Criado em 13 Outubro 2017

O vereador mais votado do Paraná, Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, poderá ser o segundo parlamentar cassado da história de Londrina. Para isso, serão necessários ao menos 13 votos dos 19 vereadores na sessão de julgamento marcada para às 8 horas deste domingo (15). Ele é acusado de suposto ato atentatório ao decoro parlamentar ao pedir dinheiro nas redes sociais para pagar uma multa eleitoral de R$ 8 mil. Boca Aberta alega que não há crime e a defesa tenta anular na justiça o procedimento aberto na Câmara Municipal de Londrina.

 
 


De acordo com o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, o rito da sessão seguirá rigorosamente o que determina o decreto federal nº 201/1967. "A sessão poderá ser iniciada com a leitura de peças do processo, caso o pedido seja feito por qualquer um dos vereadores, incluindo o parlamentar denunciado. Na sequência, aqueles que desejarem poderão se manifestar verbalmente, pelo tempo máximo de 15 minutos", informou. Após esta fase será aberto o prazo para defesa de Boca Aberta. Ou seja, o vereador terá o prazo máximo de duas horas para produzir sua defesa oral.

Já a votação será feita de forma nominal e aberta, que resultará na absolvição ou na cassação do mandato do vereador. Quando terminar o julgamento, se a decisão for pela perda do mandato e perda de direitos políticos por oito anos, o presidente da Câmara expedirá imediatamente o decreto legislativo de cassação. Caso contrário, o presidente determinará o arquivamento do processo.

Para participar do processo os interessados precisaram se cadastrar nesta sexta-feira (13) apresentando documentos pessoais com foto e comprovante de residência. De acordo com o diretor geral da Câmara, Sandro Morais de Medeiros, a medida visa à segurança dos munícipes, servidores, vereadores e demais profissionais presentes à sessão. "Segundo laudo do Corpo de Bombeiros, as galerias do prédio, que são o pavimento superior da Sala de Sessões, comportam no máximo 190 pessoas, portanto este será o número de senhas distribuído. Assim poderemos organizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança de todos."

O diretor informa ainda que o protocolo de segurança conta com o apoio da Guarda Municipal e das polícias Civil e Militar. "Esta é uma Casa pública, onde as pessoas têm o direito de se manifestar, mas de forma civilizada e obedecendo às normas estabelecidas", explicou Sandro Morais.

HISTÓRICO 
Das quatro Comissões Processantes abertas nos 81 anos de história Câmara Municipal de Londrina apenas uma levou à cassação do mandato e perda dos direitos políticos de um vereador: foi o caso de Orlando Bonilha (PR), em 2008. Em 1981, o radialista Paulo Sergio Ferreira (MDB, atual PMDB) foi absolvido pela Câmara da acusação de supostos crimes de estelionato. Em 2010, acusado de contratação de funcionária fantasma, Rodrigo Gouvêa (PTC) foi investigado por uma CP, mas absolvido pelos seus pares.

Na história de Londrina os ex-prefeitos Antonio Belinati (2000) e Barbosa Neto (2012) tiveram os mandatos cassados pelos vereadores por infração político-administrativa e, consequentemente, os direitos políticos suspensos por oito anos.

Trajetória política marcada por polêmicas
Vereador eleito pelo Partido da República (PR) com 11.480 votos em outubro de 2016, Emerson Petriv foi assessor do então deputado estadual Antonio Belinati (2007-2010), ex-prefeito de Londrina em três gestões (foi cassado em 2000 sob a acusação de gastos excessivos em publicidade e promoção pessoal na inauguração do Pronto Atendimento Infantil).

Na Sercomtel, empresa municipal de telefonia, Boca Aberta também ocupou cargo comissionado. Na política, a primeira candidatura foi em 2014 para deputado estadual quando obteve 12.210 votos já com o apelido "Boca Aberta".

A atuação polêmica ficou mais conhecida do grande público quando começou em 2012 a andar por toda Londrina com uma bicicleta com uma caixa de som. O ex-prefeito Alexandre Kireeff, a ex-vereadora Sandra Graça e outros vereadores e deputados foram alguns dos alvos do vereador.

