Criado em 17 Março 2016

Em reunião realizada nesta quinta-feira (17), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, com os representantes do sindicato dos professores, que participaram de greve nacional , a secretaria de Estado da Educação admitiu que a remuneração dos profissionais no Paraná está abaixo do piso. Porém, ficou definido que a categoria será recebida, na próxima semana, pelo novo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), para dar continuidade ao diálogo financeiro. "Esse debate foi feito e eles admitiram que não pagam o piso, mas, agora, se eles vão pagar é outra coisa", afirma a secretária educacional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Walkíria Olegário Mazeto. 

"Por conta das mudanças de cargo que aconteceram essa semana, nossa pauta ficou prejudicada, a definição do piso ficou para semana que vem", completa Mazeto. Ela esteve na reunião e explicou que o deputado federal Valdir Rossoni deve agendar uma reunião assim que assumir a chefia, no próximo dia 21. Ele substituirá Eduardo Sciarra (PSD), que deixa o cargo por motivos pessoais e para preparar o partido para as eleições municipais deste ano. 

A adequação dos salários ao piso nacional é principal reivindicação dos educadores no estado. Já que o vencimento inicial para professores com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais, já com o o reajuste de janeiro de 2016, é de R$ 1982,05. Aproximadamente 7% a menos do que o piso, de R$ 2.135,64. 

"Eles [a secretaria] fizeram um levantamento com professores aposentados que foram contratados com magistério e ninguém recebe abaixo do piso. Mas, na referência da tabela de hoje, estamos abaixo", explica Mazeto. Os representes do sindicato também argumentaram que, desde a municipalização do ensino fundamental (do 1° ao 5° ano), os profissionais concursados devem ter ensino superior completo, ou seja, pertencem ao nível de licenciatura plena e, portanto, tem a remuneração inicial de 2,8 mil. O que não pode ser comparado com salário de R$ 2,1 mil, estipulado para professores com formação de nível médio, como veem sendo feito pelo Governo do Estado. 

Outras reivindicações 

Em relação a ampliação da jornada de trabalho, Mazeto disse que está em tramitação no Governo a medida que permite ampliação da jornada de 20 horas em 40, sem que o servidor precise fazer um novo concurso. Segundo discutido na reunião, a ampliação deve ser aprovada ainda este ano.

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, afirmou que o Governo do Paraná atende as demais reivindicações dos professores da rede pública de ensino. "A pauta é de um movimento nacional e o Paraná não se encaixa em nenhuma das reivindicações", afirmou a secretária. Por exemplo, a entrega de escolas à organizações sociais não ocorre no Paraná. O Paraná também não parcelou o pagamento de salários, como foi feito em outros estados. "Ao contrário, pagamentos integralmente os salários e o décimo terceiro e ainda fizemos a reposição da inflação, o que não ocorreu em outros estados brasileiros", afirmou Ana Seres. "Outro item da pauta nacional é a militarização de escolas, o que, igualmente, não acontece no Paraná", completou. 

Na reunião, a secretária confirmou a abertura dos protocolos para realização de novos concursos públicos na área da educação e reiterou que já foram solicitados estudos para escalonamento dos pagamentos de progressões e promoções. "Estamos empenhados em resolver essa questão", disse ela. 

Já foram disponibilizados em conta, nesta quarta-feira (16), os salários dos quatro mil professores contratados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS) para as reposições de conteúdo referente ao ano letivo de 2015, realizadas ao longo do mês de fevereiro. 

Reposição 

Durante a reunião com os representantes do sindicato dos professores, a secretária da Educação, professora Ana Seres, disse que a decisão sobre a forma de reposição aos estudantes, devido ao dia parado pela mobilização nacional, será decidida após reunião com os 32 chefes de Núcleos Regionais da Educação. Eles estarão em Curitiba nas próximas segunda e terça-feira (21 e 22). 

A orientação da Secretaria da Educação é que haja reposição (dia ou conteúdo) para que os estudantes não sejam prejudicados. Os detalhes serão definidos em conjunto entre a equipe técnica da Secretaria e as chefias de núcleos. 

