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Created on 28 July 2015

O agricultor é o trabalhador que atua em terras rurais e cultiva plantas com o objetivo de conseguir alimentos, energia, matéria-prima, fibras e mais. O trabalho com a agricultura surgiu durante a pré-história, quando alguns indivíduos perceberam que certos grãos poderiam ser enterrados para produzir novas plantas. Essa prática possibilitou o aumento na oferta de alimentos para as pessoas, e o cultivo dessas plantas continuou em contínuo crescimento. Atualmente, o Dia do Agricultor é comemorado em 28 de julho no Brasil.
Foi em 28 de julho de 1960 que o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira instituiu o DIA DO AGRICULTOR, durante a comemoração do centenário do Ministério da Agricultura. O agricultor é um dos profissionais que mais merece ser reverenciado por todos. Ele é o principal responsável pelo nosso alimento.
Trata-se de um dos profissionais mais respeitados, que dedica sua vida para atender a principal necessidade das pessoas: alimento de qualidade. É ele que trabalha muito, levanta cedo, com chuva ou frio, não tem sábado ou domingo, Natal, Ano Novo, Carnaval etc. Que depende muito do clima, das flutuações dos valores recebidos, que tem dificuldade de acesso a crédito e seguro e, às vezes, ainda é taxado de destruidor na natureza.
Um agricultor tem que produzir o suficiente para alimentar cada vez mais gente que vive na cidade. Sem alimentos, a população urbana não vive. Não há outra maneira de produzir a comida diária. Não se faz comida em fábricas!
O país deve grande parte de prosperidade à economia agrícola" e que "é de justiça reverenciar aqueles que se dedicam ao cultivo da terra, transformando em riqueza dinamizada as dádivas naturais". Não são muitas as pessoas que fazem o que os agricultores fazem.
O agricultor atual é um profissional vocacionado que respeita os recursos naturais (solo, água, plantas, animais) e as pessoas, que tem que se preparar para produzir cada vez mais com menos terra, com sustentabilidade, utilizando tecnologias modernas, estando bem informado e atualizado.
Os agricultores, em especial os agricultores brasileiros, são grandes heróis e merecem a homenagem de toda a sociedade.
Quando se fala em agricultura, a memória é remetida ao passado. A história econômica da cidade de Assaí, deve-se muito às mãos do homem do campo, que cultivou essa terra vermelha e trouxe riqueza e progresso para o município. Várias nacionalidades se juntaram em um único propósito: levar o pão à mesa das famílias!

 

 
Created on 09 March 2013

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou ontem o Plano Safra das culturas de inverno com um apelo para que a triticultura amplie a produção, invertendo a tendência de cortes na área plantada verificada nas últimas safras. O programa prevê elevação de 5,99% nos preços mínimos do trigo, para R$ 531,00 por tonelada. O setor produtivo esperava reajuste desde 2010, quando o índice foi reduzido, e avaliou que são necessárias medidas complementares para que o governo consiga evitar escassez e inflação no preço do pão.

O trigo é o principal foco do Plano Safra, programa que deve disponibilizar R$ 430 milhões para a garantia de preços mínimos. Essa garantia, na prática, depende de Aquisição do Governo Federal (AGF), Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) considerou o reajuste baixo, considerando que o custo de produção estimado pela própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é maior que o preço mínimo. A Conab calcula um gasto operacional de R$ 576,50 por tonelada para a região de Londrina.

Maior produtor nacional, o Paraná reduziu as lavouras de trigo nos últimos três anos, numa sequência de tombos de 10%, 10% e 27%, até rebaixar os trigais a 776 mil hectares em 2012. Para voltar à marca de 1,3 milhão de hectares, registrada em 2009, é preciso ampliar o cultivo em 69%.

Na avaliação de Robson Mafioletti, assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), mesmo sem garantia de cobertura total dos custos, o cereal deve recuperar parte da área perdida no Paraná.