Ainda antes de assumir a vaga na Câmara, levantou a bandeira da redução do salário dos vereadores e, ao ser eleito, comunicou que ficaria com salário de professor em início de carreira de cerca de R$ 1.900. A diferença do salário fez doações, mensalmente, ao vivo em um programa de televisão para o Hospital do Câncer.

Mesmo dentro da Câmara, as polêmicas marcaram seu mandato. No início do ano, ao realizar a chamada "Blitz da Saúde" com visitas em postos de saúde e UPAs, acabou provocando a ira de profissionais quando entrou em áreas exclusivas de funcionários. Dentro da Câmara, o bate-boca com vereador Jamil Janene (PP) e um vídeo gravado de conversa com o procurador jurídico Miguel Aranega Garcia foram os mais divulgados.

Boca Aberta também foi desmentido publicamente pelo Diretório Estadual do Partido que negou ter apresentado carta de repúdio à Câmara de Londrina contra a abertura da Comissão Processante. Em diversas oportunidades, o vereador foi uma das vozes de oposição em plenário. Ele votou contra o principal projeto do ano do Executivo que alterou a planta de valores que serve de base de cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

BAIXA EFETIVIDADE
Dos 19 projetos de lei apresentados pelo vereador em nove meses de mandato, apenas um virou lei. Trata-se de uma declaração de utilidade pública da Associação Voz do que Clama. Apesar de liderar as iniciativas, os projetos não foram efetivos: 12 foram arquivados e os demais retirados de pauta por tempo indeterminado. Isso porque as matérias foram recusadas pela Comissão de Justiça que considerou a inconstitucionalidade no projeto com parecer das assessorias técnica e jurídica.

Alguns temas tratavam de demandas de âmbito estadual e federal que não poderiam prosperar no Legislativo e outras simplesmente não tinham embasamento legal. Entre os projetos estava o que o prefeito só poderia conceder aumento de ônibus com aprovação da Câmara, o que institui passe livre para desempregados e o programa "Vai em Pé no Busão", para conceder benefício de meia passagem para os passageiros que viajarem de pé. (G.M.)

Guilherme Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
 
Criado em 13 Outubro 2017

As polícias Civil e Militar recapturaram oito detentos que fugiram da Cadeia Pública de Cambé por volta das 8h desta sexta-feira (13). O delegado Roberto Fernandes de Lima informou que não se sabe ainda quantos conseguiram escapar da unidade de detenção. "Só saberemos se há mais foragidos depois de fazer a recontagem, à tarde."

Os detentos fugiram pelos fundos da cadeia pública, por um túnel que eles escavaram. O delegado afirma que a cadeia, que tem capacidade para 53 pessoas, abrigava mais de 195. "Porém, os detentos que fugiram estavam na galeria principal, que tem capacidade para 32 presos. Ali estavam 167 antes da fuga", conta.

Somente neste ano, a Cadeia Pública de Cambé registrou também fugas em 4 de abril, quando 64 detentos fugiram, e em 28 de maio, quando cerca de 40 escaparam, mas também houve várias tentativas frustradas pela polícia.

Redação Bonde
 
Criado em 11 Outubro 2017

Na manhã desta segunda-feira (9), foi identificado como sendo de Gilmar Junior de 21 anos, o corpo do condutor do veículo Logan Branco, com placas FOL 1845 de Campinas-SP, encontrado carbonizado em Ibiporã.

A confirmação veio após noticias nas redes sociais, de que o rapaz trabalhava para o aplicativo UBER e saiu de casa para o trabalho ontem e não havia retornado. Um irmão de Gilmar, reconheceu o veículo como sendo dele.

O que a polícia busca agora é a identificação da segunda vítima. Informações preliminares são de que teria ocorrido um acidente, seguindo de incêndio no local, porém, moradores teriam ouvido disparos de arma de fogo.

Gilmar Junior era casado e tinha uma filha. O corpo segue no IML de Londrina.