Conforme o levantamento da Secretaria, 32% das 2,1 mil escolas do Estado aderiram à paralisação. "Muitas unidades funcionaram normalmente, inclusive o Pedro Macedo, de Curitiba, onde tive uma reunião de trabalho nesta manhã", disse a secretária. 

 

Bonde

 
Criado em 19 Janeiro 2016

Consulta de vagas foi liberada na tarde de segunda-feira (18).
Resultado da primeira chamada sai no dia 25 de janeiro.

Prouni considera as notas do Enem para conceder bolsas de estudos integrais ou parciais em universidades privadas (Foto: Reprodução)

As inscrições no processo seletivo para bolsas de estudo na primeira edição de 2016 do Programa Universidade para Todos (Prouni) serão abertas nesta terça-feira (19). O programa vai oferecer 203.602 bolsas na primeira edição de 2016, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). O total de vagas sofreu uma queda de 4%: em 2015 foram colocadas 213.113 bolsas no sistema. Já número de cursos subiu de 30.549 para 30.931.

O Prouni oferece bolsas parciais ou integrais em universidades privadas para estudantes de baixa renda. Elas são bancadas pelo governo por meio de renúncia fiscal de tributos que deveriam ser pagos pelas universidades.

A consulta das bolsas pode ser feita no site http://siteprouni.mec.gov.br/. As inscrições vão até 23h59 de 22 de janeiro.

Também nesta segunda-feira o MEC liberou a lista dos aprovados para 228 mil vagas em universidades públicas que foram selecionados por meio da primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2016.

Na próxima semana, entre os dias 26 e 29 começam as inscrições para contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Cronograma e inscrições do Prouni
O resultado da seleção do Prouni será divulgado em 25 de janeiro. Entre os dias 25 de janeiro e 1º de fevereiro deverá ser feita a comprovação da primeira chamada de aprovados.

A segunda chamada será divulgada em 12 de fevereiro, com matrículas entre 12 e 18 do mesmo mês. O prazo para participar da lista de espera será entre 26 e 29 de fevereiro.

Para se inscrever é necessário ter participado do Enem 2015 e ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do exame. É preciso, ainda, ter obtido nota na redação que não seja zero.

Condições de participação no Prouni
Podem participar estudantes egressos do ensino médio da rede pública; estudantes egressos da rede particular, na condição de bolsistas integrais da própria escola; estudantes com deficiência e professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Neste último caso, não é necessário comprovar renda.

Para concorrer às bolsas integrais, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Entenda: Sisu x Prouni x Fies
As três siglas representam iniciativas do governo federal na gestão do ensino superior. O Sisu é a sigla para Sistema de Seleção Unificada. Através do Sisu, instituições públicas - sem cobrança de mensalidade - selecionam alunos tendo como critério a nota do candidato no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O Prouni concede bolsas de estudos integrais ou parciais em universidades privadas. O foco são estudantes que saíram de escolas públicas e têm baixa renda.

Já Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) oferece contratos de financiamentos. Para se inscrever, no Fies é precisto ter feito o Enem a partir de 2010, com nota final de pelo menos 450 pontos, e ter renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.

Próximas edições do Sisu em 2016
Nesta primeira edição do ano, o Sisu selecionou candidatos para 228 mil vagas em 6.323 cursos de 131 instituições públicas. Segundo o MEC, houve aumento de 10,9% no número de vagas ofertadas em relação à primeira edição de 2015.

O MEC prepara, pela primeira vez, uma edição extra do Sisu para reduzir as vagas remanescentes na graduação. De acordo com a pasta, mais de 150 mil vagas nas universidades públicas ficaram ociosas em 2014, conforme o Censo da Educação Superior.

A previsão do MEC é selecionar tanto por meio das notas do Enem como pelo desempenho acadêmico do estudante na instituição superior em que ele já estuda, abrindo possibilidade para transferências. O Sisu das vagas remanescentes é parte da estratégia da pasta de diminuir as vagas ociosas e, para isso, o MEC vai mudar a forma com que são repassados recursos para instituições federais: passarão a receber mais recursos aquelas que têm mais vagas preenchidas.