 

 
Created on 01 March 2013

A colheita da safra de grãos de verão 2012/13 no Paraná entrou em ritmo acelerado e revela lavouras com alta produtividade. A pesquisa mensal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), referente ao mês de fevereiro, estima uma safra recorde de 22,53 milhões de toneladas de grãos para esse período, que corresponde ao plantio da primeira safra no Estado.

O último recorde de produção durante a safra de verão foi no ano agrícola 2010/11 quando foram colhidas 22,2 milhões de toneladas. Para este ano, a expectativa do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, é que a safra total de grãos resulte em uma colheita de 37 milhões de toneladas, considerando o plantio da primeira safra, da segunda safra e da safra de inverno.

Ortigara ressaltou que os produtores paranaenses nunca viveram um momento tão favorável, com colheita de safra cheia, seguida de bons preços na hora da comercialização. Segundo levantamento do Deral, o preço médio da soja pago ao produtor durante o mês de fevereiro foi de R$ 55,63 a saca, superior ao preço pago no mesmo mês do ano passado, quando a soja foi cotada a R$ 43,47 a saca.

Essa valorização também está se repetindo no milho e no feijão. O milho foi comercializado, em média, no mês de fevereiro, por R$ 25,06 a saca, contra R$ 23,07 a saca comercializada em igual período do ano passado. O feijão de cor foi vendido por R$ 172,02 a saca, quase R$ 50,00 acima da cotação durante mesmo período do ano passado, quando foi vendido a R$ 128,74. O preço do feijão preto, no mesmo ritmo, também foi vendido por R$ 122,49, na média de fevereiro desse ano, bem acima da cotação de R$ 86,72, em fevereiro do ano passado.

RENDIMENTO E COLHEITA - A colheita da produção de soja avança em ritmo acelerado no Estado, com 39% da área colhida. Foram plantados 4,4 milhões de hectares e a produção deve render um total de 15,2 milhões de toneladas, volume 41% maior que no ano passado, quando a safra apresentou uma produção de 10,8 milhões de toneladas. O volume de soja colhido está acima da média de 2012, ano em que, no mesmo período, estavam colhidos 22% da produção.

O produtor também elevou o ritmo de comercialização esse ano, com 39% da safra já vendida. No ano passado, cerca de 23% da produção de soja estavam vendidos nessa época do ano.

A produção de milho da primeira safra deve apresentar um volume de 6,84 milhões de toneladas, volume 4% acima da produção de 2012, que rendeu 6,6 milhões de toneladas.

De acordo com a engenheira agrônoma do Deral, Juliana Tieme Yagushi, a colheita de milho está em ritmo menor, com 19% da área colhidos. No ano passado, nesse mesmo período, cerca de 29% da área estavam colhidos. A técnica explica que em função das chuvas ocorridas no início de fevereiro, o produtor optou por colher primeiro a soja.

Também no milho, o produtor optou por antecipar a venda do grão para aproveitar os bons preços no mercado internacional. Cerca de 17% da safra 12/13 foi vendida, contra 12% vendida antecipadamente na safra anterior.

O feijão da primeira safra está com 95% da área colhida e 64% da produção vendida. Foram plantados 205,2 mil hectares e a produção deve chegar a 314,9 mil toneladas, volume 10% inferior ao mesmo período do ano passado. A primeira safra de feijão foi prejudicada inicialmente por chuvas, seguidas de baixas temperaturas durante o ciclo que afetou o desenvolvimento das plantas.

SEGUNDA SAFRA - A segunda safra de grãos no Estado está sendo plantada, com 51% da área prevista ocupada com o milho. O feijão está com 81% da área prevista plantada. O levantamento do Deral aponta que o milho safrinha deverá ocupar uma área de 2,06 milhões de hectares e a produção poderá alcançar até 11,3 milhões de toneladas, se não for comprometida pelo clima.

O feijão da segunda safra, deverá ocupar uma área de 216.903 hectares e a produção pode atingir 405.169 toneladas, podendo recuperar as perdas ocorridas na primeira safra.

