Criado em 22 Maio 2019

Os Correios vão desativar sete agências no Paraná até o dia 5 de julho. Serão quatro em Curitiba e uma em Londrina, Maringá e Guarapuava. Em todo o país, os Correios migrarão as atividades de 161 agências.

De acordo com a empresa, o fechamento faz parte do processo de readequação da rede de atendimento que iniciou em 2018 e busca assegurar a produtividade e a rentabilidade das unidades. O superintendente estadual de operações dos Correios, Paulo Cezer Kremmer dos Santos, justificou que as agências que serão fechadas estão próximas de outros pontos de atendimento capazes de absorver a demanda do público.

Em Londrina, será desativada a agência Juscelino Kubitschek, localizada na rua Sergipe. O atendimento será transferido para a agência central, na rua Rio de Janeiro. Os dez funcionários da unidade, de acordo com Santos, poderão optar pela mudança de cargo para carteiros ou serem transferidos para outra unidade em que haja necessidade de funcionários. O remanejamento poderá ser para outra cidade ou até mesmo para outro estado.

“Ele poderá escolher dentro daquelas que têm disponibilidade. Temos unidades deficitárias onde atendemos com funcionários volantes”, explicou o superintendente. No Estado a decisão vai afetar 58 funcionários.

Para o Sintcom (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná) a decisão dos Correios é o pontapé da privatização da empresa. “Entendemos que é o começo da privatização. Estamos tentando segurar esse fechamento”, afirmou Marcos Rogério Inocêncio, secretário geral do Sintcom.

Está marcada uma audiência pública na AL (Assembleia Legislativa do Paraná) no dia 17 de junho para discutir o projeto de readequação das agências. “Em 2016 foi feito uma audiência pública e deu frutos. Agora queremos chamar a atenção da população. Ela será a maior prejudicada”, comentou o secretário.

Na avaliação do sindicato, a medida pode abrir espaço para demissões. “Há uma pressão psicológica. Os atendentes que não optarem pela mudança de cargo podem ser transferidos para outras cidades, abrindo espaço para demissão de quem não aceitar”, afirmou Inocêncio. A categoria convocou assembleias regionais nesta terça-feira (21) à noite para discutir a questão.

O superintendente estadual contesta o Sintcom e afirmou que não haverá demissão em virtude do fechamento das agências. “De forma alguma haverá demissão. Tivemos uma conversa com o sindicato e já fizemos a comunicação pessoal aos empregados. Precisamos readequar para preserva a empresa e os funcionários”, declarou Santos.

O sindicato se reuniu, nesta terça-feira (21), com os funcionários da agência Juscelino Kubitschek de Londrina, mas, segundo o diretor do sindicato, Christian Felipe Ratz Pires, a categoria ainda não tem um posicionamento.

Correios fecham agências em Londrina e Maringá