Até o começo de janeiro não havia previsão de data, mas o ministro Aloizio Mercadante afirmou que primeiro o MEC cuidaria das edições do Prouni e do Fies de primeiro semestre para avaliar o Sisu extra. Também não foi divulgada data para o Sisu regular do segundo semestre. No ano passado ela ocorreu em junho e selecionou candidatos para 55.571 vagas oferecidas por 72 instituições.

G1

 
Criado em 30 Outubro 2015

Governador Beto Richa volta atrás na decisão de fechar escolas no Paraná. Ele divulgou através de sua página na rede social, um comunicado no qual estava deixando claro a decisão de não fechar nenhuma escola.
"Determinei há pouco a suspensão de qualquer medida que esteja em curso na Secretaria da Educação e que implique no fechamento de escolas ou colégios estaduais. A decisão foi tomada em uma reunião com a secretária Ana Seres, da Educação. Com isso, estão cancelados os estudos de reestruturação que incluíam principalmente imóveis alugados. Determinei também que sejam retomados os critérios utilizados nos últimos anos para o planejamento e ensalamento de estudantes que vierem a ser matriculados para o ano letivo de 2016", disse Beto Richa.
E as reações foram visíveis através dos comentários postados, dos visitantes do seu perfil na rede social, enquanto uns apoiavam a medida....outros criticavam por estar tentando limpar o nome do governador diante dos paranaenses, e que ano de 2016 seria ano político.
Na semana passada a Secretária Ana Seres falou do motivo de estar sendo tomado essa decisão. Explicou que o objetivo é sempre otimizar o funcionamento das unidades escolares, bem como zelar pela utilização eficiente dos recursos públicos. “Cada local tem uma realidade, portanto estavam aceitando contra-argumentações pontuais, após análise técnica”, relata a secretária. “Por ser um ano atípico, devido à greve, a secretaria se preocupa em garantir as condições necessárias para que não ocorram prejuízos pedagógicos. Nesse sentido, seria avaliado as argumentações das regionais, em benefício dos nossos estudantes”, completa.

 
Criado em 24 Outubro 2015

Pela primeira vez Assaí cedia a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Os colégios Conselheiro Carrão e Barão do Rio Branco foram os locais de provas. De acordo com os coordenadores da prova, para Assaí foram inscritos cerca de mil pessoas, divididos entre os dois colégios.
Participantes foram deslocados de toda região para aplicação do exame, devido a facilidade quanto ao percurso e comodidade de ser uma cidade próxima.
No primeiro dia (24) foram mais de quatro horas de prova, e houve 101 abstenções no Colégio Barão.
No segundo e último dia do Enem, os candidatos terão que responder a 90 questões de múltipla escolha. Dessas, 45 são da prova de linguagens, e 45 são da prova de matemática. Além disso, eles precisam fazer a prova de redação Os portões abrem às 12h fecham às 13h , e as provas terão início às 13h30. A duração da prova será de cinco horas e meia.

 
Criado em 15 Outubro 2015

Nem sempre são reconhecidos e homenageados como merecem. Muitas vezes o seu trabalho é quase invisível e outras tantas encontram resistência do lado de lá, mas todos concordamos em que poucas coisas são tão nobres e importantes quanto o trabalho de um professor.
Hoje, sendo o dia deles, a você, professor, eu desejo um dia maravilhoso, e a todos os demais, que reflitamos sobre a importância de tão fundamental e necessária profissão.
É você, professor, que vai esculpindo com sua dedicação, paciência e sabedoria as mentes das mulheres e dos homens do amanhã. Pelas suas mãos passa o futuro do país, e com elas você ajuda a moldar os cidadãos que tomarão conta desse futuro.
Ele divide o seu tempo. Caminha, despertando sabedoria, é parceiro da alegria de tantos. Abre portas de um novo amanhã, questiona a vida e desperta uma realidade.Nas fórmulas de raciocínios e regras.
Mestre! Que estende a mão tem o diálogo da nova caminhada para a aventura da vida. Faz germinar a missão de ensinar não só letras, mas, paz, esperança, solidariedade e coragem, para um novo amanhã que virá. Um exemplo para vencer na vida. As lições permaneceram: alguém que superou a dor, que foi lembrança, razão e o progresso, superando o cansaço a preocupação. Apenas uma luz, em suas mãos, um livro, uma pintura. Em seu olhar, a alegria de uma poesia. Parabéns à todos os mestres do conhecimento, de Assaí e do todo o Brasil. Nas fotos ilustrativas estão os professores do Colégio Barão do Rio Branco.

