consumidos em excesso para evitar esse problema.

Porém, vale destacar que uma má alimentação não é a única responsável por provocar a retenção de líquidos. É preciso entender que ela pode ocorrer por diversas causas. Abaixo você conhece as principais delas, além de todas as informações importantes sobre o assunto.

O que significa a retenção de líquido?

Retenção de líquido é o nome popular que descreve o inchaço no corpo ou em parte dele.

Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, explica que retenção de líquido significa que, por algum motivo, o nosso organismo não eliminou o total de líquidos que ingerimos. “Esses líquidos que não são eliminados podem se acumular nas extremidades (chamamos de edema) ou em vários órgãos”, diz.

O edema pode ser definido, então, como o resultado do extravasamento de um líquido que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo, conferindo um aspecto inchado da pele.

Como identificar a retenção de líquido?

Geralmente, as pessoas costumam perceber os sinais do edema em regiões mais suscetíveis ao acúmulo de líquidos, como, por exemplo, nas pernas.

“Uma maneira simples de perceber é apertar, de forma contínua, a região do tornozelo inferior, e observar se ocorre um ‘afundamento’ que demora a voltar ao normal (edema). Outra forma é observar um aumento de peso não associado a aumento da ingestão de alimentos ou redução da atividade física”, explica o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Principais causas que levam à retenção de líquido

É fundamental entender que pouco mais de dois terços do corpo humano é composto por água, mas existem mecanismos muito sofisticados para manter o equilíbrio dos líquidos nele.

Porém, desequilíbrios nesses mecanismos, como, por exemplo, variações de pressão sanguínea regional, quantidade de proteínas no sangue, quantidade de sais no corpo, sedentarismo, entre outros, podem favorecer o aparecimento do edema.

“Podemos citar como principais causas o hipotireoidismo (redução na produção de hormônios tireoidianos), insuficiência cardíaca (redução da força contrátil do coração), insuficiência renal e problemas circulatórios”, destaca o endocrinologista Rosenbaum.

Mas, sim, a retenção de líquidos pode estar associada à alimentação. “Alimentos com muito sal provocam essa retenção, pois o sódio ‘carrega’ a água e dificulta sua eliminação do organismo”, explica Paulo Rosenbaum.

Como evitar a retenção de líquidos?

O endocrinologista destaca que não ingerir alimentos com muito sal, dar preferência à água para se hidratar, praticar atividade física com frequência e fugir do sedentarismo são boas dicas para evitar este problema.

Vale destacar ainda que, em contrapartida aos alimentos que contêm muito sal, existem algumas opções que podem ajudar a aliviar este problema: cereais, chás, frutas – como melancia, abacaxi etc. – e verduras, tais como rúcula, pepino, alface, abobrinha, entre outras.

Quando procurar ajuda médica?

É importante marcar uma consulta com o médico caso você observe que: seus pés estão inchando muito, e com frequência, ao ponto dos seus sapatos e meias ficarem apertados ao fim do dia; você tem amanhecido com as pálpebras ou o rosto inchado; ou ainda, só uma de suas pernas ou só um dos braços, por exemplo, estão inchados.

“Situações como inchaços de extremidades importantes, sensação de falta de ar, aumento de peso inexplicável, cansaço e fadiga, sugerem algum problema que deverá ser investigado e tratado”, finaliza o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Agora você já sabe que a retenção de líquido pode estar sendo causada por algum problema importante, por isso, ao notar alguns desses sinais de inchaço, não hesite em procurar um médico. Ele, provavelmente, fará uma avaliação, pedirá alguns exames e, só assim, poderá indicar o tratamento adequado ao seu caso.

 

 
Criado em 25 Abril 2014

em nunca teve o sono interrompido pelo barulho de um ronco? Pode ser o seu ou de outra pessoa, esse som acaba com a noite de qualquer um. Porém, já se sabe que o problema pode estar ligado à má formação da arcada dentária e, procurando ajuda no momento certo, esse mal pode ter solução. 

