Criado em 17 Março 2016

Um estudo recente publicado pela revista Scientific Reports constatou, através de testes em ratos, que quando uma mãe recebia paracetamol ou indometacina durante a gravidez, suas filhotes fêmeas tiveram menos óvulos, ovários menores e fetos menores do que aquelas que não receberam a droga. 

O paracetamol é um analgésico e antifebril encontrado em muitos medicamentos populares. A indometacina, pertence a mesma classe do ibuprofeno e da aspirina, porém tem seu uso muito mais restrito. 

O machos também foram afetados e, apesar da função reprodutiva ter se recuperado aos níveis normais quando eles se tornaram adultos, eles apresentaram as células precursoras dos espermatozoides em menor quantidade ao nascerem. 

Como os sistemas reprodutivos de ratos e humanos são parecidos, os cientistas acreditam que essa descoberta é de grande valia. Contudo, ainda é cedo para relacionar com as mulheres grávidas. Enquanto isso, os pesquisadores garantem que a melhor coisa a se fazer é que gestantes usem a menor dose possível dessas substâncias. 

O estudo mostrou que os analgésicos tomados na gravidez também afetaram as gerações imediatas dos ratos, as netas da mãe que recebeu o analgésico também apresentaram ovários de tamanho menor e função reprodutiva alterada. 

A pesquisa aponta que enquanto o feto está no útero, alguns analgésicos podem afetar o desenvolvimento das células germinativas, que dão origem aos óvulos e aos espermatozoides. Contudo, ainda não há uma resposta para dizer o porque de essas substâncias causarem tal efeito. Como o estudo é recente, não é possível afirmar que outros medicamentos semelhantes (como aspirina, o ibuprofeno, o diclofenaco) causem o mesmo efeito. 

Mas a maior preocupação dos profissionais é em relação ao paracetamol, já que ele pode ser conseguido sem receita. (Com informações de Diário de Biologia)

 

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