 

 
Criado em 07 Setembro 2015

Incertezas e dificuldades técnicas ainda persistentes no programa de financiamento estudantil do governo, o Fies, têm aumentado preocupações do setor de ensino privado para 2016. Segundo fontes do setor, o Ministério da Educação tem prometido ofertar cerca de 330 mil vagas ano que vem. Apesar da tensão envolvendo a aprovação do orçamento do próximo ano, a pasta tem afirmado que os recursos para tais vagas estão garantidos. 

Embora o próprio setor receba com certo ceticismo as perspectivas para o próximo ano, a oferta de vagas num ritmo próximo ao de 2015 (foram 314 mil vagas este ano) tende a ser sustentada pela inclusão de regras que permitem reduzir o gasto por aluno. Uma delas é a redução da prática de financiar o valor integral dos cursos. Além disso, pessoas no setor ainda esperam que o MEC implemente também no ano que vem um controle dos reajustes das mensalidades no programa. 

Algo comum antes das reformas deste ano, o financiamento integral passou, neste segundo semestre, a ser feito apenas para alunos com até 0,5 salário mínimo de renda mensal familiar per capita. O diretor executivo do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), Rodrigo Capelato, avalia que esses casos serão raros porque há entre esses alunos de baixa renda grupos de notas menores e o MEC impôs uma nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio para que se obtenha o Fies. 

A maior dúvida, porém, é a possibilidade de controle de preços no Fies. Depois de uma série de processos judiciais movidos pelas empresas de ensino, o MEC decidiu autorizar que as instituições reajustem em até 8,5% as mensalidades de 2015 na comparação com 2014. Não há ainda uma definição sobre 2016 e uma parte do setor acredita em novos controles. Há quem acredite, porém, que há um compromisso com evitar o controle de preço. "O MEC afirma apenas que pedirá explicações sobre os reajustes quando eles forem excessivos", diz Elizabeth Guedes, diretora executiva da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes). 

Atrasos em pagamentos também tem ocorrido. As parcelas referentes a agosto não foram pagas ainda e a expectativa é de um pagamento dos atrasados junto com a parcela de setembro. 

Há ainda cerca de 300 mil alunos do Fies que ainda não foram regularizados desde o primeiro semestre. São casos de estudantes que já tinham financiamento em anos anteriores e a instituição tentou um reajuste de mensalidade mais alto do que a limitação imposta pelo governo: no começo, o limite era de 4,5% de aumento de preço ante 2014, depois ele passou a 6,41% e, agora, para 8,5%. Instituições de ensino relatam uma série de problemas técnicos para regularizar a situação dos alunos em meio a essas mudanças. "O pior é ter aluno estudando de graça porque está matriculado e a instituição não recebe", reclama um executivo. 

A expectativa é de que a situação desses estudantes seja regularizada. Em troca de poder reajustar as mensalidades em até 8,5% e receber as parcelas pendentes, instituições terão que abandonar os processos movidos na Justiça contra o MEC. 

Para o próximo ano, porém, cria-se um novo problema. Instituições que reduziram os preços de mensalidades logo no início da disputa com o MEC pelos reajustes podem querer compensar as perdas. Esse movimento poderia pressionar para cima os desembolsos com o Fies num ano que já promete ser duro para os ajustes orçamentários. 

Distribuição de vagas 

Empresas de ensino também começaram uma disputa com o MEC por conta dos critérios usados neste segundo semestre para distribuir as vagas do Fies. O órgão admitiu ter incluído um critério de seleção dos cursos ainda desconhecido: passou a usar a fatia de participação que as empresas tinham no Fies em anos anteriores. 