O ronco nada mais é que um distúrbio respiratório. O ar emite um ruído por estar encontrando dificuldade para passar pelas vias naturais. Isso ocorre porque, por conta de deficiências de crescimento da arcada dentária, a língua é obrigada a chegar mais para trás e invade o espaço destinado a passagem do ar. 

 “Atendo centenas de casos em que a causa do ronco é uma arcada estreita, com falhas de crescimento do maxilar, e até mesmo dentes extraídos para tratamento corretivo”, explica o cirurgião-dentista Rogério Pavan. 

Hora certa
O especialista garante que há tratamento para o ronco, mas o ideal é que seja feito na fase infantil, pois o crescimento da arcada só pode ser incentivado durante o processo de crescimento do corpo. “A partir dos três anos uma criança pode fazer tratamento para estimular o crescimento da boquinha, redimensionando os espaços bucais para permitir uma correta acomodação do língua, de forma que a via respiratória fique livre para a passagem do ar”.

Por conta disso, o tratamento em adultos fica bastante limitado ou nem acaba sendo efetivo. Para esses casos Rogério indica um dispositivo anti-ronco e anti-apneia para uso noturno que serve para ampliar a capacidade respiratória do paciente. 

Consequências
É importante destacar que o ronco, ou a apneia – distúrbio em que a pessoa fica alguns segundos sem respirar –, quando não tratados, podem gerar uma série de problemas, a começar pela boca. “Em geral, os pacientes se queixam de irritação na garganta e boca seca, essa última aumenta a probabilidade de cáries e problemas gengivais”, explica o dentista. 

Já para o corpo os danos podem ir desde nariz entupido, dor de cabeça e sinusite, até problemas muitos mais graves como o aumento da pressão arterial, predisposição a infarto, a AVC, ao mal de Parkinson e mal de Alzheimer. Portanto, se você sofre com o ronco não deixe de estar em dia com seus exames para garantir a qualidade da sua saúde e do seu sono. 

 

 
Criado em 22 Abril 2014

O alimento pode oferecer diferentes benefícios à saúde, além de ajudar no processo de emagrecimento

Tudo o que você precisa saber sobre a biomassa de banana verde

Você já ouviu falar da biomassa de banana verde? Saiba que ela oferece diferentes benefícios à saúde e pode ser muito útil, inclusive, nas dietas de emagrecimento!

Vânia Beletate, nutricionista, especialista em Nutrição Clínica pela Universidade São Camilo e Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a biomassa de banana verde é um creme feito com a fruta. Ele pode ser encontrado pronto à venda em lojas de produtos naturais, ou ainda, ser preparado em casa.

Dessa forma, não há desculpas para não incluir a biomassa de banana verde na sua dieta, e nem faltam motivos para isso! Abaixo, tire todas as suas dúvidas sobre esse poderoso alimento e saiba como ele pode fazer parte do seu cardápio.

Benefícios da biomassa de banana verde

De acordo com a nutricionista Vânia, o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino. “Isto se deve ao alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta. O amido resistente não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino. Mantém também a integridade da mucosa do intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas”, diz.

Vânia Beletate explica a banana verde pode, também, ter uma importante função na prevenção de doenças cardiovasculares. “Isso porque, de acordo com alguns estudos científicos, o consumo de amido resistente atua na redução do colesterol, pela redução de sua produção pelo fígado, e pelo aumento da sua eliminação pelos ácidos biliares”, destaca.

Mas não para por aí! Outro benefício do conteúdo de fibras da banana verde é promover uma maior saciedade, auxiliando assim no controle da obesidade. “Além disso, a biomassa de banana verde ajuda a prevenir e controlar o diabetes, já que é considerada um alimento de baixo índice glicêmico. Ou seja, sua digestão e absorção são mais lentas, e assim a quantidade de glicose liberada no sangue ocorre gradativamente, mantendo os níveis de glicose no sangue controlados”, explica.

