Criado em 09 Novembro 2017

Roubos com uso de arma de fogo, emprego de explosivos ou artefatos similares, como os utilizados para o assalto a agências bancárias, terão uma pena maior. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei 149/2015 que altera o Código Penal e aumenta a pena básica para esses crimes, que é de quatro a dez anos de reclusão, em dois terços do tempo.

A aprovação ocorreu em caráter terminativo e será enviado para a apreciação da Câmara dos Deputados.

O texto prevê ainda que, caso a ação criminosa resulte em lesão corporal grave, a pena será de sete a dezoito anos de reclusão, além de multa. Se houver mortes, a reclusão prevista é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.

Na justificativa, o senador Otto Alencar (PSD-BA), autor da iniciativa parlamentar, destacou o aumento significativo de roubos com explosivos. “Esperamos, com essa alteração, contribuir para a redução das ocorrências, deixando o custo do cometimento do crime mais caro para o infrator”, escreveu.

 

 
Criado em 31 Outubro 2017
Um homem de 28 anos matou cinco pessoas e feriu uma na manhã desta segunda-feira (30), em Campinas (SP). Quatro das mortes ocorreram no distrito de Sousas, pouco antes das 6h30, no endereço da família do próprio atirador. O pai, uma irmã e um vizinho do suspeito estão entre os mortos.
Pela manhã, havia a confirmação de três mortes, mas, no início da tarde desta segunda, a quarta vítima fatal foi encontrada carbonizada no local e um homem, que estava ferido, não resistiu e morreu no hospital após receber atendimento, subindo para cinco as vítimas fatais.
 

Sequência

 
Segundo a PM, após cometer quatro assassinatos na casa da própria família, o atirador seguiu de carro para outra região da cidade, onde fez vários disparos contra a ex-namorada e o atual companheiro dela. O quadro da mulher é estável, e o homem é a vítima que faleceu no início da tarde.
Viaturas da polícia localizaram o suspeito, identificado como Antonio Ricardo Gallo, próximo à Avenida Prestes Maia, uma das mais movimentadas da cidade. O atirador se suicidou com um tiro na cabeça ao ver os policiais, informou a corporação.
Dois revólveres calibre 38, com numeração suprimida, foram encontrados dentro do veículo do atirador e apreendidos. Ele já tinha passagens na delegacia e, segundo a EPTV, uma ordem judicial o impedia de se aproximar da família. A Polícia Civil investiga o que motivou os crimes. O caso foi registrado no 12º Distrito Policial.

Mortes

 
As mortes ocorreram na Rua João Maria Batista, em Sousas. A polícia foi acionada após uma moradora do bairro ouvir os disparos.
As vítimas com identidade já divulgada são: Ana Cristina Gallo, de 29 anos, irmã do atirador; Antonio Valentim Gallo, de 60 anos, pai do atirador; e Elenilson Freitas do Nascimento, identificado como vizinho da família. A casa onde as vítimas estavam foi incendiada pelo atirador e o quarto corpo foi encontrado carbonizado no local, por volta das 12h30.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo foi combatido rapidamente. Três viaturas foram deslocadas para a ocorrência, e o local do crime foi cercado para o trabalho da perícia.
 

Suicídio

 
O corpo do atirador também passou por perícia. Ele morreu dentro do próprio carro, segundo a Polícia Militar. A morte foi constatada pelo resgate do Corpo de Bombeiros, acionado pela PM, logo após ele ter efetuado o disparo.
Além das duas armas, a PM encontrou no carro 12 cartuchos deflagrados e 26 munições intactas. O suspeito também portava um cinto próprio para o acondicionamento das armas.
O acesso da Rodovia Anhanguera para a Avenida Prestes Maia, onde o criminoso morreu, ficou congestionado durante a manhã.
 