A inclusão desse novo critério fez a Anima Educação questionar a distribuição das vagas na Justiça, num processo em andamento que já teve uma decisão liminar favorável para a empresa. Segundo pessoas no setor, o MEC está considerando a possibilidade de desistir desse critério ano que vem.

Bonde

 
Criado em 27 Julho 2015

As inscrições para o processo seletivo da segunda edição de 2015 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) serão abertas na próxima segunda-feira (3), pela internet. Os candidatos terão até a quinta-feira (6) para fazer a inscrição. O cronograma e as regras desta edição do Fies estão em edital publicado na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União.
O resultado da pré-seleção será divulgado no dia 10 de agosto, em chamada única. Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição na internet e completar o processo junto à instituição de ensino e à instituição financeira. Quem não for pré-selecionado passa a integrar a lista de espera.
No final de junho, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciou que nesta edição serão ofertadas 61,5 mil vagas com prioridade para os cursos das áreas de engenharia, saúde e a formação de professores e para as regiões Norte, Nordeste e Cento-Oeste, excluído o Distrito Federal.
Taxa de juros
A partir desta edição passam a valer novas regras para o Fies anunciadas pelo Ministério da Educação. Os estudantes passam a ser selecionados de acordo com a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para os novos contratos passa a valer a taxa de juros de 6,5%.
De acordo com o edital, o estudante poderá se inscrever em um único curso e turno de graduação dentre aqueles com vagas ofertadas no processo seletivo. Durante o período de inscrição, o estudante poderá alterar a opção de vaga.
Pode se inscrever no processo seletivo do Fies, conforme o edital, os candidatos que não tenham concluído curso superior, tenham participado do Enem a partir da edição de 2010, obtido média a partir de 450 pontos no exame e não tenham tirado nota zero na redação.
Outro critério é que o candidato tenha renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários-mínimos. Quem concluiu o ensino médio antes de 2010 pode participar mesmo que não tenha feito prova do Enem. Nesse caso, o critério para a classificação seguirá uma fórmula que leva em conta itens com renda familiar e raça.

 
Criado em 21 Março 2015

Mais de 196 mil estudantes solicitaram novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pelo Sistema do Fies (SisFies), segundo o primeiro balanço de novas adesões divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Estes estudantes estão com as vagas reservadas e devem agora validar as informações nas instituições de ensino e contratar o financiamento com os bancos. 

Desde que o sistema foi reaberto, estudantes relataram dificuldades em acessar o SisFies e em contratar o serviço. O MEC informou que não há número limite de novas vagas, e sim um limite financeiro para contratações. 

Nas novas adesões, estão sendo priorizados os cursos com nota 5 – pontuação máxima dada pelo MEC – que serão totalmente atendidos. Para os financiamentos de graduações com nota 3 e 4, serão considerados alguns aspectos regionais, priorizando localidades e cursos que historicamente foram menos atendidos. 

A partir do dia 30 de março, entram em vigor as novas regras do Fies, que determinam uma pontuação mínima de 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter tirado zero na redação como critérios para obter o financiamento. Atualmente, não há exigência de nota mínima. O prazo para solicitar novos financiamentos e renovar contratos vai até o dia 30 de abril. 

Para o ministro interino, Luiz Cláudio Costa, o número de novos contratos é alto quando comparado a oferta dos demais processos seletivos da pasta neste primeiro semestre: 205 mil vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 213 mil bolsas no Programa Universidade para Todos (ProUni). Em relação aos novos critérios, segundo Costa, 2,8 milhões, dos mais de 6,1 milhões que fizeram o Enem este ano atendem aos requisitos. 

Além dos novos contratos, o MEC diz que vai garantir todas as renovações do Fies. O balanço mostra que dos 1,9 milhão de contratos existentes, a maior parte fez o aditamento (que inclui etapas na universidade, no sistema online e no banco), mas ainda há 228.154 que estão na primeira fase do processo. Nesta semana, o SisFies passou a aceitar os cadastros dos reajustes das mensalidades das instituições acima de 6,4% para as renovações e passou por melhorias. 

"Vamos continuar trabalhando para ter celeridade e dar tranquilidade ao nosso estudante que todos os contratos serão aditados", destacou o ministro interino. Segundo Costa, "caso seja necessário, o prazo de aditamento poderá ser estendido". 