*Fonte : Cleber Pontes*

 
Criado em 11 Outubro 2017
Uma servidora municipal de Sertaneja (Região Metropolitana de Londrina) conseguiu na Justiça o direito de ampliação do benefício da licença-maternidade. A decisão é a primeira do tipo na Vara da Fazenda Pública de Cornélio Procópio. A liminar também é considerada novidade no Estado, já que não existem leis especificas nas cidades sobre casos assim.
 
 

A menina nasceu em fevereiro, de forma prematura, com sete meses de gestação, e pesando apenas 730 gramas. O bebê necessitou de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal por 74 dias. Quando saiu do hospital, a licença de quatro meses da mãe já estava próxima do fim. O médico, porém, apontou a necessidade de cuidados maternos por mais três meses, o que acabou concedido.

"Ela nasceu com uma prematuridade extrema e durante os dias de internação o tempo de licença-maternidade foi passando. Além da situação em si, ela também veio ao mundo com um problema no cérebro, o que demandava ainda mais a minha presença. Fiz o requerimento na prefeitura, o que foi negado, então procurei a Defensoria Pública", contou a mãe da criança, que preferiu não ter a identidade divulgada.

O prazo, entretanto, foi insuficiente para que todas as questões de saúde da criança fossem solucionadas. Uma nova prorrogação da licença, por mais três meses, foi novamente negada pela Prefeitura de Sertaneja, que alegou a não existência de previsão legal para conceder a extensão do benefício. Como tratava-se de um caso urgente, a Defensoria Pública do Paraná em Cornélio Procópio ingressou com um novo mandado de segurança com pedido de liminar, que foi novamente acolhido.

Segundo Mariela Moni Marins Tozetto, defensora pública que cuidou do caso, uma extensão prevista no estatuto do servidor estadual deu abertura para que o pedido fosse solicitado no âmbito municipal. "Vimos o precedente a partir do Tribunal Regional Federal, que abordou esta questão de levar uma determinada transposição de equiparação de tratamento entre o servidor do Estado e do município", explicou.

Para a defensora, o fato de ser uma criança que depende de cuidado especial foi determinante para a Justiça conceder a decisão a favor da mãe. "A proteção integral e prioridade absoluta da criança e adolescente mostram que esta faixa etária precisa receber um atendimento a mais da família, da área de saúde e da sociedade. No caso de ser uma criança prematura, a dificuldade era excessiva", analisou. "Foi um caso bem emblemático", completou.

TEMPO IMPORTANTE
Agora, a previsão é que a mãe retorne ao trabalho em dezembro. "Minha filha está com sete meses e pesando quatro quilos, o que ainda é baixo. Mesmo assim, para mim este tempo foi importante para ficar com ela, porque ela necessita de estímulo e carinho. O próprio médico falou que sem isso, ela iria vegetar. Minha presença e a do restante da família têm feito a diferença", avaliou. Ela ainda afirmou que tentará uma nova liminar na Justiça para obter uma nova prorrogação.

Por se tratar de um mandado de segurança, o município de Sertaneja pode recorrer e o mérito da decisão poderá ser julgado na segunda instância ou ir para apreciação do juizado de Cornélio Procópio.

Pela legislação trabalhista, a mulher tem direito a 120 dias de licença-maternidade após dar à luz quando trabalha no setor privado e 180 dias, no público. A partir de 2008, uma lei instituiu o programa "Empresa Cidadã", que abre a possibilidade para empresas estenderem o benefício por mais 60 dias, totalizando seis meses. Isto mediante a concessão de incentivo fiscal às instituições inscritas no programa.

Para licenças além deste período, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) reserva algumas regras, que variam caso a caso. "Quanto temos casos em que a legislação não possui previsão suficiente ou expressa, a Constituição consegue tutelar este tipo de situação atípica. No senso comum, o máximo seria 180 dias", destacou Luciana Sbrissia Silva Bega, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Paraná.

