Criado em 17 Fevereiro 2019

Mais 19 venezuelanos chegaram na madrugada deste sábado (16) em Goioerê, no noroeste do Paraná. Eles vão viver em um sítio da Aldeia infantis SOS – uma instituição internacional que faz atendimento a famílias necessitadas.

O sítio fica na área rural, a dois quilômetros de distância do Centro da cidade.

Eles estão inseridos no projeto de interiorização, criado para lidar com o intenso fluxo de venezuelanos que cruzam a fronteira de Pacaraima, no Norte de Roraima, e que busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros.

De acordo com Alessandra da Silva Salvador, coordenadora do projeto Brasil sem Fronteiras, os venezuelanos chegaram em um ônibus do Exército Brasileiro.

O grupo vai se unir a mais 26 pessoas que já vivem na aldeia. Pelo local, já passaram mais de 90 venezuelanos que conseguiram emprego e deixaram a aldeia.

As crianças e jovens estão matriculados e estudando. Os que chegaram agora, devem fazer a matrícula ainda essa semana.

Das 15 mulheres da aldeia, apenas uma está trabalhando com carteira assinada e dá aulas de inglês em uma escola particular. Outras duas fazem faxina na cidade.

 

Interiorização

 

No projeto de interiorização, todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil - inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis nos destinos. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida.

 
A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.