Criado em 10 Outubro 2018

A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (9), o inquérito sobre o acidente que matou quatro pessoas da mesma família na PR-445, em Cambé, no norte do Paraná.

Ricardo Martins Moraes, de 39 anos, foi indiciado por homicídio no trânsito, com o agravante de estar dirigindo embriagado, segundo o delegado Roberto Fernandes de Lima, responsável pelo caso.

A reportagem tentou contato com a defesa de Ricardo Martins Moraes, mas não teve resposta.

A batida, que envolveu três veículos, aconteceu no dia 30 de setembro. Um caminhão carregado com óleo de soja bateu na lateral do carro dirigido por Ricardo, que fazia uma ultrapassagem proibida.

Com a colisão, o motorista do caminhão acabou entrando na outra pista e acertou o veículo onde estava a família, que seguia atrás.

Fernando Martelinho, empresário de 43 anos, Adna Simões, professora de espanhol de 41 anos, e as duas filhas do casal, de 8 e 2 anos de idade, morreram na hora.

A família de Londrina voltava de um passeio em Presidente Prudente (SP), onde tinha ido visitar parentes.

O caminhoneiro teve ferimentos leves.

Ricardo foi preso em flagrante e teve a prisão convertida para preventiva, por tempo indeterminado. Ele continuava detido nesta terça.

O Inquérito

Depoimentos e perícias fazem parte do inquérito e, de acordo com a polícia, confirmam que Ricardo Martins Moraes fazia uma ultrapassagem em local proibido.

“Três testemunhas oculares relataram que já a alguns quilômetros ele vinha dirigindo de forma incorreta, ora tentando ultrapassar pela esquerda, ora tentando ultrapassar pela direita, pelo acostamento”, detalhou Lima.

Em depoimento à polícia o motorista preso admitiu que bebeu uma cerveja antes de dirigir.

Para o delegado, ele assumiu os riscos de provocar o acidente ao dirigir de forma imprudente e em desacordo com a lei. A pena, em caso de condenação, varia de 5 a 8 anos de prisão.

O inquérito já foi encaminhado à Justiça e, depois, será complementado com laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal, que ainda não foram concluídos.

Se forem comprovadas lesões graves ou gravíssimas ao motorista do caminhão envolvido no acidente, o condutor também poderá ser indiciado pelas lesões.

G1