Criado em 15 Março 2018

queimaduras sofridas por uma criança de um ano em uma creche de Campo do Tenente, na Região Metropolitana de Curitiba, devem ter sido provocadas por água, afirmou nesta quarta-feira (14) o cirurgião plástico José Luiz Takaki, que atendeu o bebê no Hospital Evangélico de Curitiba.

Segundo ele, a maior probabilidade é de que a água tenha sido espirrada no corpo do menino. Se fosse outro líquido, as queimaduras poderiam ser mais graves, disse o médico. A criança teve queimaduras de segundo grau superficiais nas mãos, umbigo, parte da coxa e no órgão genital.

Conforme a Secretaria de Educação, o menino foi queimado quando uma estagiária da Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Pequenos Brilhantes dava banho nele na sexta-feira (9). A professora afirmou que estava na sala de aula, cuidando de outras seis crianças.

Os pais contestam a versão da secretaria. "Eu fiquei chocado, não consigo acreditar que foi um chuveiro. Eu acho que eles pegaram ele no colo com um copo e acabou derramando alguma coisa", afirmou Pedro Maciel Ribeiro, pai do menino, no sábado (10).

A direção da creche alegou que houve um problema no chuveiro da unidade, que esquentou demais a água e a estagiária não percebeu. O aparelho foi trocado nesta semana e ninguém soube dizer onde foi colocado.

A diretora da creche, a professora e a estagiária estão afastadas das funções enquanto um processo administrativo apura o caso, conforme a secretaria.

O estado de saúde da criança é considerado estável. O médico contou que ele deve seguir internado, sem previsão de alta.

 

Investigação

De acordo com o promotor Juliano da Silva, que apura o caso, até esta quarta-feira sete pessoas prestaram depoimento ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), em Rio Negro, também na Região Metropolitana de Curitiba.

Ele informou que deu prazo de 15 dias para que a prefeitura encaminhe documentos e o Instituto Médico-Legal (IML) conclua o laudo das lesões corporais da criança. O prazo começa a contar a partir das notificações, que devem ocorrer na quinta-feira (15).

Segundo o promotor, ele tem prazo de 90 dias para encerrar o procedimento investigatório, mas prevê que a conclusão saia em 30 dias.

G1