Criado em 20 Outubro 2017

Ossos foram localizados enterrados no Jardim Primavera, zona norte de Londrina, na tarde desta quinta-feira (19). Inicialmente, de acordo com o tenente Bruno Franceschetti, porta-voz da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (4ª CIPM), foram localizados um fêmur humano e outras duas ossadas de animais. Após análise da perícia do Instituto de Criminalística de Londrina, o osso humano seria uma tíbia, em vez de fêmur.

O major Nelson Villa Junior, comandante da 4ª CIPM, recebeu informações de terceiros de que Maria Natalícia da Silva teria recebido informações de que haveria covas no local. E que os restos mortais de seu filho Valdecir Farias da Silva, desaparecido há 8 anos, estariam enterrados no local. Na época, Valdecir estava com 23 anos.

"O pessoal informou errado. Falaram que os restos mortais estariam na mata debaixo, mas aí viemos hoje [quinta-feira], e foram encontradas ossadas. Essa pessoa que presenciou o crime, disse que viu certinho o que aconteceu e que ele estaria no local que cavaram depois", disse Maria.

"Durante todo esse tempo, eu só tive a notícia que ele [filho] foi morto. Eu imaginava que era por causa de droga. Ele tinha passagem de droga, ficou preso durante 7 meses no 5º Distrito Policial, mas depois falaram que não era por causa de droga, seria porque estava roubando a vila. Mas depois descobriram que não estava, mas já tinham matado meu filho", relatou a mãe do desaparecido.

Maria disse acreditar que as roupas encontradas no local sejam de seu filho. "Entrei em desespero quando vi a ossada. Consegui identificar ele pela calça que ele estava [usando]. Uma calça meio azul, dá pra ver um pouquinho. E um chinelo preto que foi achado ali também."

No entanto, conforme o tenente, não tem nada que comprove que o osso humano seja do filho dela. Será possível saber com a exumação da ossada, que será realizada posteriormente. De acordo com o perito do Instituto de Criminalística de Londrina Fábio Mira, não dá para identificar que roupas estavam com a ossada.



(Com informações do repórter Vítor Ogawa do Grupo Folha)

Fernanda Circhia - Redação Bonde
 
 
Criado em 19 Outubro 2017

Preparem os guarda-chuvas! Uma frente fria que se desloca do sul do Brasil chega a Londrina na tarde desta quinta-feira (19) e deve permanecer até domingo, promovendo um fim de semana de temperaturas mais amenas e chuvoso.

A agrometeorologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Heverly Morais, explica que a frente fria que passa por Foz do Iguaçu e Cascavel, além do norte da Argentina e leste do Paraguai, encaminha-se para o restante do Estado e deve chegar a Londrina depois das 15h, trazendo precipitações e ventos fortes de até 50 km/h.

Pelas previsões meteorológicas, o céu permanece nublado nesta sexta-feira (20), mas a chuva vai estar mais presente no sábado (21) e domingo (22). "O fim de semana deve ser chuvoso, principalmente no período da tarde, quando está mais quente", afirma.

Em relação à temperatura, a previsão é que permaneça alta nesta quinta, batendo os 35°C nesta tarde – a mínima registrada no dia foi 21°C. Porém, no fim de semana, a máxima prevista para sábado é de 28°C e domingo, de 24°C.

Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
 
 
Criado em 20 Outubro 2017

Cinco empresas de Londrina e região aparecem entre as 150 melhores para se trabalhar no Brasil. As informações são do ranking do Guia das Melhores Empresas para Trabalhar, realizado pela revista VOCÊ S/A, divulgado na quarta-feira (18)

Neste ano, a equipe de pesquisa passou por 87 cidades em 19 Estados nas cinco regiões do país para conhecer mais sobre 215 empresas. No total, foram 5 mil funcionários sorteados e entrevistados, dos níveis operacional e gerencial das empresas. Após as entrevistas, o ranking selecionou as 150 melhores com os mais altos índices de felicidade no trabalho (IFT).

A empresa Adama Brasil, de Londrina, ficou em quinto lugar no ranking da categoria "Agronegócio", com 76,5 pontos de IFT. É a terceira vez consecutiva que a empresa aparece no ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Na categoria "Agronegócio" também está a empresa Moinho Globo em nono lugar, com 74,3 de IFT. Moinho Globo fica em Sertanópolis (47,7 km de Londrina) e aparece no ranking pelo sétimo ano consecutivo.