Como a biomassa de banana verde pode ser útil em uma dieta de emagrecimento?

Conforme já destacou a nutricionista, as fibras presentes na banana verde promovem maior saciedade – o que pode ser considerado muito importante em uma dieta de emagrecimento.

“A biomassa de banana verde é uma aliada no processo de emagrecimento pois, através da fibra que contém, promove saciedade, fazendo com que a pessoa consuma menos alimentos e também inibe a absorção de gordura e açúcar da alimentação”, reforça Vânia Beletate.

Quem pode consumir a biomassa de banana verde?

Vânia explica que não há restrições de consumo, desde que a biomassa seja usada em proporções corretas. “Ela é indicada até mesmo para quem tem certas restrições alimentares, como, por exemplo, intolerância ao glúten, à lactose e alergias alimentares”, diz.

Como consumir a biomassa de banana verde?

biomassa de banana verde 2 Tudo o que você precisa saber sobre a biomassa de banana verde

Foto: Thinkstock

De acordo com a nutricionista Vânia, para promoção de saciedade, uma dica é consumir a biomassa de banana verde em sucos entre as refeições, por exemplo. “A sugestão de consumo é em torno de duas colheres (sopa) da biomassa por dia”, diz.

A profissional acrescenta que a biomassa pode ser adicionada a qualquer preparação, pois não altera sabor, cor e odor, além de enriquecer o alimento preparado. “Ela pode substituir ingredientes como leite condensado, creme de leite e maionese, porque funciona como um espessante. Pode substituir também a batata em sopas, por exemplo”, diz.

Nas receitas sem glúten, destaca a nutricionista, a principal função da biomassa é deixar as preparações mais macias.

Onde encontrar a biomassa de banana verde?

A biomassa de banana verde pode ser encontrada pronta à venda em lojas de produtos naturais, ou ainda, ser preparada em casa. “As duas opções são boas, ficando a critério da pessoa”, destaca Vânia.

Para prepará-la em casa, a nutricionista dá a receita:

  1. Selecione 10 bananas nanicas bem verdes e corte-as pela ponta sem deixar aparecer a polpa. Lave-as com casca, com água e sabão e enxague bem.
  2. Em uma panela de pressão, ferva água suficiente para cobrir as bananas. Coloque as bananas com casca na água fervente (para criar choque térmico).
  3. Tampe a panela e, a partir do início da pressão, conte 8 minutos. Desligue e deixe as bananas cozinhando por até 20 minutos de cocção.
  4. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela.
  5. Aos poucos, vá tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no liquidificador.
  6. Para que não esfarinhe, a polpa deve estar bem quente.
  7. Vá adicionando água mineral suficiente para deixar virar um creme.
  8. Guarde a mistura em um recipiente de vidro dentro da geladeira por até uma semana.

Vânia acrescenta que a biomassa pode ser colocada em forminhas de gelo e levada ao congelador. Desta forma, ela poderá ser conservada por até quatro meses.

Depoimento de quem já consumiu biomassa de banana verde

Shirley dos Santos, 40 anos, dona de casa, conta que sua nutricionista recomendou o consumo de biomassa de banana verde. “Eu comprei a biomassa pronta e colocava nos meus sucos – de maracujá, acerola, por exemplo. Percebi que meu intestino funcionava melhor e, também, emagreci neste período… Mas acredito que isso ocorreu porque associei a biomassa de banana verde a uma alimentação correta, claro, porque consumi-la sem ‘fechar a boca’ acho que não ajudaria muito”, diz.

Após ouvir falar sobre os benefícios da banana verde, Marianna Ferraz, 27 anos, professora, resolveu incluí-la na dieta. “Comecei a me sentir bem melhor. Meu intestino passou a funcionar melhor, me senti mais leve, no geral. Os resultados demoram um pouco para começarem a aparecer, entre 4 a 8 semanas no meu caso, mas vale a pena tentar”, diz.