O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições. 

Desde que foram publicadas alterações nas regras do financiamento, no fim do ano passado, o fundo teve várias restrições. Entre elas, a limitação de um período do ano para aderir ao programa, o que levou ao congestionamento do sistema. Antes, o financiamento era ofertado ao longo de todo o ano. 

De acordo com o MEC, nesta edição o Fies registrou um pico no sistema de 57 mil acessos simultâneos. No ano passado, na mesma época, o máximo foram 10 mil acessos simultâneos. Também em 2014, o sistema registrou 1,2 mil acessos diários. Neste ano, após as melhorias realizadas nos últimos dias, a média de aditamentos diários cresceu de 16 mil para 30 mil, tendo alcançando um pico de 88 mil. 

Para atender aos estudantes, um serviço telefônico funciona inclusive aos fins de semana, pelo número 0800 616161.

 

Agência Brasil

 
Criado em 10 Março 2015

Greve teve adesão de 100 mil servidores e durou 29 dias em todo o estado. 
Se reivindicações não forem cumpridas, aulas podem parar novamente.

Após 29 dias, professores aprovam suspensão da greve no Paraná (Foto: Adriana Justi/G1)

Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná decidiram suspender a greve deflagrada no dia 9 de fevereiro, nesta segunda-feira (9). A decisão foi a escolha da maioria dos milhares profissionais que compareceram à assembleia realizada no Estádio da Vila Capanema, em Curitiba. Mais de 950 mil estudantes foram prejudicados pela paralisação e terão o calendário escolar reformulado. A previsão é de que as aulas comecem na quinta-feira (12).

Durante os 29 dias de greve, os educadores ficaram acampados em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e fizeram vários protestos. No dia 10 de fevereiro eles chegaram a invadir o Plenário da Casa. Na quarta-feira (4), após assembleia que decidiu pela continuidade da greve, cerca de 20 mil docentes marcharam rumo à Alep.

No mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a volta imediata dos professores e funcionários das escolas públicas estaduais ao trabalho. O sindicato foi notificado oficialmente sobre a decisão na sexta-feira (6).

Conforme aprovado na assembleia, caso as reivindicações dos professores e demais funcionários da educação estadual não sejam atendidas pelo governo estadual, a greve pode voltar na totalidade. A direção do sindicato afirmou que a categoria deve voltar ao trabalho na terça-feira (10). As aulas serão retomadas na quinta-feira (12).

“Entendemos que é hora de suspender a greve e manter o estado de greve, que já tínhamos desde o ano passado, para fazer com que o governo cumpra os seus compromissos. Em não cumprindo, o estado de greve nos autoriza a chamar uma assembleia e reiniciar uma greve assim que for necessário, caso o governador passe a descumprir o que tratou”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Hermes Leão.

De acordo com Leão, esses dois dias antes do início efetivo das aulas são necessários para organizar a escola e fazer a limpeza dos ambientes. "E preparar um planejamento para receber de cabeça erguida nossos estudantes na próxima quinta-feira", acrescentou o presidente.

Prejuízo para os alunos
Os professores e funcionários de escolas públicas do Paraná pararam no dia 9 de fevereiro, quando mais de 950 mil estudantes deveriam ter começado o ano letivo.

Desde então, os trabalhadores estão acampados em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep-PR). Ainda nesta segunda-feira, os professores vão desmontar o acampamento.

O psicólogo especialista em educação, Marcos Meier, explicou que os alunos podem ter sido os principais prejudicados durante o período. "Toda greve vai causar algum tipo de prejuízo. Isso é verdade e não tem como escapar. O calendário escolar da rede estadual é elaborado com 200 dias de aulas. Então, se diminuirmos essa quantidade de dias fora de sala de aula, o calendário vai precisar ser refeito com, por exemplo, aulas aos sábados ou até mesmo durante o período de férias, caso a greve continue".

