Criado em 15 Janeiro 2019

Vizinhos chamaram a polícia ao ouvirem os gritos de socorro da criança de dentro da casa, no Residencial Alvorada, em Salto. Pai foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

menina de 7 anos que teria sido estuprada pelo pai, de 51 anos, no Residencial Alvorada, em Salto (SP), entrou em estado de choque, segundo informações do boletim de ocorrência. Vizinhos chamaram a polícia na noite da última sexta-feira (11) ao ouvirem os gritos de socorro da criança.

Os policiais tiveram que pular a janela da casa, pois o suspeito não atendeu ao chamado da equipe na entrada da residência. Ao entrarem, os policiais encontraram Carlos Roberto Sabiá de cueca em cima da cama com a menina, que estava quase sem roupa.

De acordo com o B.O., a menina estava visivelmente traumatizada e não conseguiu se comunicar com os policiais que atenderam à ocorrência. Um exame de corpo de delito foi expedido e deve ser feito nesta segunda-feira (14).

O delegado de plantão solicitou que seja colhido o depoimento da menina sob a orientação de um psicólogo, com o objetivo de preservar a saúde mental da criança.

O Conselho Tutelar também foi acionado e, após conversas com a irmã da vítima, de 28 anos, decidiu deixar a criança sob os cuidados dela, ainda segundo o registro.

Os pais da menina são separados e, apesar da guarda ser da mãe, ela costumava visitar frequentemente o pai, que morava no Residencial Alvorada.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou que a prisão em flagrante de Carlos Roberto foi convertida em prisão preventiva após a audiência de custódia.

 

Vizinhos ouviram os gritos

 

Em entrevista ao G1, os vizinhos que acionaram a polícia - e pediram para ter as identidades preservadas - disseram que esta não foi a primeira vez que ouviram gritos da criança.

 

"A gente achava que era coisa de pai e filha, dele batendo nela. Até chegamos a alertar a mãe sobre o que acontecia. Mas, na sexta-feira, os gritos mudaram, ela não parava de falar 'para, pai. Sai de cima. Não quero'. Por isso chamamos a polícia, achamos estranho", conta uma das vizinhas.

 

Ao chegar ao local, os policiais utilizaram inicialmente a casa dos vizinhos para confirmar se havia algum barulho e, quando ouviram os gritos da menina, resolveram invadir o local.

G1 também conversou com a mãe da menina, que garantiu ter um bom relacionamento com o ex-companheiro e que não acredita na história do estupro. Disse ainda que, como o caso vai correr em segredo de Justiça, prefere não comentar mais nada até que tudo seja provado.

G1