Criado em 09 Setembro 2017

Terminam na próxima segunda-feira (11) as inscrições para o vestibular 2018 da UEL, que podem ser feita aqui, o valor é de R$ 146. A prova da 1ª fase será realizada em 29 de outubro.

O diretor administrativo da Cops, Roberto Mantoani, informa que a confirmação da inscrição é o pagamento da taxa pública, que pode ser feita até o dia 12 de setembro. O vestibulando pode acompanhar o seu processo no site da Cops, na aba Situação da Inscrição.

São oferece 2.482 vagas em 53 cursos de graduação. Este ano ocorreram modificações na oferta de vagas de alguns cursos, a partir de alterações propostas pelos Colegiados, que reduziram ou aumentaram as vagas no Sistema de Seleção Unificada (SISU).

Todos os detalhes sobre os cursos podem ser acessados no Manual do Candidato.

Cotas
O Conselho Universitário aprovou reserva de 45% das vagas para cotas, sendo 20% para alunos provenientes de escola pública, 20% para negros de escola pública e 5% para negros. Na prática as cotas aumentaram em 5% em relação ao concurso de 2017. Este percentual reservado aos estudantes autodeclarados negros beneficiam candidatos negros de forma irrestrita, mesmo que este estudante tenha cursado algum período no ensino privado.

Provas
A Prova de Habilidades Específicas para o curso de Música será aplicada em 24 de setembro. O resultado sai em 29 de setembro. A 1ª fase está marcada para 29 de outubro, com Provas de Conhecimentos Gerais. As provas da 2ª fase serão realizadas dias 3, 4 e 5 de dezembro. No dia 3 de dezembro serão aplicadas as provas de Línguas e Literaturas, Língua Estrangeira e Redação; dia 4 os candidatos fazem a prova de Conhecimentos Específicos. No dia 5 de dezembro serão aplicadas as Provas de Habilidades Específicas para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Design de Moda e Design Gráfico.

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
 
 
Criado em 06 Setembro 2017

UEL superou o índice de alguns itens em relação ao último levantamento

Com seis universidades a menos no ranking mundial, o Brasil teve 21 instituições classificadas entre as mil melhores do mundo, conforme a publicação britânica "Times Higher Education". O estudo World University Rankings analisa 13 indicadores de desempenho divididos em ensino, pesquisa, perspectivas internacionais e transferência de conhecimento para a sociedade. Os dados são fornecidos pelas próprias instituições.

No caso do Paraná, três universidades caíram de posição em relação ao ano passado: UEL (Universidade Estadual de Londrina), UEM (Universidade Estadual de Maringá) e UFPR (Universidade Federal do Paraná). As duas primeiras, antes classificadas no grupo entre 801 e 1.000 melhores universidades do mundo, ficaram entre na faixa entre 1.001 e 1.100 mais bem avaliadas neste ano. Neste mesmo grupo estão Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), de Cascavel, e UFPR que já chegou a ocupar uma posição entre as 601 e 800 melhores instituições do mundo.

Apesar do resultado, a diretora de Avaliação e Acompanhamento Institucional da UEL, Sandra Regina Garcia, explicou que a universidade superou o índice de alguns itens em relação ao último levantamento. "Não avaliamos como uma queda porque o índice da UEL foi superior ao do ano passado. A avaliação foi realizada com 1.500 instituições de ensino superior em 79 países. Sendo que 1.102 foram classificadas. Para nós, essa classificação é muito satisfatória e acompanha um pouco os resultados que a universidade vem tendo em outras avaliações externas, especialmente nas internacionais", ressaltou. "Representa também o esforço das instituições estaduais em manter a qualidade do ensino superior no interior do Estado. A UEL é a 6ª universidade entre as estaduais no Brasil", lembrou.