Agora você já tem informações importantes sobre a biomassa de banana verde e pode incluí-la na sua dieta para usufruir de todos os seus benefícios. Escolha entre comprá-la pronta ou fazê-la em casa e use sua criatividade na hora de usá-la em suas receitas!

Lembre-se que, para alcançar bons resultados, o uso da biomassa de banana verde deve estar associado a uma alimentação equilibrada, de preferência, recomendada por um(a) nutricionista.

 
Criado em 16 Abril 2014

Pesquisa constatou que, quanto mais tempo meninos gastam diante do computador ou da TV, menor sua densidade mineral óssea, condição que fragiliza os ossos e favorece osteoporose no futuro

Quanto mais tempo meninos dedicam à TV ou ao computador no fim de semana, menor o seu desenvolvimento ósseo. Segundo um estudo apresentado na última sexta-feira no Congresso Mundial de Osteoporose, Osteoartrite e Doenças Musculoesqueléticas, que terminou na Espanha no último sábado, o período que os jovens passam em frente à tela pode estar ligado a altos índices de massa corpórea (IMC) e à diminuição da densidade mineral óssea (DMO), o que fragiliza os ossos e predispõe à osteoporose no futuro.

Cientistas da Universidade Ártica da Noruega recrutaram para a pesquisa 436 meninas e 484 meninos noruegueses com idades entre 15 e 18 anos, em 2010 e 2011. Eles mediram a DMO do quadril, do colo do fêmur e do resto do corpo dos voluntários por meio de uma técnica chamada absorciometria de dupla energia de raios-X, um exame que avalia a composição corporal.

Em questionários e entrevistas, avaliaram o estilo de vida dos participantes, como o tempo que passavam no fim de semana em frente à TV ou ao computador e a quantidade de atividade física que realizavam nesse período. Foi registrado também idade, maturação sexual, IMC e consumo de cigarro, álcool, óleo de fígado de bacalhau (rico em vitamina D, associada à saúde óssea) e bebidas gasosas. 

Os adolescentes foram separados em quatro categorias: os que passavam de zero a duas horas em frente à TV ou ao computador, de duas a quatro, de quatro a seis e mais que seis horas. Os pesquisadores constaram que os meninos passavam mais tempo diante das telas do que as meninas. E, quanto mais tempo eles dedicavam à TV e ao computador, menor o DMO e maior o IMC. "Vimos uma relação linear inversa entre as quatro categorias e a densidade mineral óssea dos meninos", diz a líder do estudo, Anne Winther, da Universidade Ártica da Noruega.

Já o resultado das garotas intrigou os pesquisadores. Aquelas que ficavam de quatro a seis horas por dia em frente ao computador nos fins de semana tinham maiores índices de DMO comparadas àquelas que ficavam menos de uma hora e meia. "Esse dado definitivamente merece uma maior exploração em futuros estudos", afirma Anne.

"A densidade mineral óssea é uma forte prerrogativa para o aumento do risco de futuras fraturas. Nossa descoberta com os meninos mostra que o sedentarismo pode ter um impacto sobre o DMO e comprometer a massa óssea. Isso pode predispor à osteoporose na velhice", diz Anne. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), aproximadamente um em cada cinco homens no mundo com mais de 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da doença.

 

 
Criado em 07 Abril 2014

O que é Alzheimer?

No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem do Mal de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Em todo o mundo, 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, doença incurável acompanhada de graves transtornos às vítimas. Nos Estados Unidos, é a quarta causa de morte de idosos entre 75 e 80 anos. Perde apenas para infarto, derrame e câncer.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Perguntas frequentes

1) Por que interditar a pessoa portadora da doença de Alzheimer?