Segundo ela, o caso da servidora de Sertaneja é incomum e por isso não pode ser tomado como regra geral. "O suporte dado pela Justiça é com base na condição humana e nos direitos fundamentais da criança, ainda mais quando é totalmente dependente da mãe. Porém, isso não pode ser considerado algo que se obtém com facilidade."
Pedro Marconi
 

Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
 
Criado em 11 Outubro 2017

O vereador Rony Alves (PTB) apresentou o relatório final da Comissão Processante (CP) contra o vereador Émerson Petriv, o Boca Aberta (PR). O parecer concluiu que houve quebra de decoro parlamentar e indica a cassação de mandato do vereador Boca Aberta. A sessão de julgamento foi marcada para o próximo domingo (15), às 8h. 

O vereador Rony Alves (PTB) apresentou o relatório final da Comissão Processante (CP) contra o vereador Émerson Petriv, o Boca Aberta (PR), acusado de ter pedido dinheiro nas redes sociais para pagar multa eleitoral. O parecer concluiu que houve quebra de decoro parlamentar e indica a cassação de mandato do vereador Boca Aberta. A sessão de julgamento foi marcada para o próximo domingo (15), às 8h. 

O vereador Boca Aberta afirma que "o processo de cassação teria que ser concluido em 90 dias" e, segundo ele, deu 90 dias na segunda-feira (9). Em relação ao prazo, Rony Alves afirma que o vereador Boca Aberta "usou de todos os subterfúgios possíveis imagináveis das formas piores que possa pensar" para que a data não fosse cumprida.

Boca Aberta escreveu uma carta na notificação do relatório final da CP dizendo não aceitá-la devido ao prazo de 90 dias, que segundo ele, foi encerrado na segunda-feira (9). Ele recebeu o parecer do relatório final, mas não assinou a notificação da data da sessão de julgamento. 


(Com informações do repórter Guilherme Marconi)

Redação Bonde
 
Criado em 08 Outubro 2017
Na noite deste sábado, 07, um acidente  tirou a vida de um adolescente morador do Distrito de Congonhas, e feriu mais três jovens do município.
A ocorrência aconteceu por volta de 0h e 30,onde Polícia Rodoviária Federal foi acionada para atender uma ocorrência no KM 93, da BR 369, proximidades do Motel Jonnis, no município de Cornélio Procópio.
No local, conhecido como “curva do cheiro”, foi registrado o capotamento de um veículo Volkswagen/Xaveiro. De acordo com informações da Polícia Civil,  (5) cinco pessoas estavam no  interior do veículo, uma delas, um jovem de 16, de nome Guilherme Steizer, (foto abaixo), foi encontrado em estado grave, atendido pela ambulância do Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Santa Casa, porém, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.  
Outros três jovens também se feriram no acidente, sendo que um deles está internado em estado grave na UTI. De acordo com informações não oficiais, um dos integrantes do veículo foi ejetado para fora do carro, sendo que, não está descartada a possibilidade de que, ele estaria sendo transportado de forma irregular na carroceria da xaveiro.
Segundo informações do repórter Reginaldo Tinti, um deles fugiu do local do acidente.
 
 
Fonte: Reginaldo Tinti/ Grupo Amigos da Notícia./BlogChaguinha
 
 
Criado em 08 Outubro 2017

Com a chuva deste fim de semana, as temperaturas caíram de Londrina. Ainda neste domingo (8), deve haver precipitação na cidade e termômetros entre 13ºC e 22ºC. 

A partir de segunda-feira (9), no entanto, o cenário muda. A chuva para e o calor volta. Neste dia, a mínima prevista é de 16ºC e a máxima, de 30ºC.

Na terça-feira (10), a máxima prevista é de 33ºC; na quarta-feira (11), de 32ºC; e na quinta-feira (12), de 34ºC.

Os dados são do Instituto Tecnológico Simepar. 