Os indicadores relacionados ao ensino, conforme a diretora, reforçam a qualidade dos cursos de graduação da UEL. "A perspectiva internacional aumentou de 15,5% para 16,3%. Outro indicador importante é o da pesquisa, que subiu de 6,7% para 9,4%. As citações de docentes que trabalham com pesquisa na UEL saltaram de 7,9% para 10,6%", detalhou. "Mesmo diante das dificuldades, a universidade consegue ainda manter esse padrão, mas temos preocupação com o futuro da instituição. Muitos professores e pesquisadores estão se aposentando e isso pode ter um impacto futuro", ressaltou. A assessoria da UEM também foi procurada, mas nenhum representante da universidade se manifestou sobre o resultado do ranking.

Em comum, as universidades estaduais do Paraná sofrem com a falta de recursos, de professores e de funcionários. A UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), que não aparecia no ranking no ano passado, passou a integrar o grupo entre 801 e 1.000 melhores instituições do mundo. Dessa forma, a UEPG foi a única estadual do Paraná classificada entre as mil. A PUC-PR também está no mesmo grupo que a UEPG, mantendo a posição do ano anterior.

O pró-reitor de Planejamento da UEPG, Ariângelo Hauer Dias, contou que recebeu a notícia com alegria, mas sem esquecer dos desafios diários. "As últimas contratações na universidade foram feitas há muito tempo. Aproximadamente, entre 30% e 40% dos professores e agentes universitários das instituições do Estado estão em vias de se aposentar e não estamos tendo essa reposição. Isso cria uma dificuldade porque o laboratório e a estrutura não estão ruins, mas poderiam estar melhores. Temos um deficit imediato na UEPG de, pelo menos, 50 professores e cem agentes universitários", afirmou Dias.

Questionado sobre a classificação das universidades estaduais, o secretário em exercício da Seti (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Décio Sperandio, exaltou a qualidade das instituições. "Acredito que estamos avançando em termos de qualidade. Recentemente, no Enade, 57 cursos de graduação foram avaliados no Estado e 80% desses cursos tiveram notas 4 e 5 (sendo 5 a nota máxima). É importante destacar o mérito das próprias universidades. Em relação à UEL e à UEM, não podemos considerar isso como uma queda. UEL, UEM e UEPG estão entre as 70 melhores da América Latina. Não é uma queda que traz preocupação para o sistema. Conhecemos a qualidade das nossas universidades", comentou.

Segundo ele, mesmo comemorando os resultados, o desempenho no ranking não deve acomodar o governo. "Temos que ir em busca de melhorias no ensino. O ranking tem que servir como estímulo para a gente melhorar sempre", destacou. Porém, ao ser questionado sobre os inúmeros pedidos de contratações, o secretário em exercício disse apenas que "os processos estão tramitando e esperamos em um futuro próximo resolver essa questão".

Em nota, a assessoria de imprensa da UFPR afirmou que a universidade respeita os resultados, mas que "cada ranking possui métricas e metodologias distintas de avaliação". "A atual gestão acadêmica, com o apoio de toda a comunidade universitária, segue investindo no aperfeiçoamento dos processos internos e no incentivo à pesquisa, ensino, extensão e internacionalização, apesar dos cortes de investimentos na educação superior e em ciência e tecnologia", concluiu.

BRASIL
A USP (Universidade de São Paulo), classificada no grupo entre 251 e 300 melhores do mundo, é a primeira instituição nacional a aparecer no ranking. Em seguida estão: Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFABC (Universidade Federal do ABC), Universidade Federal de Itajubá, UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e Unesp (Universidade Estadual de São Paulo). As federais da Bahia, de Goiás, de Ouro Preto, de Santa Maria, de Lavras e de Viçosa deixaram o grupo das mil mais bem avaliadas.

MUNDO
A Universidade de Oxford ficou em primeiro lugar, seguida da Universidade de Cambridge, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, da Universidade de Stanford, do instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Harvard. (Com Agência Estado)

Viviani Costa
Reportagem Local