 
Criado em 31 Outubro 2017

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou nesta segunda-feira (30) a revisão do Orçamento de 2018 com a previsão de redução de R$ 4 no valor do salário mínimo para o próximo ano, que passa de R$ 969 para R$ 965.

"Esse não é o valor que está sendo definido, mas uma projeção para fins orçamentários. O valor será fixado apenas em janeiro, como determina a lei, com a publicação de um decreto. É uma estimativa com base na estimativa da inflação", explicou o ministro.

O valor menor ocorre devido a redução da previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC).

Em outubro, o governo já havia divulgado uma previsão para o salário mínimo de 2018. O valor de R$ 979 que constava na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), então foi reduzido para R$ 969. Nesta segunda, uma nova diminuição na previsão foi anunciada, agora para R$ 965.

Mesmo crescimento

Na mensagem modificativa do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2018, que será enviada ao Congresso Nacional, o governo mantém a previsão de crescimento de 2% do PIB para 2018 e uma inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,2%.

Já a estimativa do INPC, teve uma leve modificação em relação à proposta orçamentária em tramitação no Congresso, de 4,2%, para 4,3%.

No documento que será enviado ao Congresso, o governo reduz a previsão de taxa Selic para o próximo ao de 8% ao ano para 7,25%.

O governo está enviando ao Congresso a mensagem modificativa porque a peça orçamentária enviada em 31 de agosto não considerou a revisão da meta de déficit fiscal para o ano que vem e a redução das despesas.

"Definido por lei"

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda que o novo valor do salário mínimo para 2018, anunciado pelo Ministério do Planejamento, é determinado pela aplicação da lei, e não por escolha política. Meirelles destacou ainda que o montante depende do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país e da inflação.

"O salário-mínimo ele basicamente está definido por lei. A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário-mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação. Então é meramente uma questão de definir esses itens", disse, após participar de uma palestra na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na capital paulista.

"Isso aí não é uma questão de escolha, muito menos de escolha política. É uma questão de cálculo matemático. E eventualmente a inflação cai, isso pode gerar um salário-mínimo um pouquinho menor, mas o fato concreto é que temos todos que seguir a lei", disse Meirelles.

Por lei, até 2019, o salário mínimo é definido com base no crescimento da economia dos dois anos anteriores somado à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também do ano anterior.

Agência Brasil
 
Criado em 13 Outubro 2017
Uma professora de Restinga (SP) é suspeita de colocar alunos com idades entre 3 e 4 anos dentro do cesto de lixo e deixá-los amarrados por dez segundos, contados com a ajuda da classe, como forma de punição em casos de indisciplina.
O advogado Rui Engracia Garcia, que representa a docente, negou as acusações, afirmando que as mães querem prejudicá-la, depois que foram chamadas ao colégio para ter ciência de casos de indisciplina dos filhos.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as denúncias, mas o delegado Eduardo Lopes Bonfim adiantou que as imagens das câmeras de segurança da sala de aula não registraram nenhum tipo de agressão por parte da docente.
Ainda de acordo com o delegado, inicialmente a versão das famílias era de que as crianças foram colocadas em cestos de lixo na sala de aula. Depois, as mães passaram a relatar que os "castigos" ocorreram no pátio, em sacos de lixo.
“Há contradições, porque, a princípio, disseram que isso ocorreu dentro da sala de aula. Agora, estão falando que a professora retirou os alunos da sala e fez isso no corredor. Ela pegaria a criança pelo pé, de ponta-cabeça, e enfiaria dentro de um saco”, contou.
A Prefeitura de Restinga também instaurou uma sindicância para apurar o suposto castigo e informou que a educadora foi afastada do cargo, inicialmente por 30 dias. Caso a apuração seja estendida, o afastamento pode ser prorrogado por mais um mês.
Denúncia
O Conselho Tutelar foi o primeiro a receber as denúncias, em 19 de setembro, quando a mãe de um aluno de 4 anos relatou que o filho não queria mais frequentar a Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Célia Teixeira Ferracioli porque estava com medo da professora.
O presidente do Conselho Tutelar, Adilson Paulino Rosa, contou que a família foi orientada a procurar a direção da creche e a fazer um boletim de ocorrência. Logo depois, outras duas mães foram à entidade com a mesma queixa contra a docente.
“Pela forma que chegou a nós, quando a criança tinha alguma atitude de indisciplina, ela pegava e colocava dentro do cesto de lixo, tampava e fazia os alunos contarem até 10, levando de uma forma que eles pensassem que se tratava de uma brincadeira”, afirmou.
Ainda com base no relato das mães, Rosa disse que alguns alunos choravam muito e até se debatiam dentro do cesto de lixo. Quando isso acontecia, a professora retirava as crianças antes do término da contagem.
“Chegou até nós a informação de que algumas crianças gostavam, mas outras ficaram perturbadas com isso, relatando que não queriam mais ir à escola. Ela já tinha trabalhado a história do homem do saco e algumas crianças ficaram bastante assustadas”, disse.
O conselheiro apresentou os fatos à Secretaria Municipal da Educação, que formou uma comissão de sindicância para apurar a conduta da professora. As famílias foram encaminhadas para acompanhamento psicológico na rede pública de saúde.
“Pelos relatos, isso ocorreu várias vezes, com várias crianças”, disse Rosa. “Ela não tinha histórico de agressão, nada. Inclusive, ela tinha um bom conceito diante das mães. Profissionalmente, sempre foi uma profissional exemplar, até então”, completou.