O Grupo A. Yoshii aparece em quinto lugar na categoria "Construção Civil", com 76,7 de IFT. O porcentual ficou acima do alcançado no ano passado pela empresa londrinense, que somou 72,4 pontos. É a terceira vez consecutiva que o grupo entre na lista.

Na categoria "Cooperativas de Crédito", está a empresa Uniprime Norte do Paraná, com 74,3 pontos de IFT, também de Londrina.

Na categoria "Siderurgia", aparece a Tamarana Tecnologia na quarta colocação, com 78 pontos de IFT. A empresa fica em Tamarana (67 km de Londrina).

Empresa do Ano

O prêmio da categoria "Empresa do Ano" foi para o Laboratório Sabin, companhia com sede em Brasília (DF), que participa do guia há 13 anos.

A redação da VOCÊ S/A e a Fundação Instituto de Administração (FIA) trabalham durante 10 meses para realizar as entrevistas e a premiação. 

Errata: Na realidade, são cinco empresas da região de Londrina entre as 150 melhores para se trabalhar. Texto corrigido às 19h40.

Fernanda Circhia - Redação Bonde
 
Criado em 16 Outubro 2017

Na última sexta, 13, um senhor de 31 anos registrou junto ao Destacamento de Polícia Militar de Santa Cecília do Pavão um Boletim de Ocorrência de Estelionato. Segundo seu relato teria sido vítima de um golpe ao depositar o valor de R$2.500, 00 a fim de assegurar-se da compra de um trator anunciado no site OLX, que a pessoa com quem fez contato pediu esse adiantamento, mas que o combinado não se firmou. Diante dos fatos foi orientado.

Chaguinhas

 
Criado em 16 Outubro 2017

Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, teve o mandato de vereador cassado pela Câmara Municipal de Londrina na tarde deste domingo (15) por quebra de decoro parlamentar. O vereador foi acusado de quebra de decoro parlamentar por fazer uma 'vaquinha' virtual para pagar uma multa eleitoral de R$ 8 mil. Consta no relatório da Comissão Processante (CP) que o vereador usou de inverdades para pedir dinheiro a eleitores em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) durante as eleições de 2016.

A sessão do julgamento durou quase nove horas e, dos 19 vereadores, 14 votaram a favor do relatório da Comissão Processante e cinco contra. Votaram a favor da cassação os vereadores Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt (PSB), Rony Alves (PTB), Junior Santos Rosa (PSD), Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC), Ailton da Silva Nantes (PP), Filipe Barros (PRB), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (PTN), Felipe Prochet (PSD), Jamil Janene (PP), Pastor Gerson Araújo (PSDB) e João Martins (PSL). Votaram pelo arquivamento da denúncia Roberto Fú (PDT), Daniele Ziober (PPS), Gui Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e o próprio Boca Aberta.

Boca Aberta foi o vereador mais votado da história de Londrina e também das eleições no Paraná em 2016 com 11.480 votos. Com a cassação, Emerson Petriv ficará inelegível pelos próximos oito anos e terá que pagar uma multa de R$ 8 mil. A vaga de Emerson Petriv será herdada por Roque Neto (PR) que atualmente ocupa um cargo comissionado na Secretaria Municipal de Assistência Social.

Emerson Petriv enfatizou que vai recorrer do resultado.

INÍCIO DE CONFUSÃO – A enfermeira Regina Amâncio, autora da representação que culminou na Comissão Processante contra Boca Aberta, afirmou ter sido ameaçada de agressão na Câmara na manhã deste domingo (15), por pessoas favoráveis ao parlamentar. Depois do relato de Regina, a Guarda Municipal a encaminhou para outras dependências e, no início da tarde, ela deixou o local escoltada por agentes municipais.

 
Criado em 13 Outubro 2017

O vereador mais votado do Paraná, Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, poderá ser o segundo parlamentar cassado da história de Londrina. Para isso, serão necessários ao menos 13 votos dos 19 vereadores na sessão de julgamento marcada para às 8 horas deste domingo (15). Ele é acusado de suposto ato atentatório ao decoro parlamentar ao pedir dinheiro nas redes sociais para pagar uma multa eleitoral de R$ 8 mil. Boca Aberta alega que não há crime e a defesa tenta anular na justiça o procedimento aberto na Câmara Municipal de Londrina.