 

 
Criado em 27 Setembro 2017
O bispo de Jacarezinho, dom Antonio Braz Benevente, disse que o Santuário São Miguel Arcanjo, em Bandeirantes, está passando por um momento que define como "especial". A afirmação foi feita durante a missa campal celebrada na tarde de domingo, dia 24, no pátio da Gruta Nossa Senhora de Lourdes e São Miguel Arcanjo com os Nove Coros de Anjos. A gruta, que tem a maior cruz do Brasil, com 81 metros de altura, faz parte do conjunto de obras do santuário.
 
 

Dom Antonio acrescentou que o momento é importante não apenas para o santuário, mas para toda a Diocese de Jacarezinho. Para ele, este é um "momento histórico".
Centenas de pessoas participaram da celebração, mesmo com a temperatura elevada. Uma boa parte levou bancos e guarda-sol para se proteger do calor. Muita gente preferiu acompanhar a celebração no platô que fica acima da gruta.
No final da celebração, dom Antonio procedeu a bênção da gruta, e passou por seu interior fazendo aspersão de água nas imagens e esculturas. Logo em seguida, ele deu a bênção à cruz.
A celebração contou com a presença do reitor do santuário, padre Roberto Medeiros, e de outros sacerdotes do santuário e da diocese. A festa terminou com um grande foguetório em um terreno ao lado. Depois, quando o sol já havia se posto, as luzes da cruz foram acesas, causando um efeito visual muito bonito.
A festa dos cinco anos de dedicação do Santuário São Miguel Arcanjo prossegue nos dias 29 e 30, sexta e sábado. Na sexta-feira, estão previstas três celebrações. Logo após a celebração de cura e libertação, que começa às 20 horas, haverá um grande foguetório que poderá ser acompanhado ao lado do templo e também serão acesas as luzes da cruz. E no sábado, haverá a oração do Terço Mariano com o pregador Pedro Siqueira e logo em seguida uma missa campal na gruta com o padre Silvio Andrei.
 
 
Centenas de pessoas participaram da celebração no pátio da Gruta Nossa Senhora de Lourdes
 
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
 
 
Criado em 27 Setembro 2017

Duas pessoas foram baleadas na noite desta terça-feira (27), em dois pontos distintos de Londrina. Ana Paula Juskow de Souza, de 20 anos, foi atingida por disparos quando atendeu ao chamado de uma pessoa que pedia um copo de água no portão de casa, no Jardim Athenas. Os disparos atingiram o pescoço e o braço dela, de raspão. A vítima foi encaminhada para o Hospital Universitário (HU), ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos. 

No Conjunto Saltinho, Richard Henrique Pinto foi baleado por dois homens que tentavam assaltar sua namorada, abordada quando saía de casa. Na reação ao roubo, ele foi alvejado no tórax. A vítima foi levada para a Santa Casa.

Bonde

 
Criado em 13 Setembro 2017
Cerca de 300 índios da tribo caingangue ocuparam uma fazenda ao lado da Reserva Apucaraninha, em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina), no final da manhã desta terça-feira (12). A tomada do espaço ocorreu de forma pacífica. Os indígenas defendem que mais da metade da área de, aproximadamente, 900 hectares faz parte da reserva e o proprietário está no local de forma irregular. 

 

Crianças, jovens, adultos e idosos utilizam dois galpões da propriedade, pátio e área de lazer

O grupo usa como argumento um documento de 1955, em que o Estado repassou para a tribo um campo de 6,3 mil hectares, que incluiria a propriedade ocupada. Segundo Lucilene de Melo, porta-voz dos índios, o ato é uma reintegração de posse. "Queremos entrar em um acordo legal. Nosso desejo é sentar com a pessoa que se diz proprietária e descobrir quem foi o prejudicado na história. Nós ou ele", afirmou.

Com grande quantidade de alimentos estocados, crianças, jovens, adultos e idosos utilizam dois galpões da propriedade, pátio e área de lazer. Eles garantiram que não irão danificar máquinas ou estruturas. "Não temos data prevista para sair daqui. Vamos ficar até esta questão ser resolvida. Além disso, estamos em constantes reuniões entre nós para decidirmos os próximos passos", explicou.