O pior dos prejuízos com relação aos estudantes, aponta Meier, é a desmotivação. "Muitos dos alunos que já estão em casa porque as aulas podem começar a qualquer momento poderiam ter estendido o período de férias, por exemplo. Ou seja, o aluno está em casa esperando que as aulas comecem e as aulas não começam. Isso pode, sim, deixá-los sem motivação", acrescenta.

Meier também defendeu o lado dos grevistas. "Quando a gente fala nesses prejuízos, temos que olhar o outro lado. Permanecer com professores desmotivados em sala de aula também é um prejuízo não só para os alunos, mas para a sociedade em geral. Se eles [os professores] não fizessem greve, não fizessem manifestação, estariam desmotivados e, com certeza, isso implicaria, também, no conteúdo aplicado", detalha o especialista. "Então, apesar de o remédio ser ruim ou amargo, ele é remédio".

G1

 
Criado em 01 Outubro 2014

Não são apenas os jovens que estão buscando a educação no Brasil. Os idosos, que comemoram hoje (1º) o seu dia, estão procurando, cada vez mais, desde o ensino básico até o  ensino superior. Alguns realizam o sonho de fazer a segunda graduação em uma área que sempre lhes despertou interesse, outros alcançam a meta de aprender a ler e escrever.

O Dia do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas e, posteriormente, escolhido para a criação do Estatuto do Idoso, que comemora 11 anos.

Neste ano, 15,5 mil idosos fizeram a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O número de inscritos com 60 anos ou mais cresce anualmente. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ano passado esses inscritos somaram 10,9 mil. Em 2009, foram 4,7 mil idosos.

O Enem é a porta de entrada para instituições de ensino superior e técnico, além do financiamento estudantil e intercâmbio acadêmico. Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias8 e 9 de novembro. No total, foram 8,7 milhões de inscritos.

"O aumento de idosos está sendo identificado em várias instituições de ensino superior. São pessoas aposentadas, que por vezes já têm diploma de ensino superior e buscam outros cursos. Procuram uma mudança de carreira ou a realização de um sonho", diz o superintendente-geral de Educação a Distância do Centro Universitário Iesb, em Brasília, Francisco Botelho.

Ele lembra também os estudantes que buscam o ensino superior particular, sem bolsas. Segundo Botelho, muitos procuram os cursos a distância pela comodidade. O engenheiro agrônomo aposentado Tarcisio Siqueira é um desses estudantes. Ele tem 75 anos, 41 dedicados à agronomia. Depois de aposentado, para "exercitar o cérebro", decidiu estudar engenharia civil a distância.

"O nível de entendimento daquilo que é repassado, de compreensão e assimilação, é diferente", compara a segunda com a primeira graduação, concluída quando tinha pouco menos de 30 anos. "Tenho assimilado com mais facilidade por causa da experiência que acumulei. Tenho também mais tranquilidade com o conteúdo que é colocado", diz.

Luiz Pereira de Souza, 84 anos, sapateiro aposentado, realiza o sonho de aprender a ler. E garante: "Estou me dando muito bem". Luiz entrou neste ano em um grupo de alfabetização de adultos no Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá (Cedep), no Distrito Federal. Quando as aulas começaram, já sabia ler "alguma coisa e escrevia o nome". Agora, ele, que é evangélico, consegue ler a Bíblia.

"Estudar é muito bom, a gente aprende muita coisa, a ler, escrever, contar. A professora é gentil, tem muita paciência comigo", diz o estudante.

"Na minha opinião, esses alunos procuram outro modo de vida, outro conjunto de pessoas, uma vida em que tenham representatividade. Quando chegam,  necessitam de carinho, atenção. Não é mais para entrar no mercado de trabalho, mas para se comunicar. É um sonho de aprender", explica a  coordenadora de curso do Programa DF Alfabetizado, Eva Lopes. "A alfabetização muda a vida. Tive uma aluna que aprendeu a ler comigo, com mais de 80 anos. Ela me disse que começou a se deslocar mais quando aprendeu a ler a palavra Paranoá e sabia que ônibus devia pegar", conta a alfabetizadora.

Os idosos são hoje no país 26,3 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 13% da população. A expectativa é que esse percentual aumente e que em 2060 chegue a 34%, segundo previsão do próprio IBGE.

O Diário

 

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