Em nota, a Prefeitura de Restinga confirmou que nunca havia registrado reclamações contra a professora, por parte de pais de alunos.
 
Família reclama
Tia de um menino de 3 anos que supostamente foi vítima dos castigos, a chef de cozinha Cátia Cardoso da Silva contou que a família desconfiou que algo estivesse errado quando o sobrinho disse que não queria mais ir à creche.
"Ele disse 'não, mamãe, não quero ir para a creche'. Daí, a minha cunhada perguntou por que e ele respondeu: 'a tia põe a gente no saco, amarra e conta até dez'. Ele disse que ela fazia isso com ele e com mais dois meninos", afirmou.
Diferente dos relatos que chegaram ao Conselho Tutelar, o menino contou que as agressões não ocorreram dentro da sala de aula, mas no pátio, em um local onde, segundo Cátia, não há câmeras de segurança instaladas.
"Na realidade, tem um período em que ela fica sozinha com as crianças, não fica com a ajudante. Tem um período de duas horas em que elas não ficam juntas, uma vai almoçar e a outra fica. Deve ter sido nesse período", disse a chef de cozinha.
Cátia afirmou que o sobrinho voltou a frequentar a creche, após o afastamento da professora. Entretanto, segundo a tia, um colega dele não vai às aulas porque tem medo de ser colocado no saco de lixo novamente.
"É um castigo que ela dava, uma forma de eles terem medo dela. Meu sobrinho é muito danado, mas como todas as crianças dessa idade. Ele ficou com pânico, tem problema respiratório, mas depois que viu que ela não está mais na classe, voltou para a creche", disse.
Investigação
Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, um inquérito foi instaurado com base nas denúncias apresentadas por duas mães à Polícia Civil. Entretanto, Bonfim disse que há muitas divergências nos relatos sobre o suposto castigo.
A educadora ainda não foi chamada a depor, mas o delegado confirma uma conversa informal com a docente e com a assistente dela. Ambas negaram as acusações. Bonfim disse também que analisou os vídeos das câmeras de segurança e não encontrou indícios de crime.
“Coincidentemente, isso ocorreu logo após a mãe de um desses alunos ser chamada na creche por um problema do filho, que fez xixi em outro menino. Inclusive, segundo essa professora, as duas crianças que teriam reclamado do fato são alunos meio problemáticos”, afirmou.
Agora, o delegado convocará todos os envolvidos a prestarem depoimentos formais. Bonfim disse que também solicitará amostras dos sacos de lixo usados na creche, para avaliar se suportam o peso de uma criança.
“Vou, aleatoriamente, ouvir outras mães, de outras crianças que estão na mesma creche, para ver se alguma delas, depois dessa denúncia, falou alguma coisa para a mãe sobre a atitude da professora, ou reclamou de algum outro castigo”, concluiu.
Defesa
O advogado Rui Engracia Garcia apresentou a mesma justificativa do delegado sobre as denúncias, destacando que funcionários da creche já prestaram depoimento à comissão de sindicância instaurada pela Prefeitura e negaram a aplicação dos castigos.
"Um dos meninos teria urinado em um colega, mostrado a genitália e a professora chamou a mãe, deu uma bronca. Passaram dois dias, a mãe foi à creche com essas acusações. Pode ser imaginação do menino", disse.
Ainda segundo o advogado, a educadora atua na rede municipal de ensino há oito anos e nunca houve nenhum registro de reclamações contra ela.
"Como o próprio delegado confirmou, as imagens dizem tudo e nada foi encontrado. Ela sempre foi muito respeitada pelas mães, muito querida pelos alunos. Nada aconteceu, é uma retaliação da mãe para prejudicá-la", concluiu.
 