Outro documento que o grupo usa como motivação para a ocupação é um questionamento feito na Justiça de Londrina, em abril, sobre a demarcação de terras da tribo. Indagada sobre o intervalo de tempo entre o pedido e a ocupação, Melo diz que o grupo estava resolvendo outros problemas. "Começamos a preparar a tomada da fazenda na segunda-feira (11) e ainda avisamos o suposto dono. Estamos esperando outros documentos, vindos de Brasília, que comprovam que isso é nosso. Será mais uma maneira de dar embasamento no ato, que é legítimo", disse.

Dois funcionários da fazenda, com suas respectivas famílias, permaneceram no local sem nenhuma divergência com os índios. A área ocupada é produtiva, recentemente houve colheita de soja e aveia.

 

"Nosso desejo é sentar com a pessoa que se diz proprietária e descobrir quem foi o prejudicado na história. Nós ou ele", afirmou Lucilene de Melo

CONFLITO ANTIGO
Proprietário da Fazenda Tamarana, Euller Alcântara Ferreira disse que a ocupação aconteceu em razão do corte de energia de outra terra que os índios estavam, e que também é de sua propriedade. "Eles estavam, desde 2007, em outra área minha e de outro produtor. Evitamos ao máximo o conflito e esperamos desde então a reintegração. Porém, como há 20 dias houve o corte do 'gato' que estavam fazendo, se revoltaram e foram invadir outra fazenda", justificou. Os índios negaram que as motivações tenham sido essas.

Ferreira contou que o conflito na área é antigo. De acordo com ele, um compromisso foi firmado há dez anos entre 32 produtores de áreas do entorno da Reserva do Apucaraninha e os índios, com a intervenção do MPF (Ministério Público Federal) e da Funai (Fundação Nacional do Índio). No encontro ficou acertado que os índios não ocupariam mais sítios e fazendas da região, o que estava acontecendo com frequência.

Em posse de documentos que mostram que toda a área não pertenceria à demarcação da tribo, ele criticou a ausência do poder público na busca por um solução para a situação. "O Estado tinha que resolver tudo isso, porque quem sofre são os produtores", avaliou. "Não somos latifundiários, só queremos trabalhar", completou Ferreira que é proprietário da área há, aproximadamente, 20 anos.

O advogado do proprietário da Fazenda Tamarana, Sebastião Ferreira, destacou que entrou em contato com as polícias Federal, Civil e Militar. "A resposta que nós obtivemos é que eles estão conversando com a Funai, mas nós já colocamos o risco que existe de um confronto no local. As autoridades devem tomar providências para a segurança das famílias dos funcionários que moram lá", afirmou ele, que também atua como diretor jurídico na Sociedade Rural do Paraná

FUNAI
O chefe da coordenação da Funai em Londrina, Marcos Cesar Cavalheiro, explicou que há indefinições quanto à delimitação da área. "A terra indígena no registro do cartório consta como 6.300 hectares. Na demarcação, estão 5.574 hectares na Reserva Apucaraninha. Sobre esse assunto, já houve algumas tratativas inclusive com a participação do governo do Estado, mas ficaram algumas dúvidas quanto à área em si. Passado o tempo, não veio resposta definitiva e a comunidade acabou pressionando os caciques para tomar uma atitude", argumentou.

A intenção da Funai é identificar onde está o erro na demarcação. "A gente quer saber efetivamente onde está essa área que está faltando. É um total de 724 hectares. Só depois vamos poder fazer alguma coisa", explicou. Uma reunião com a Polícia Militar deve ser realizada nesta quarta-feira (13).

COPEL
O corte de energia elétrica que teria gerado descontentamento de indígenas que já ocupavam a área menor ocorreu apenas por uma questão técnica, segundo informou a assessoria de imprensa da Copel. Conforme a assessoria, o corte no fornecimento foi ocasionado por um problema técnico de oscilação da tensão. Após o problema, funcionários da companhia detectaram que a ligação no local continha irregularidades.

Pedro Marconi e Viviani Costa
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA/Bonde

 

 

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