Um dos grandes problemas causados pela doença de Alzheimer é a redução da capacidade de discernimento, isto é, o doente não consegue entender a consequência dos seus atos, não manifesta a sua vontade, não desenvolve raciocínio lógico por causa dos lapsos de memória e perde a capacidade de comunicação, impossibilitando que as pessoas o compreendam. Por isso, a lei o considera civilmente incapaz.

A interdição serve como medida de proteção para preservar o paciente de Alzheimer de determinados riscos que envolvem a prática de certos atos como, por exemplo, evitar que pessoas "experientes" aproveitem-se da deficiência de discernimento do paciente para efetuar manobras desleais, causando diversos prejuízos, principalmente, de ordem patrimonial e moral.

Como exemplo, podemos citar a venda de um imóvel ou de um veículo, retirada de dinheiro do banco, emissão de cheques, entre outros.

A interdição declara a incapacidade do paciente de Alzheimer que não poderá, por si próprio, pratica ou exercer pessoalmente determinados atos da vida civil, necessitando, para tanto, ser representado por outra pessoa. Esse representante é o curador.

2) Como interditar o paciente de Alzheimer?

A interdição do paciente de Alzheimer é feita através de processo judicial, sendo necessário, para tanto, a atuação de um advogado. Entretanto, em alguns casos específicos, o Ministério Público poderá atuar, sendo, nesse caso, desnecessária a representação por advogado. No processo de interdição, o paciente será avaliado por perito médico que atestará a capacidade de discernimento da pessoa. O laudo emitido servirá de orientação para o juiz decidir pela intervenção, ou não. Além disso, o paciente deverá ser levado até a presença do juiz (se houver possibilidade) para que este possa conhecê-lo.

3) Quem é o curador?

Curador é o representante do interditado (no caso, o doente de Alzheimer) nomeado pelo juiz, que passará a exercer todos os atos da vida civil no lugar do paciente interditado. Irá administrar os bens, assinar documentos, enfim, cuidará da vida civil do paciente de Alzheimer.

Para facilitar a compreensão, é só imaginar a relação existente entre os pais e o filho menor de idade. A criança não pode assinar contratos, quem os assina em seu lugar são seus pais. A criança também não pode movimentar conta no banco, necessitando da representação dos seus pais para tanto. Com a interdição, podemos comparar o paciente interditado como sendo a criança, e os pais, o curador.

4) E a "procuração de plenos poderes", não possui a mesma finalidade da interdição?

Não, a interdição é mais ampla. Se o paciente de Alzheimer não for interditado, todos os atos praticados por ele serão válidos, a princípio. Ao passo que, se ele for interditado, seus atos serão NULOS. A procuração, por sua vez, não tem esse "poder", apenas confere ao representante o direito de atuar dentro dos limites a ele conferido na procuração, geralmente administrar patrimônio e assinar documentos - o paciente poderia praticar atos autônomos causando uma série de prejuízos. Atos, estes, que serão tidos como válidos, se praticados com boa-fé. Muitas vezes, a procuração se torna inviável porque o paciente não consegue assiná-la.

5) O que é o auxílio-cuidador pago pelo INSS?

É o acréscimo de 25% ao valor da aposentadoria quando o segurado, aposentado por invalidez, necessita de assistência permanente de outra pessoa. Muitas confusões são feitas em relação a este benefício.

Ele não é devido a quem necessita de um cuidador permanente, mas, sim, a quem se aposentou por invalidez devido a uma doença que precisa de cuidador em tempo integral.

6) O que é o benefício da prestação continuada paga pelo INSS?