 
 
FONTE - GLOBO.COM
 
Criado em 13 Outubro 2017

O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, estabeleceu, nesta sexta-feira (13), prazo de 48 horas para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregar na Secretaria da 13ª Vara Federal de Curitiba os originais dos recibos de aluguel do apartamento 121 do edifício Hill Houve, em São Bernardo do Campo, imóvel que teria sido adquirido com propinas da empreiteira Odebrecht, segundo acusação do Ministério Público Federal. "A defesa tem a posse dos recibos e pode extrair cópias antes de entregá-los, o que já é medida suficiente para prevenir qualquer chance de adulteração superveniente, ainda que seja surpreendente que isso seja aventado pela defesa."

Moro considerou "desnecessária" uma audiência formal para entrega dos documentos ou a presença de perito. "Os recibos deverão ser entregues na Secretaria deste Juízo e que os acautelará para submetê-los a perícia caso seja de fato deferida."

O apartamento, vizinho à residência de Lula, está em nome do engenheiro Glaucos Costamarques, apontado pelos investigadores como "laranja" do ex-presidente da República. Glaucos é primo distante do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula.

A investigação sobre a autenticidade dos recibos do aluguel que teria sido pago a Glaucos pelo uso do imóvel foi aberta por iniciativa do Ministério Público Federal, por meio de um incidente de falsidade.

Os advogados do ex-presidente rechaçam a suspeita. Eles haviam entregue à Justiça cópias dos recibos, alguns com datas inexistentes no calendário, como 31 de novembro.

Agência Estado
 
 
Criado em 11 Outubro 2017

Em 15 de outubro começa o horário de verão e muitos pensam que adiantar uma hora traz mudanças apenas nos ponteiros do relógio. Mas não é bem assim. Especialistas afirmam que o relógio biológico sai do ritmo que está acostumado e o corpo sente o impacto dessa privação do sono. 

"No horário de verão ocorre uma transitória dessincronização interna, impactando no sono, que é crucial para a atividade do organismo", afirma Edson Delattre, professor aposentado do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 

O neurocientista Fernando Louzada, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), lembra ainda que algumas pessoas já estão no limite de ajuste do sono. "Há uma parcela da população que teria uma preferência a acordar mais tarde devido à condição genética, mas que já estão se esforçando diariamente para acordar mais cedo. É nessa parcela da população que a privação de uma hora a mais de sono é mais impactante."

Pensando em maneiras de amenizar os efeitos dessa mudança, Delattre recomenda alguns hábitos de higiene do sono. "Dias antes do horário de verão, as pessoas devem buscar dormir um pouco mais cedo, devem abrir as cortinas para deixar que a luz solar as despertem, ou seja, de forma mais natural; e também evitar o consumo de cafeína e estimulantes à noite", indica. 