 
 


De acordo com o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, o rito da sessão seguirá rigorosamente o que determina o decreto federal nº 201/1967. "A sessão poderá ser iniciada com a leitura de peças do processo, caso o pedido seja feito por qualquer um dos vereadores, incluindo o parlamentar denunciado. Na sequência, aqueles que desejarem poderão se manifestar verbalmente, pelo tempo máximo de 15 minutos", informou. Após esta fase será aberto o prazo para defesa de Boca Aberta. Ou seja, o vereador terá o prazo máximo de duas horas para produzir sua defesa oral.

Já a votação será feita de forma nominal e aberta, que resultará na absolvição ou na cassação do mandato do vereador. Quando terminar o julgamento, se a decisão for pela perda do mandato e perda de direitos políticos por oito anos, o presidente da Câmara expedirá imediatamente o decreto legislativo de cassação. Caso contrário, o presidente determinará o arquivamento do processo.

Para participar do processo os interessados precisaram se cadastrar nesta sexta-feira (13) apresentando documentos pessoais com foto e comprovante de residência. De acordo com o diretor geral da Câmara, Sandro Morais de Medeiros, a medida visa à segurança dos munícipes, servidores, vereadores e demais profissionais presentes à sessão. "Segundo laudo do Corpo de Bombeiros, as galerias do prédio, que são o pavimento superior da Sala de Sessões, comportam no máximo 190 pessoas, portanto este será o número de senhas distribuído. Assim poderemos organizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança de todos."

O diretor informa ainda que o protocolo de segurança conta com o apoio da Guarda Municipal e das polícias Civil e Militar. "Esta é uma Casa pública, onde as pessoas têm o direito de se manifestar, mas de forma civilizada e obedecendo às normas estabelecidas", explicou Sandro Morais.

HISTÓRICO 
Das quatro Comissões Processantes abertas nos 81 anos de história Câmara Municipal de Londrina apenas uma levou à cassação do mandato e perda dos direitos políticos de um vereador: foi o caso de Orlando Bonilha (PR), em 2008. Em 1981, o radialista Paulo Sergio Ferreira (MDB, atual PMDB) foi absolvido pela Câmara da acusação de supostos crimes de estelionato. Em 2010, acusado de contratação de funcionária fantasma, Rodrigo Gouvêa (PTC) foi investigado por uma CP, mas absolvido pelos seus pares.

Na história de Londrina os ex-prefeitos Antonio Belinati (2000) e Barbosa Neto (2012) tiveram os mandatos cassados pelos vereadores por infração político-administrativa e, consequentemente, os direitos políticos suspensos por oito anos.

Trajetória política marcada por polêmicas
Vereador eleito pelo Partido da República (PR) com 11.480 votos em outubro de 2016, Emerson Petriv foi assessor do então deputado estadual Antonio Belinati (2007-2010), ex-prefeito de Londrina em três gestões (foi cassado em 2000 sob a acusação de gastos excessivos em publicidade e promoção pessoal na inauguração do Pronto Atendimento Infantil).

Na Sercomtel, empresa municipal de telefonia, Boca Aberta também ocupou cargo comissionado. Na política, a primeira candidatura foi em 2014 para deputado estadual quando obteve 12.210 votos já com o apelido "Boca Aberta".

A atuação polêmica ficou mais conhecida do grande público quando começou em 2012 a andar por toda Londrina com uma bicicleta com uma caixa de som. O ex-prefeito Alexandre Kireeff, a ex-vereadora Sandra Graça e outros vereadores e deputados foram alguns dos alvos do vereador.

Ainda antes de assumir a vaga na Câmara, levantou a bandeira da redução do salário dos vereadores e, ao ser eleito, comunicou que ficaria com salário de professor em início de carreira de cerca de R$ 1.900. A diferença do salário fez doações, mensalmente, ao vivo em um programa de televisão para o Hospital do Câncer.

Mesmo dentro da Câmara, as polêmicas marcaram seu mandato. No início do ano, ao realizar a chamada "Blitz da Saúde" com visitas em postos de saúde e UPAs, acabou provocando a ira de profissionais quando entrou em áreas exclusivas de funcionários. Dentro da Câmara, o bate-boca com vereador Jamil Janene (PP) e um vídeo gravado de conversa com o procurador jurídico Miguel Aranega Garcia foram os mais divulgados.