É a garantia de um salário mínimo mensal, pago pelo INSS, à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família. Para ter direito a esse benefício, o idoso não precisa ter contribuído à Seguridade Social, mas precisa provar que sua família possui renda mensal per capta (por pessoa da família) inferior a 1/4 do salário mínimo. Exemplo: um idoso com mais de 65 anos que resida na casa de sua filha, com o genro e mais dois netos. No caso de somente o genro trabalhar e ganhar R$ 1.000,00 por mês. Dividiremos R$ 1.000,00 por cinco pessoas (casal, dois filhos e o idoso), obteremos R$ 200,00 por pessoa - valor menor que um salário mínimo. Assim, nesse exemplo, o idoso tem direito ao benefício.

Causas

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, embora se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução.

Sintomas de Alzheimer

Um aspecto fundamental do Alzheimer é a manutenção do chamado estado de alerta. A doença não reduz o estado de consciência. O paciente responde tanto aos estímulos internos quanto aos externos. Pode responder mal ou errado, mas está de "olho aberto", acompanhando as pessoas e tudo o que acontece em sua volta. Muitas vezes, os sintomas mais comuns, como a perda damemória e distúrbios de comportamento, são associados ao envelhecimento.

Mesmo com uma aparência saudável, os portadores do Mal de Alzheimer precisam de assistência ao longo das 24 horas do dia. O quadro da doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos. Os pacientes, em geral, morrem nessa fase.

Diagnóstico de Alzheimer

Diagnosticar alguém com o Mal de Alzheimer não é tarefa fácil. A família do idoso imagina que se trata apenas de um problema consequente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista. Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que ela não tenha um geriatra ou um neurologista. É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença. Não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

O acompanhamento médico é essencial para que se identifique corretamente a existência ou não do Alzheimer. Outras doenças, como a hipertensão - que dificulta a oxigenação do cérebro -, também podem originar falta de memória e sintomas de demências. Existem também demências que podem ser tratadas, como a provocada pelo hipotireoidismo.

Em 2002, o Ministério da Saúde publicou a portaria que instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer. Esse programa funciona por meio dos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são responsáveis pelo diagnóstico, tratamento, acompanhamento dos pacientes e orientação aos familiares e atendentes dos portadores de Alzheimer. No momento, há 26 Centros de Referência já cadastrados no Brasil.

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, vem investindo na capacitação de profissionais do SUS para atendimento aos idosos. O envelhecimento da nossa população é um fenômeno recente, pois, até os anos 50, a expectativa de vida da população era de aproximadamente 40 anos, observa. Atualmente a esperança de vida da população é de 71 anos de idade, lembra a coordenadora.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que 73% das pessoas com mais de 60 anos dependem exclusivamente do SUS. O atendimento aos pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer acontece não só nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, mas também nas unidades ambulatoriais de saúde.

Tratamento de Alzheimer

O SUS oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer. É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

1ª. Tratamento dos distúrbios de comportamento:

Para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação.

2ª. Tratamento específico:

Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico), que podem inviabilizar o seu uso. Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada do Alzheimer, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia a dia.

Convivendo/ Prognóstico

Quanto mais os efeitos do Mal de Alzheimer avançam em seu corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social. O ator norte-americano Charles Bronson foi uma das vítimas da doença. Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de Era uma Vez no Oeste praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood. O ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, morto em 2004, foi outra vítima famosa. O problema de saúde tirou o político das atividades públicas, em sua última década de vida.

A família e a sociedade podem dar um grande apoio aos pacientes do Alzheimer. A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é formada por familiares dos pacientes e conta com a ajuda de vários profissionais, como médicos e terapeutas. A associação promove encontros para que as famílias troquem experiências e aprendam a cuidar e a entender a doença e seus efeitos na vida dos idosos. Para a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Neidil Espínola, mesmo com o desgaste, as famílias podem entender que, se o paciente sofre de uma doença incurável, pelo menos ele pode ser cuidado e receber carinho.

Prevenção

Incurável, o Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção. Os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social permite, pelo menos, retardar a manifestação da doença. Entre as atividades recomendadas para estimular a memória, estão: leitura constante, exercícios de aritmética, jogos inteligentes e participação em atividades de grupo.

 

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