Para a adaptação ao novo horário, Louzada diz que é importante sinalizar para o cérebro sobre a mudança. "A ideia é indicar que o dia já começou. Ao acordar, ligue as luzes, pois lá fora ainda estará escuro. Esse ‘recado’ também vale para a noite, ou seja, avise o cérebro que o dia terminou, evitando a exposição à luz." 

O professor Luiz Menna-Barreto, do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da USP (Universidade de São Paulo), destaca que a capacidade de ajuste do corpo humano é o aspecto mais fascinante da ritmicidade biológica, pois "viabiliza, por exemplo, nossa adaptação aos horários japoneses quando passamos a viver por lá. Essa propriedade se vale de mecanismos moleculares nos quais atuam os genes identificados pelo trio vencedor desta edição do Nobel", completa. 

 



Até fevereiro 

O horário de verão entra em vigor no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro (será no dia 18). A mudança vale para Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. 

A alteração não vigora no Norte e Nordeste. A economia reflete o maior uso de iluminação natural, quando os relógios são adiantados em uma hora. 

O programa foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932 e vem sendo adotado continuadamente desde 1985. O governo chegou a cogitar o fim do horário de verão, mas optou por manter ao menos até este ano.

Micaela Orikasa/Grupo Folha
 
 
Criado em 08 Outubro 2017

Há 300 anos, uma pescaria se transformou num dos fatos mais importantes do catolicismo brasileiro. Atentos à ordem da Câmara de Guaratinguetá de obter o máximo possível de peixes para recepção do novo governador, três pescadores - Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves - jogaram as redes no Rio Paraíba. Passaram horas sem nada conseguir até que, no Porto Itaguaçu, pescaram uma imagem de barro decapitada. Em seguida, encontraram a cabeça de Nossa Senhora da Conceição. Minutos depois, já havia tanto peixe que mal conseguiam carregar. Décadas depois, a escultura negra de 37 centímetros se tornaria um dos símbolos do País e, já como Nossa Senhora Aparecida, ganharia do papa Pio XI em 1930 o título de Padroeira do Brasil. 

Hoje, o Santuário Nacional de Aparecida é o maior centro mariano do mundo em tamanho e o segundo em frequência - só perde para o de Nossa Senhora de Guadalupe, no México. A cada ano, cerca de 12 milhões de romeiros visitam o município de Aparecida, à margem da Via Dutra, distante 180 km de São Paulo. Ali, católicos do Brasil todo se misturam a estrangeiros, que se multiplicaram após a visita de Bento XVI, em 2007. 

A maioria segue a mesma rotina: assistir à missa - são seis por dia de segunda a sexta-feira e sete ou oito aos sábados e domingos - e rezar na basílica, antes ou depois de passar diante da imagem original de Nossa Senhora. É uma fila constante. Devotos contemplam em silêncio a padroeira de manto colorido e coroa de ouro dada pela princesa Isabel, fazem pedidos, agradecem favores e milagres. No subsolo, visitam a Sala das Promessas e podem batizar crianças (e adultos) se pais e padrinhos tiverem feito curso de preparação em suas paróquias.

 



O Santuário-Basílica, que é também a catedral da Arquidiocese, está em construção desde 1946. A terraplenagem começou em 1952 e o primeiro atendimento a romeiros foi em 1959. Atividades religiosas só passaram a ser feitas em 1982, quando a imagem foi levada da Basílica Velha para a Nova. Em 1984, quatro anos após ser consagrado por João Paulo II, o local virou Santuário Nacional. 