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Created on 17 April 2012

Segunda safra atinge área recorde e faz com que produção anual do cereal encoste na da soja. No Paraná, volume do milho deve ser 30% maior que o da oleaginosa

Os agricultores brasileiros decidiram entrar na onda do mercado internacional e ampliar a área do milho de inverno. A chamada “safrinha” tem área 25% maior que a de 2011 e pode render 30% mais (veja tabela nesta página). Capitaneada por Paraná, Mato Grosso e estados do Centro-Norte brasileiro, a segunda safra do cereal do ciclo 2011/12 atinge o maior terreno de todos os tempos: 6,9 milhões de hectares, conforme indicador elaborado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo.

Se o clima ajudar, a colheita de inverno paranaense será 2,4 milhões de toneladas maior que a de verão e atingirá 8,6 milhões de toneladas. No ano agrícola 2011/12, o milho ultrapassa em 30% a soja, o principal produto da agricultura do estado, somando 14,72 milhões de toneladas. Em valor, a oleaginosa continuará rendendo mais. Em âmbito nacional, o milho fica a apenas 4 milhões de toneladas da safra de 68,9 milhões de toneladas de soja (5,86%).

O trigo, no entanto, perde espaço no país por conta da inversão das apostas dos produtores paranaenses, que diminuíram pelo segundo ano consecutivo a área do cereal do pão, em protesto contra a falta de apoio do governo. A tendência é de queda de 6,5% na colheita.

A antecipação do cultivo de soja no verão ampliou a janela agroclimática para o plantio do milho de inverno. Os preços acima das médias históricas, prometendo compensar parte dos prejuízos da seca registrada no verão, explicam a ampliação do cultivo.

“Houve uma retração nos últimos dias, mas o cenário ainda é positivo e deve remunerar o produtor. Por outro lado, se a safra for boa em todas as regiões, os preços devem cair”, alerta Robson Mafioletti, assessor técnico-econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

“Se não houver nenhum problema de produção e os norte-americanos confirmarem a maior área plantada da história, o Brasil terá de exportar no mínimo 10 milhões de toneladas de milho”, avalia Eugênio Stefanello, especialista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Paraná.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil embarcou pouco: 1,5 milhão de toneladas de milho. O quadro de maior oferta interna é bom para a cadeia de carnes, que tem os grãos como principal matéria-prima para a produção de ração animal.

Depois de contabilizar quebra de 50% na safra de verão e aumentar em 30% a área do milho safrinha, o agricultor Sidney Pinto de Mello, de Maringá, viu o cereal se desvalorizar em R$ 3 por saca nos últimos quinze dias em sua região. “Deixei de vender a R$ 23 por saca para entregar a R$ 20,80 [semana passada].” Ele espera 6,9 mil kg por hectare (115 sacas). “Bonito está, mas falta chuva.” A safra de inverno, que acaba de ser semeada, pode sofrer também com a ocorrência de geadas, como ocorreu no ano passado.

Produtores esperam chuva em todas as regiões de cultivo

Assim como no Sul do país, as regiões Centro-Oeste e Norte aguardam a chegada de boas chuvas para garantir a produtividade do milho safrinha. “Por enquanto, metade da área tem água suficiente para pagar os custos”, diz Eduardo Godoi, de Sapezal (Oeste de Mato Grosso).

Para conseguir alcançar média de 5,4 mil quilos por hectare de produtividade, ele conta com uma chuva que geralmente cai sobre o Cerrado mato-grossense no final de abril ou começo de maio. Neste ano, Godoi aumentou para 2,2 mil hectares a área de milho de inverno, contra 1,9 mil plantados em 2011.

Os números do estado, porém, mostram incremento “ao estilo Mato Grosso”. Com o segundo maior crescimento de área país – 40% em relação a 2010/11 –, a safrinha mato-grossense está ocupando 2,4 milhões de hectares neste inverno.

No Centro-Norte do Brasil, o quadro agroclimático é parecido, mas os rendimentos esperados são bem superiores. “O que está florescendo deve produzir 7 mil quilos por hectare. A safrinha vai fazer parte da nossa vida de agora em diante”, afirma Leivandro Fritzen, que dedica 850 hectares ao cereal no Piauí e aposta no milho de inverno pela primeira vez.