Boca Aberta também foi desmentido publicamente pelo Diretório Estadual do Partido que negou ter apresentado carta de repúdio à Câmara de Londrina contra a abertura da Comissão Processante. Em diversas oportunidades, o vereador foi uma das vozes de oposição em plenário. Ele votou contra o principal projeto do ano do Executivo que alterou a planta de valores que serve de base de cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

BAIXA EFETIVIDADE
Dos 19 projetos de lei apresentados pelo vereador em nove meses de mandato, apenas um virou lei. Trata-se de uma declaração de utilidade pública da Associação Voz do que Clama. Apesar de liderar as iniciativas, os projetos não foram efetivos: 12 foram arquivados e os demais retirados de pauta por tempo indeterminado. Isso porque as matérias foram recusadas pela Comissão de Justiça que considerou a inconstitucionalidade no projeto com parecer das assessorias técnica e jurídica.

Alguns temas tratavam de demandas de âmbito estadual e federal que não poderiam prosperar no Legislativo e outras simplesmente não tinham embasamento legal. Entre os projetos estava o que o prefeito só poderia conceder aumento de ônibus com aprovação da Câmara, o que institui passe livre para desempregados e o programa "Vai em Pé no Busão", para conceder benefício de meia passagem para os passageiros que viajarem de pé. (G.M.)

Guilherme Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
 
Criado em 13 Outubro 2017

As polícias Civil e Militar recapturaram oito detentos que fugiram da Cadeia Pública de Cambé por volta das 8h desta sexta-feira (13). O delegado Roberto Fernandes de Lima informou que não se sabe ainda quantos conseguiram escapar da unidade de detenção. "Só saberemos se há mais foragidos depois de fazer a recontagem, à tarde."

Os detentos fugiram pelos fundos da cadeia pública, por um túnel que eles escavaram. O delegado afirma que a cadeia, que tem capacidade para 53 pessoas, abrigava mais de 195. "Porém, os detentos que fugiram estavam na galeria principal, que tem capacidade para 32 presos. Ali estavam 167 antes da fuga", conta.

Somente neste ano, a Cadeia Pública de Cambé registrou também fugas em 4 de abril, quando 64 detentos fugiram, e em 28 de maio, quando cerca de 40 escaparam, mas também houve várias tentativas frustradas pela polícia.

Redação Bonde
 
Criado em 11 Outubro 2017

Na manhã desta segunda-feira (9), foi identificado como sendo de Gilmar Junior de 21 anos, o corpo do condutor do veículo Logan Branco, com placas FOL 1845 de Campinas-SP, encontrado carbonizado em Ibiporã.

A confirmação veio após noticias nas redes sociais, de que o rapaz trabalhava para o aplicativo UBER e saiu de casa para o trabalho ontem e não havia retornado. Um irmão de Gilmar, reconheceu o veículo como sendo dele.

O que a polícia busca agora é a identificação da segunda vítima. Informações preliminares são de que teria ocorrido um acidente, seguindo de incêndio no local, porém, moradores teriam ouvido disparos de arma de fogo.

Gilmar Junior era casado e tinha uma filha. O corpo segue no IML de Londrina.


*Fonte : Cleber Pontes*

 
Criado em 11 Outubro 2017
Uma servidora municipal de Sertaneja (Região Metropolitana de Londrina) conseguiu na Justiça o direito de ampliação do benefício da licença-maternidade. A decisão é a primeira do tipo na Vara da Fazenda Pública de Cornélio Procópio. A liminar também é considerada novidade no Estado, já que não existem leis especificas nas cidades sobre casos assim.
 
 

A menina nasceu em fevereiro, de forma prematura, com sete meses de gestação, e pesando apenas 730 gramas. O bebê necessitou de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal por 74 dias. Quando saiu do hospital, a licença de quatro meses da mãe já estava próxima do fim. O médico, porém, apontou a necessidade de cuidados maternos por mais três meses, o que acabou concedido.

"Ela nasceu com uma prematuridade extrema e durante os dias de internação o tempo de licença-maternidade foi passando. Além da situação em si, ela também veio ao mundo com um problema no cérebro, o que demandava ainda mais a minha presença. Fiz o requerimento na prefeitura, o que foi negado, então procurei a Defensoria Pública", contou a mãe da criança, que preferiu não ter a identidade divulgada.

O prazo, entretanto, foi insuficiente para que todas as questões de saúde da criança fossem solucionadas. Uma nova prorrogação da licença, por mais três meses, foi novamente negada pela Prefeitura de Sertaneja, que alegou a não existência de previsão legal para conceder a extensão do benefício. Como tratava-se de um caso urgente, a Defensoria Pública do Paraná em Cornélio Procópio ingressou com um novo mandado de segurança com pedido de liminar, que foi novamente acolhido.