Já a data em que a imagem foi resgatada do Paraíba no século 18 é controversa. O livro "História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida", publicado em 1979 por Júlio Brustoloni, diz que é certo que dom Pedro de Almeida, o conde de Assumar, governador de São Paulo e Minas que motivou o pedido dos peixes, ficou em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro de 1717. Outro livro - "Senhora Aparecida", de Tereza Galvão Pasin - conta que a imagem foi levada para a casa de Felipe Pedroso, o mais velho dos três pescadores. Seu filho Atanásio fez um altar para Nossa Senhora numa capelinha perto da estrada entre São Paulo e Minas. Todo sábado, alguém aparecia ali para rezar. Logo começaram relatos de milagres, como o das velas que se acenderam sozinhas, do escravo cujas correntes se arrebentaram quando pediu proteção da Virgem Maria e o do cavalo (ou mula) que grudou as patas dianteiras nas pedras da escadaria, quando o dono ameaçou entrar montado na Matriz. Num quarto milagre, uma menina cega de Jaboticabal começou a enxergar. Houve ainda o resgate milagroso de um menino que se afogava no Paraíba. 

Segundo anotações guardadas na Cúria Metropolitana de Aparecida, a imagem da padroeira tinha originalmente "tez branca no rosto e nas mãos, manto azul escuro e forro vermelho-granada". E por que então ficou negra? Documento transcrito por Tereza Pasin levanta uma hipótese: "Pelo fato de ficar por muitos anos submersa no lodo das águas e, posteriormente, exposta ao lume e à fumaça dos candeeiros, velas e tochas, (a imagem) adquiriu a cor que hoje conserva". 

 
Oswaldo Corneti/Fotos Públicas



Devoção que se espalha 

Em três séculos, a devoção a Nossa Senhora Aparecida, que ganhou esse nome por ter "aparecido" aos pescadores, espalhou-se Brasil afora. Chegou com os tropeiros da Feira de Muares de Sorocaba a Curitiba, Viamão e Laguna no Sul, atingiu as minas de Cuiabá com mineradores, alcançou Goiás com sertanistas. Por 145 anos, até 1888, multidões rezaram aos pés da imagem numa capela de paredes de taipa e pilão erguida pelo padre José Alves Vilella nas encostas do Morro dos Coqueiros. Só em 1888 ela foi reinaugurada como Matriz Basílica. Sem ostentar a riqueza dos altares dourados da época colonial, o primeiro santuário de Aparecida foi tombado pelo interesse histórico, religioso e arquitetônico em 1982. Após restauro, foi reinaugurado em 2015. É a atual Matriz Basílica ou Basílica Velha. 

Já a grande basílica às margens da Dutra, que deve lotar neste feriado, ainda continua em obras. A previsão é terminar o revestimento da cúpula central neste mês. Todas as paredes exibem pinturas bíblicas do artista plástico Cláudio Pastro. Ao morrer, em outubro de 2016, ele deixou esboços dos desenhos que faltam. Padres da Congregação do Santíssimo Redentor, que dirigem o santuário e cuidam da pastoral de devoção mariana desde 1894, vão iniciar agora o acabamento externo. Ex-ecônomo, reitor e bispo auxiliar de Aparecida, dom Darci Nicioli afirma que as obras do Santuário não terminarão nunca, "pois sempre haverá trabalho de manutenção e melhorias". 

O dinheiro chega como doações depositadas em cofres ou depósito bancário. Os padres e o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, pedem contribuição por rádio e televisão. Serviços a romeiros são prestados por empresas terceirizadas, como restaurantes e lojas do Centro de Apoio ao Romeiro, que não podem vender artigos contrários à doutrina católica. A farmácia não vende preservativos, porque a Igreja proíbe controle artificial de natalidade. "Toda a obra do Santuário é bancada por doações dos devotos", informa o padre João Batista de Almeida, sucessor de dom Darci no cargo de reitor. 

O dinheiro arrecadado paga ainda programas sociais e de evangelização. Na comunicação, o Santuário mantém uma rede de rádio, a TV Aparecida, portal, revistas, jornal e a editora Santuário. Um centro de evento para 8 mil pessoas sentadas recebe show, peça, esporte e celebração religiosa. Além de João Paulo II e Bento XVI, o papa Francisco visitou Aparecida em julho de 2013, em sua primeira viagem ao exterior. Prometeu voltar nos 300 anos, mas cancelou por questão de agenda. O presidente Michel Temer insistiu, mas recebeu um não diplomático do Vaticano.

Agência Estado
 
Criado em 08 Outubro 2017

Um apostador de Guarulhos (SP) acertou as seis dezenas no concurso 1.975 da Mega-Sena, sorteado no sábado (7) à noite em Itapiranga (SC), e vai receber o prêmio de R$ 22.575.348,57. Foram sorteadas as dezenas 08, 11, 24, 26, 47 e 57. 

A quina saiu para 76 apostadores e vai pagar a cada um R$ 33.102,68. A quadra teve 5.845 ganhadores, que receberão o prêmio individual de R$ 614,88. 

 
Criado em 27 Setembro 2017

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse hoje ter ficado assustado e preocupado com os dados de uma pesquisa da Agência Nacional de Águas (ANA) que aponta que apenas 45% dos lares brasileiros têm algum tipo de tratamento de esgoto. 

O levantamento da ANA, batizado de Atlas Esgotos, traz o diagnóstico da coleta e do tratamento de esgotos em cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Mostra ainda o impacto do lançamento da carga orgânica de esgotos em açudes, rios e oceanos. 

"É preciso que se protejam as nascentes e matas ciliares. Há alguns anos, houve a crise hídrica no Sudeste, e São Paulo teve que fazer obras para suprir a necessidade de água. Ali, se verificou que as bacias [hidrográficas] que levavam a água para os reservatórios que abastecem [a Grande] São Paulo eram as mais desprotegidas", disse Sarney Filho. 

"Fiquei assustado ao ver que, na Mata Atlântica, rios e córregos estão secando. Em Brasília, no cerrado, berço das águas, estamos em pleno racionamento", acrescentou o ministro, lembrando dos incêndios que têm consumido diversas reservas florestais no país. 

O Atlas Esgotos mostra para alcançar a universalização do esgotamento sanitário na área urbana do país seriam necessários cerca de R$ 150 bilhões em investimentos, tendo como horizonte o ano de 2035. Cerca de 50% dos municípios que precisam de serviço de tratamento convencional de esgoto, demandam 28% do valor estimado. Já 70 dos 100 municípios mais populosos requerem uma solução complementar ou conjunta e concentram 25% do total de investimento. 

Segundo o estudo, na maioria dos municípios (4.288) o serviço de saneamento é prestado pela própria prefeitura ou há um prestador que precisa aprimorar a capacidade de gestão. Entretanto, parte significativa da população urbana (87 milhões de habitantes), projetada para 2035, vive nos municípios cujo prestador de serviço tem situação institucional consolidada.

Agência Brasil
 
Criado em 13 Setembro 2017

O preço médio da gasolina para o consumidor brasileiro atingiu na semana passada o valor recorde no ano de R$ 3,850 por litro. Os dados são do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis (LPMCC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre os dias 3 e 9 deste mês e divulgado nesta terça-feira (12).

A pesquisa analisou 3.160 postos e encontrou preço mínimo de venda da gasolina de R$ 3,149 e máximo de R$ 4,950. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina por litro alcançou R$ 3,410.

Em relação ao etanol, o preço médio por litro vendido para consumo foi de R$ 2,612 na semana pesquisada, atingindo valor de R$ 2,265 na distribuidora. Já o litro de diesel chegou ao consumidor pelo preço médio de R$ 3,150 e à distribuidora por R$ 2,759.

O Levantamento de Preços e Margens de Comercialização de Combustíveis abrange preços pesquisados em 459 localidades brasileiras.

Agência Brasil
 
 

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