Segundo Mariela Moni Marins Tozetto, defensora pública que cuidou do caso, uma extensão prevista no estatuto do servidor estadual deu abertura para que o pedido fosse solicitado no âmbito municipal. "Vimos o precedente a partir do Tribunal Regional Federal, que abordou esta questão de levar uma determinada transposição de equiparação de tratamento entre o servidor do Estado e do município", explicou.

Para a defensora, o fato de ser uma criança que depende de cuidado especial foi determinante para a Justiça conceder a decisão a favor da mãe. "A proteção integral e prioridade absoluta da criança e adolescente mostram que esta faixa etária precisa receber um atendimento a mais da família, da área de saúde e da sociedade. No caso de ser uma criança prematura, a dificuldade era excessiva", analisou. "Foi um caso bem emblemático", completou.

TEMPO IMPORTANTE
Agora, a previsão é que a mãe retorne ao trabalho em dezembro. "Minha filha está com sete meses e pesando quatro quilos, o que ainda é baixo. Mesmo assim, para mim este tempo foi importante para ficar com ela, porque ela necessita de estímulo e carinho. O próprio médico falou que sem isso, ela iria vegetar. Minha presença e a do restante da família têm feito a diferença", avaliou. Ela ainda afirmou que tentará uma nova liminar na Justiça para obter uma nova prorrogação.

Por se tratar de um mandado de segurança, o município de Sertaneja pode recorrer e o mérito da decisão poderá ser julgado na segunda instância ou ir para apreciação do juizado de Cornélio Procópio.

Pela legislação trabalhista, a mulher tem direito a 120 dias de licença-maternidade após dar à luz quando trabalha no setor privado e 180 dias, no público. A partir de 2008, uma lei instituiu o programa "Empresa Cidadã", que abre a possibilidade para empresas estenderem o benefício por mais 60 dias, totalizando seis meses. Isto mediante a concessão de incentivo fiscal às instituições inscritas no programa.

Para licenças além deste período, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) reserva algumas regras, que variam caso a caso. "Quanto temos casos em que a legislação não possui previsão suficiente ou expressa, a Constituição consegue tutelar este tipo de situação atípica. No senso comum, o máximo seria 180 dias", destacou Luciana Sbrissia Silva Bega, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Paraná.

Segundo ela, o caso da servidora de Sertaneja é incomum e por isso não pode ser tomado como regra geral. "O suporte dado pela Justiça é com base na condição humana e nos direitos fundamentais da criança, ainda mais quando é totalmente dependente da mãe. Porém, isso não pode ser considerado algo que se obtém com facilidade."
Pedro Marconi
 

Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
 
Criado em 11 Outubro 2017

O vereador Rony Alves (PTB) apresentou o relatório final da Comissão Processante (CP) contra o vereador Émerson Petriv, o Boca Aberta (PR). O parecer concluiu que houve quebra de decoro parlamentar e indica a cassação de mandato do vereador Boca Aberta. A sessão de julgamento foi marcada para o próximo domingo (15), às 8h. 

O vereador Rony Alves (PTB) apresentou o relatório final da Comissão Processante (CP) contra o vereador Émerson Petriv, o Boca Aberta (PR), acusado de ter pedido dinheiro nas redes sociais para pagar multa eleitoral. O parecer concluiu que houve quebra de decoro parlamentar e indica a cassação de mandato do vereador Boca Aberta. A sessão de julgamento foi marcada para o próximo domingo (15), às 8h. 

O vereador Boca Aberta afirma que "o processo de cassação teria que ser concluido em 90 dias" e, segundo ele, deu 90 dias na segunda-feira (9). Em relação ao prazo, Rony Alves afirma que o vereador Boca Aberta "usou de todos os subterfúgios possíveis imagináveis das formas piores que possa pensar" para que a data não fosse cumprida.

Boca Aberta escreveu uma carta na notificação do relatório final da CP dizendo não aceitá-la devido ao prazo de 90 dias, que segundo ele, foi encerrado na segunda-feira (9). Ele recebeu o parecer do relatório final, mas não assinou a notificação da data da sessão de julgamento. 


(Com informações do repórter Guilherme Marconi)

Redação Bonde
 

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